Capítulo 24 (REVISADO)

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DG

Acordo com uma puta dor de cabeça. Vejo no relógio e vai dar ainda sete da manhã, dou um pulo da cama.
Acho mó barato esse povo que vive falando da vida de bandido, dizendo que é facil e os carai. Quero ver um deles pelo menos ficar um dia na boca e continuar falando merda, quer vim falar que nosso dinheiro é fácil? Eu que não vá pra boca cedo não, fazer as cobranças dos noias, contabilidade das drogas e os assaltos a banco pra continuar tendo munição boa, quero ver que dinheiro "fácil" que vai cair do céu.
Me levanto e vou tomar um banho faço todas minhas higienes, e mal me enrolo na toalha já escuto meu radinho apitando.

-Eae DG, ta na escuta?!- diz menor.

Mais que porra, mal abro os olhos pro mundo e já vem encher meu saco.

-Caralho acabei de sair do banho e seis já tão me ligando, LN não ta ai não?!- pergunto me alterando já.

-Se eu te liguei oque você acha?! Esse cuzão nem apareceu ainda aqui.

Já logo acho estranho, LN era o primeiro a entrar na boca, seis horas da manhã todos os dias ele já tava lá.

-Já chamou ele no radinho?!- pergunto.

-Já mais ele não atende esse caraí-Responde suspirando.- Vem logo DG os cara já tão aqui, chamei os melhores como você pediu pro assalto.- fala e escuto algumas vozes.

Que caralho, esse papel era do LN.

-Pode crê. to indo, não fica me acelerando nessa porra.

-Foi mal ai, é que os cara ta a mil aqui, na sede de dinheiro.- diz se justificando e eu desligo.

Me visto rápidão colocando uma bermuda e uma camiseta da Lacoste. Enfio o boné na cara e umas correntes, coloco meu chinelo e partiu mais um dia de luta.

Vou descendo as escadas, e vejo que nem Joana chegou ainda, coloco um suco de laranja numa garrafa e saiu bebendo. Do um salve pros cara da contenção de casa montando na minha hornet preta e dourada, abro a garagem e fui a mil pra boca.

Chego lá e vejo aproximadamente dez caras, quantidade exata pro assalto, nem muito nem pouco.
Aceno com a cabeça pra não da muito intimidade e pego o mapa mostrando como deve ser feito.
Nada aqui é na emoção todos os passos são bem calculados, tem umas três semanas que to mandando os cara ir lá, e ver os horários do carro forte e reparar bem no armamento deles, reparar nos seguranças do banco e gravar todas as saídas de emergência o assalto é no banco e no carro forte papo de sair milionário. Escolhi um dia que pra eles é fraco, pedi os três melhores atiradores pra assaltar o carro forte, se é bom de mira tem que ta nessa.
Os mais ágeis e rápidos tanto em questão de piloto de fuga, como em assalto que não enrola em serviço e parece rato foge por qualquer buraco.
Por isso tem dez, são os meus melhores soldados.

Explico todo plano e a função de cada um, eles vão as dez da manhã horário menos movimentado e troca de turno, horário perfeito já que o primeiro carro forte passa esse horário, horário do abastece mané pensa como o carro tá, dia de pagamento ainda então os cofres tão cheios e os carros melhores ainda.

Confirmo se cada um entendeu o seu papel e todos dizem que sim, fazemos uma oração que é de lei, sempre pedindo pro cara lá de cima abençoar nós e polpar nossas vidas.

Olho no relógio e já são, oito e meia.
Os caras fazem toque comigo e vão metendo macha pro banco.
Seja oque Deus quiser.

Eles metem o pé da minha sala e fico com menor fazendo as contas e  vendo se já achamos algum suspeito de quem é o filho do diabo que me atormenta.

Perdida no Dono do MorroOnde histórias criam vida. Descubra agora