- Quem... quem te contou...?
- Sungwan.
- Sungwan? Como assim?
- Ela me encontrou enquanto eu ia pro trabalho, eu achei que era mentira no começo, pois sei que você não mentiria pra mim, mas ela me mostrou a certidão de casamento... e a aliança de vocês duas, tive certeza porque você ainda guarda sua aliança em seu criado mudo.
Resolvi falar, pois a dor seria amena. Seus carinhos em meus fios faziam eu duvidar se aquilo era real. Estávamos deitas, grudadas, agarradas uma na outra. Tivemos mais duas rodadas, e paramos quando vimos que o sol iria nascer.
- Me desculpe...
- Para de pedir desculpas, Lisa. Eu entendo você, bom, eu não sei muito bem se eu entendo, Sungwan foi embora e você não teve escolha, mas tinha a escolha de contar pra mim... mas esquece isso agora, a verdade já veio a tona, e eu sei o que você passou.
- Então... você vai ficar comigo?- eu sorri discretamente, dando um beijo suave em seu pescoço.- Isso é um sim...?
- Huhum...
- Eu estava ao ponto de enlouquecer, Nini... vamos a sua casa hoje depois do trabalho, pegamos a suas coisas e-
- Sobre isso, acho melhor ficarmos do jeito que estávamos, estou gostando de morar com a Jisoo, e assim me sinto mais perto da minha avó.
- Mas... não gosta de morar aqui?
- Eu amo morar com você e com a Yon, mas mudanças são boas.- ela criou um bico com a boca, eu conhecia aquele gesto, ficava assim quando ela não tinha ou não conseguia fazer o que queria.- Desmancha essa cara, é uma nova experiência para nós duas.
- Você vai ficar desprotegida... e se o seu pai...
- Ele não vai voltar, Lisa.
- Como pode ter tanta certeza assim?
- Você está querendo me falar alguma coisa?- ela suspirou se sentando e me fazendo sentar em seu colo.
- Sungwan apareceu no meu consultório... e eu descobri que ela.. ela estava me traindo quando estávamos juntas, e... era com o seu pai... eles estão juntos agora, por isso tenho medo de te deixar sozinha, medo que fique sozinha. Se ela te encontrou uma vez, pode te encontrar de novo, seu pai sabe aonde você mora agora...
- Eu já sou maior de idade, Lisa. Ele não pode fazer nada.
- Não é a questão de maioridade, ou da sua guarda, a Sungwan é louca e sabe lá Deus o que ela pode fazer. É por isso que eu quero que fique aqui. Eu só quero cuidar de você.
- Conversamos sobre isso depois, ok? Vamos nos atrasar.
- Eu te levo pro trabalho.
Sorrimos e assim fui carregada para o chuveiro.
O dia na empresa foi lucrativo, Lisa me ligava em seus intervalos, apenas por querer ouvir a minha voz. Marquei em sair com Jisoo e Seok depois do meu expediente, iria esperar eles no parque.
Estava sentada em um banco, tirando fotos das flores, até que alguém se aproximou. Eu tremi ao ver aquele rosto tão conhecido e temido por mim.
- Oi, filha.- eu me senti enjoada quando ele me chamou daquilo. Ele não era o meu pai.- Feliz aniversário atrasado.- ele tinha nos lábios além de um cigarro um sorriso de canto assustador.- Como você está?
- E você se importa?
- Jennie, minha querida Jennie... as vezes eu te acho tão parecida com a sua mãe, é tão engraçado, eu olho pra você e vejo a minha mulher.
- Mulher? A mulher que você matou?
- Por culpa sua. Você provocou tudo aquilo, Jennie. Sua mãe estaria viva se você não tivesse levado aquele menino pra dentro da minha casa! Você sabe que a culpa é apenas sua.
Eu fechei os olhos, não querendo lembrar daquela noite horrível. Não querendo lembrar da minha mãe...da minha mãe morta. E era culpa minha...
- Está sentindo a dor, minha querida? É... doeu muito ver a sua mãe sem vida no chão e tudo por conta daquele seu namoradinho.
- Ele não era meu namorado... ele era gay...
- Ah! Outra coisa que me enoja. Tem sorte de você e a sua irmã serem normais, mataria as duas se descobrisse envolvimento de vocês com mulheres.- ele jogou o cigarro no chão e pisou em cima, eu olhei para o lado, rezando para que Jisoo estivesse perto.
- Porque está aqui...? Não pode me deixar em paz?
- O motivo pelo o qual eu estou aqui?- riu.- Escuta aqui, Jennie, eu estou armado, e se você não fazer o que eu mandar, vou atirar no meio da sua cabeça aqui mesmo, isso é um sequestro e não ousa dar um piu, me entendeu?
- Porque... o que eu te fiz...?- a minha voz era falha e as lágrimas começavam a descer.
- Você matou a sua mãe, isso pra mim já é motivo o suficiente... vamos! Agora!
Eu sentia. Sentia que o último dia da minha vida se aproximava. Meu pai, logo o meu pai.
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Arraste-me ( Jenlisa G!P)
FanfictionUm simples ato de compaixão ao próximo pode mudar e salvar a vida de Jennie Kim. Uma adolescente vendo sua vida morrer junto a única pessoa que se importava e cuidava dela. Lalisa a vê ali no corredor daquele hospital, sozinha e desesperada, e simp...
