Capítulo 48 (REVISADO)

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LN

Assim que Paloma desceu do carro, meu celular começou a tocar. 

Olho no visor, e vejo que é o segurança da Brenda, no mesmo instante minhas mãos soam, demoro alguns segundos até atender.

- Já manda o papo.

- Chefe, qual o caminho mais rápido pra chegar no morro?!- pergunta, e escuto o choro da Brenda.

- Oque aconteceu?!

- O Pai dela, está perseguindo a gente com mais dois carros, ela não quer deixa eu atirar, mais ele quer pegar ela chefe.- diz e no mesmo instante eu acelero o carro.

Desesperado falo rápido e alto o caminho mais rápido, explico cada detalhe, enquanto neguinho ouvia com atenção.

- Você prestou atenção neguinho?!- Pergunto, descendo do carro e esperando eles no pé do morro.- Tô no pé do morro esperando vocês, não me decepcione.- digo e desligo.

Fico agoniado, nas minhas contas em menos de vinte minutos eles estariam aqui, se eles não chegassem até isso, aí eu teria que me preocupar.

Brenda, nunca me disse do pai dela, nem da mãe nada que envolve sua família de sangue.

Sempre dizia que no momento certo me contava, que ela ainda não estava preparada pra mexer nas feridas do passado.

Na minha cabeça passa de tudo, que o pai dela poderia ser um policial, juiz, dono de algum morro. A única coisa que eu sei, é que é alguém importante.

Deixei todos os soldados da barreira com as armas apontadas para frente, estava muito nervoso e puto.

Como depois de tanto tempo, ele apareceu?! Logo agora ainda.

Reconheço meu carro, e mando os soldados da espaço só pra ele passar.

Mais pro fundo, vejo três carros vindo iguais loucos, naqueles o aviso é claro:

-Tentar passar, é pra meter bala.- grito, e os soldados confirmam com a cabeça.

Meu carro entra, e logo a barreira se fecha.

Os homens da barreira, deixam as fuzis apontadas para as três Railux que vem na direção da entrada.

Eles freiam bruscamente, e depois de alguns minutos um homem bem arrumado de terno, cabelos penteados para trás, com a barba bem feita desce do primeiro carro.

Quando meus olhos batem nos seus, não precisei nem olhar muito para saber que ele era o pai da Brenda, eles são idênticos.

Brenda, a essa altura já está colada nas minhas costas.

Consigo sentir todas suas lágrimas molhar minha blusa, oque me da mais raiva e ódio desse maldito.

Ele vem andando cegamente na minha direção, sendo barrado pelos soldados com uma fuzil na sua barriga.

- Quem é o Dono dessa favela?!- ele grita na entrada, fitando todos com nojo.- Eu só quero conversar com a minha filha, vocês não podem me impedir.

- Você quer conversar com ele?!- Pergunto olhando para Brenda.

Ela limpa as lágrimas do seu rosto, e me fita avermelhada.

- Não quero ir sozinha.- diz baixinho, mais pude ouvir.

- Eu vou com você.- digo, e pego em sua mão. Me quebrava ver ela tão indefesa, nem parece a minha Brenda.

- Deixem ele entrar, mais somente ele.- mando, e ele entra caminhando até a mim.- vamos para minha sala.

Pego meu carro e mando o pai da Brenda entrar, ele se senta atrás e ela na frente.

Perdida no Dono do MorroOnde histórias criam vida. Descubra agora