Paloma
Uma semana depois...
Se passou uma semana desde aquele maldito dia, graças ao bom Deus não encontrei mais com ele. Evito o máximo sair. Vou apenas de casa para o trabalho e do trabalho para a casa.
Recebi umas mensagens de um número desconhecido, óbvio que eu já sabia que era aquele capiroto, infeliz. Nunca Que eu iria responder, se depender de mim não nos vemos nunca mais. Então fiz o certo, bloqueei o número de tudo.
Chego em casa cansada, e percebo que minha vó não está. Bom, deve ter ido para igreja... Saio dos meus pensamentos assim que meu celular toca, estranhei por ser um numero desconhecido, no fundo eu sabia quem era. Mais já estava cansada dessa infernização, decido por um ponto final nisso, agora.
- Olha, me deixa em paz!! Voce ja teve oque queria de mim, me esqueça que inferno.- digo irritada.
- Esqueceu de mim, Princesa? - seu tom é de uro de deboche. Ele apenas ignorou tudo oque eu disse. Quando penso em desligar, por vê que de nada valeria, ele diz coisas que me assustam - Sua avó vem sempre na igreja aqui na dois, né?! Nossa, Paloma, como vocês são idênticas! Que pena seria se ela saísse da igreja e algo acontecesse com ela, imaginou?
Começo a tremer de raiva, ele estava querendo me manipular, não é possível. O que ele quer de mim?
- DG, você não seria baixo a esse ponto. Na verdade eu sei que seria!- afirmo com todo odio que habita em mim.- Cara, me deixa em paz. Deixa minha vó em paz!!! Oque você quer?- choramingo.
Ele começa a gargalhar. Umas gargalhadas de arrepiar todos os pelos do meu corpo.
- Quero você, Paloma, seu corpo... E se me der isso em troca não toco na sua avó.- Afirma.- Agora se me dizer que não. Nesse caso faço questão dela ter um tratamento especial pelas minhas próprias mãos. Nem vou precisar pedir aos meus crias.- me ameaça num tom suave e calmo, como se aquilo para ele fosse normal.
Fico incrédula com o que ele me disse, não podia acreditar que ele estava fazendo isso comigo.
- Você sabe que quando uma mulher diz não e você insiste ou tenta algo isso é um abuso, né? - Afirmo no telefone, sentindo lágrimas grossas escorrer do meu rosto.
- Chame do que quiser, filha, o que eu quero eu tenho. Seja a força ou não...
Agora está nas suas mãos Palominha, me responde logo. Vai vir pra me te fuder hoje? ou vou ter que ter uma conversinha com sua vózinha. Hmmm.- Finge pensar.-Zélia o nome dela, certo?
- Não, DG, deixa minha vó em paz, por favor, não envolve ela nisso... Eu vou, eu faço o que for preciso pra você não encostar nela - respondo não conseguindo segurar as lágrimas, eu perdi tudo, perdi tudo.
Não podia acreditar que isso estava acontecendo comigo.
- Foi o que eu pensei. Te espero às nove e meia no beco da quatorze, casa dois. Espero que não demore, Paloma, acho que dá pra perceber como eu odeio atrasos.- Afirma.- Ah, caso aconteça, não se esqueça dessa frase: "Atrasos tem preços caros." Se é que me entende - finaliza, desligando em minha cara.
Ódio, só isso sabia sentir!! Olhei para o relógio e vi que já era oito e meia, decidi ir tomar um banho, não queria me atrasar, tinha medo do que ele poderia fazer para minha avó.
Só para piorar não havia contado a ninguém o que rolou entre nós dois. Nem mesmo Brenda sabia sobre isso, pois sei que ela ia querer se envolver. Não quero meter gente inocente em tudo isso. Tenho medo do que ele pode fazer quando eu não quiser, medo dele querer que eu seja seu objeto sexual, quem eu quero enganar eu tenho medo dele.
Fui pro meu quarto, peguei minha toalha e fui para o banho. Passo meia hora debaixo do chuveiro, mais chorando do que tomando banho. Não suportava a ideia de ser tocada sem minha permissão e não poder falar nada, porque sei que ele é louco o suficiente para me machucar e machucar quem eu amo, eu só queria sumir.
Afasto meus pensamentos, desligo o chuveiro e me enrolo na toalha indo pro quarto.
Visto uma calça, uma pólo e uma blusa de frio, nos pés ponho uma rasteirinha brilhante e um pouco de base pó para disfarçar a cara de choro.
Apago as luzes, e saio do quarto trancando a porta respirando fundo.
Em direção a saída quando ponho a mão para puxar o trinco do portão minha vó entra, me assustando.
- Oi, minha filha, tudo bem? Que cara é essa? Tá indo pra onde - derrama várias perguntas, com cara de desconfiada.
- Oi, vó, tô bem sim. E.. tô normal - dou de ombros, tentando disfarçar, soltando um sorriso - Estou indo ver uma amiga nova que fiz no morro e não vou demorar tabom?! Tenho que ir, já estou atrasada. Mas quando eu chegar te conto - nem deixo ela responder e saio.
Já são nove e dez e se eu não andasse rápido tinha o risco de eu me atrasar, e não queria nem imaginar o que aconteceria.
Continuei meu caminho subindo o morro em uns quinze minutos cheguei lá no beco da quatorze.
Quando fui chegando perto da casa, já consegui avistar ele com um cigarro de maconha na mão, na hora minhas pernas travaram minha vontade mesmo era correr de lá, mas não podia.
Fui caminhando e quando cheguei na porta olhei pra ele. Seus os olhos estavam bem vermelhos, percebi dali que ele não tinha apenas fumado, com a cara bem fechada, seu corpo entregava que ele tinha usado mais coisas.
- Vai ficar me olhando ou vai entrar logo nessa, porra?- perguntou sem paciência alguma.
Não respondi. Pois, minha vontade era de chorar, apenas abaixei a cabeça e entrei. Assim que o fiz, me deu enjôo. A casa fedia, era apenas dois cômodos bem cara de "abatedouro" mesmo, tinha apenas um colchão no chão e uma cozinha, se é que pode chamar assim.
- Tá esperando o que pra tirar a roupa?
Fiquei incrédula com aquilo, mas novamente preferi ficar quieta. Cada peça que tirava era como se fosse um tiro no meu peito, as lágrimas já desciam por si só. Quando eu estava totalmente nua, ele me atacou. Meu corpo foi jogado com tudo sobre o colchão me causando dor.
Não deu nem tempo de raciocinar. DG me penetrou fundo. Eu segurei os máximos os gritos, não queria dar esse gosto para ele. Tudo que eu botava para fora eram as lágrimas, a dor que eu sentia por dentro. Com uma mão segurava minha cintura e a outra estava no meu pescoço apertando com força, sabia que aquilo era só o começo.
E não estava errada. Suas estocadas aumentaram, indo mais fundo. Aumentando a dor, que se tornava a cada segundo mais insuportável.
Como se isso não bastasse começou a desferir tapas em meu rosto a cada grito que eu dava. Naquele momento, impossível de segurar. Minhas lágrimas e soluços se misturavam aos pedidos de súplicas, para que parasse. O brilho maldoso em seus olhos, me deixando saber o quanto gostava de tudo aquilo. Um verdadeiro monstro sem coração.
- Eu sei que você gosta, piranha! Calma que eu já vou gozar e você vai meter o pé. Essa sua buceta apertada me deixa louco!
Cerca de dez minutos levou até o fim daquela tortura, quando ele gozou na minha coxa. Nojo e ódio eram as únicas coisas que eu conseguia sentir naquele momento.
Ali, fui apresentada ao verdadeiro monstro que era o DG. O monstro que todos conheciam e eu nunca queria ter conhecido, no fundo do seus olhos eu podia vê como ele era escuro por dentro, ele não tinha vida, ele era um ninguém, e aonde ele tocava ficava igual ele.. vazio!
- Já me satisfez. Sai! E quando eu quiser de novo te mando mensagem, ou mando um dos meus faixas te acionar - avisa segurando forte minhas bochechas.
Me da uma empurrada se levantando e eu levo alguns segundos para levantar. Todo o meu centro dói. Me visto com dificuldades. Tentando ser o mais rápida possível. Tudo o que quero é sair daquele inferno e de perto dele.
- O que eu te fiz de errado, meu Deus? Oque.. - pergunto em um sussurro já do lado de fora.
Espero que gostem, boa noite!!💖
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Perdida no Dono do Morro
RomanceDizem que o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. Mas sera que com Paloma uma garota sofrida, que perdeu o pai cedo e não possui o amor materno terá a mesma sorte? que esse amor, mudará o tão assombrado dono do morro? Entre na hi...
