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Vestida em meu short de algodão com estampa corrida floral e cintura alta da prata, corro para por minha blusinha preta da Reformation com detalhes franzidos, modelagem stretch

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Vestida em meu short de algodão com estampa corrida floral e cintura alta da prata, corro para por minha blusinha preta da Reformation com detalhes franzidos, modelagem stretch. Calço um chinelo e desço feliz com meu cabelo balançando em um rabo de cavalo.

 Calço um chinelo e desço feliz com meu cabelo balançando em um rabo de cavalo

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Encontro Lia na cozinha, descalça com um coque, avental e vestido floral. Volto a olhar para mim e penso quando é que vou ser assim. Até passei batom e rímel. Misericórdia, nunca que eu vou ser uma dona de casa exemplar.

- Vejo que chegou, Lisa.- Ela para de cortar as cebolas e me olha - Esta bonita. Cozinha assim sempre?

E sorri. E eu sem graça dou um sorrisinho mixureba. Me aproximo e posso ver seu rosto sem maquiagem alguma. Lia parece ser mais velha que eu, porém pouca coisa. Ainda assim, é linda.

- Eu... é... não cozinho sempre. - Digo pegando algumas cabeças de alhos - Tenho... tinha... uma vida ocupada. Mas sei fazer arroz e salada.

- Quer dizer que suja as mãos de graxa mas não de tempero? - Pergunta sorridente - O espremedor de alho esta ali, em cima do outro balcão. As facas estão no armário, na segunda gaveta da esquerda para direita e aqui tem outra tábua.

Corro para pegar tudo e me junto a ela.

- É quase isso... eu aprendi o básico. Nem sempre fui dona de mim e quando consegui, escolhi não cultivar essa habilidade. - descasos os alhos utilizando a faca - Eu aprendi a lutar, a montar e desmontar um carro. Aprendi sobre novas tecnologias. Aprendi sobre administração e dinheiro. Mas isso... nossa... nunca me passou pela cabeça.

- Entendo. Sou como você. Mas é diferente, você não cultivou pois simplesmente não gosta. Já eu gosto. Também sei lutar, atirar, dirigir e ser letal como todos nesta casa. - Lia sorri e despeja as cebolas picadas em um tigela - Mas realmente gosto disso. E não foi difícil aprender e nem um esforço. Vejo que gosta de moda.

- Sim. Amo carros personalizados e potentes. E amo uma mulher bem vestida e poderosa. - Espremo os alhos e procuro pelo arroz - Ganho o suficiente para me dar ao luxo de vestir bem.

- O arroz está ali no pote branco, escrito arroz. - aponta com a faca - Voce realmente se veste bem. Isso me causa inveja, devo admitir - eu quase gargalho - Não sei nada sobre moda. Visto o que me deixa confortável. E sempre opto pelo preto.

Lavo o arroz de baixo da torneira e sorrio.

- Queria saber cozinhar mais.

- Te ensino se me ensinar a me vestir melhor.

- Fechado.

E assim cozinhamos. Ela me ensinando e eu falando sobre moda e marcas. Porém minha curiosidade desperta.

- Lia? Sabe me dizer o objetivo desta missão? - Lia para de mexer seu molho e me olha.

- Lisa, não sei o que Gabriel te disse que a fez estar aqui hoje. Mas acredito que se ele não te disse, é por que não quer que você saiba.

Nossa! não deixa de ser uma verdade. Se ele quisesse me contaria. Sou eu que estou nas mãos dele e não ele nas minhas. Termino de lavar o arroz e procuro uma panela, assim que encontro me concentro em fazer isso bem feito. Finalizado o arroz, parto para a salada.

- Pronto, Lia. Minha parte esta feita. Precisa de mais alguma coisa?

- Por a mesa... mas antes, Lisa, quero me desculpar por não poder te contar o que queria ouvir.

- Ora, Lia, não precisa. Tem razão, se ele quisesse me contar, me contaria.

- Contar o que? - Quase deixo os pratos caírem por essa assombração do caralho aparecer do nada. Fecho os olhos e inspiro fundo. Me movendo para fora da cozinha, deixando Gabriel e Lia sozinhos.

- Algo te incomoda, Elisa? - sério? minha vontade é de pegar um desses pratos da mesa e quebrar na cabeça dele.

- Não, Gabriel.

- Pela forma que saiu da...

- Estava com pressa, só isso, não tenho motivos para ser simpática com alguém que deixou bem claro que não somos e nem nunca seremos amigos. Nosso único elo é que você sabe minha fraqueza e esta utilizando isso contra mim para obter o que você tanto quer.

Elisa Bonaldi Onde histórias criam vida. Descubra agora