Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Benedict me levou por um caminho alternativo que eu não fazia ideia que existia. Mas lá estávamos nós, em um outro estacionamento, andando quase correndo até um conversível preto.
E não sei como eles nos acharam, mas eles fizeram. Eles estavam correndo atrás de nós. Nós pulamos para dentro do carro e eu comecei a gritar:
– Vá, vá, vá.
Benedict dirigiu como um louco. Nós estávamos voando, indo o mais rápido que podíamos, meu cabelo uma bagunça no vento.
Nós viramos algumas ruas e não os víamos mais nos retrovisores. Estávamos livres. Eu senti a luz da liberdade no meu rosto, uma risada ecoando pelo meu peito. Foi uma grande fuga, a fuga de uma prisão.
– O que aconteceu? – ele sorriu para mim, um sorriso tão lindo que eu suspirei.
– Nós fugimos. Agora somos como Bonnie e Clyde, sabe? Classe alta.
Benedict riu e eu quis mergulhar nesse som.
– Para onde vamos? – ele perguntou.
Dei de ombros. Não tinha um plano concreto. Eu ia fugir para qualquer lugar, qualquer lugar servia.
Ele estacionou em algum lugar na rua, tirou sua máscara e me olhou. Olhou como se quisesse enxergar por trás da minha, por dentro dos meus olhos, das minhas mentiras brancas. Tirei minha própria máscara, desfiz o penteado complicado que já estava praticamente desfeito e o encarei de volta.
Existia algo nele que me deixava completamente encantada. Era como se eu o conhecesse de outras vidas.
– Quem é você? – ele perguntou, a voz quase falhando.
– Alguém que só tem essa noite.
– Então teremos que fazer uma vida inteira caber nessa noite. – ele respondeu e então seus lábios estavam nos meus e havia sirenes nas batidas do seu coração.
Benedict voltou a dirigir até estacionar em um motel. Ele abriu a porta do carro para mim, pegou um quarto para nós dois e me levou até lá com o mesmo brilho no olhar de quando nos conhecemos uma hora atrás. Aquele brilho que me dizia que ele era encrenca, que me desafiava a pará-lo. Mas eu não queria fazer isso.
Sua gravata preta caiu primeiro, seu paletó logo depois. Meu vestido foi a próxima peça, sua camisa social, seus sapatos. Eu me perdi aí. Na sensação dos seus braços ao meu redor, sua boca na minha, seus dedos me fazendo suspirar.
Ele me deitou na cama, tão delicado, tão carinhoso. O peso dele em cima de mim foi bem vindo. Ele me olhou como se eu fosse a coisa mais linda que ele já tivesse visto.
– Por favor, me diga seu nome.
– Você não precisa do meu nome para uma noite. – eu o beijei.
– Uma noite não vai ser suficiente.
As palavras dele desceram pelo meu peito e eu suspirei. Queria que as coisas pudessem ser diferentes, mas nada de bom começaria em um carro de fuga.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.