Finn P.O.V.
Estava sentado do lado da janela do avião, pensando no que ela estaria fazendo agora. Pensando naquele mesmo dia, em que voltamos pra casa, e a bomba tinha estourado no meu colo, e simplesmente não sabia o que fazer. Ainda bem que a história está diferente agora.
Ao meu lado, tinha uma velinha, que não parava de passar as contas de um terço entre os dedos, enquanto rezava baixinho. Aquilo me deu um pouco de medo, mas resolvi ignorar. Foi aí que me lembrei do meu medo de vôos. Meu estômago embrulhou de repente, e senti tudo indo pra fora dele.
Estou começando a me pensar se Millie vale mesmo esse constrangimento... É, ela vale bem mais.
Finn off
NARRADORA onn
Madrugada de quinta feira...
Millie dormia tranquilamente — ou quase isso — um sonho a assombrava. Sobre o colchão macio, sua cabeça rodava a mil. Que sonho seria? Ah um que ela nunca havia tido, isso é fato. Ela lutava contra ele, mas bem, não é assim que os sonhos funcionam. Na verdade, há quem crê, que os sonhos revelam os nossos pensamentos mais queridos, os desejos mais fundos de nossas almas. Millie era uma pessoa que acreditava nisso.
Bem, mas vamos falar sobre o que ela estava sonhando. Penso que já deve ter imaginado, caso tenha um raciocínio rápido. Finn, estava presente nele, como sua grande maioria. Ele revelava seus antigos momentos, e futuros. Como uma visão, eu diria. Mas não era bem isso. Afinal, como um sonho poderia ditar o seu futuro? Nesse caso, aconteceu. Foi exatamente isso o que ele fez. O destino não é engraçado?
Millie acordou suada, após um belo sonho, ela havia gostado sim. E esbravejou:
— Preciso ver o Finn Wolfhard! — levantou da cama em seguida.
Millie p.o.v.
Dei um pulo da cama, após um sonho totalmente conturbado, onde me lembrava de todos os detalhe ainda em minha mente. Andei de um lado pro outro no quarto. Eram quatro da manhã em Los Angeles, e eu estava tentando raciocinar o meu plano. Passei a mão sobre o interruptor de luz, e abri as cortinas tentando ter uma imagem clara da lua, já que o sol não se fazia mais presente.
Pensei nas inúmeras possibilidades de isso ser uma enorme burrada. Um erro imenso que nunca seria reparado, e que deixasse uma lacuna pra sempre no meu peito. Mas pensando pelo outro lado, caso não seguisse meu coração, ainda teria esse sentimento de vazio.
" Talvez eu deva mesmo deixar ele se explicar... "
Pensei.
E se eu me arrepender depois? Se ele não veio atrás de mim até hoje, talvez seja porquê ele desistiu de tentar. Pode ser. Mas e se, eu estiver errada. E se o certo na verdade fosse eu parar de tentar me prender aqui, sendo que já percebi que não pertenço mais esse lugar. As palavras de Sadie não saiam da minha cabeça, e não paravam de se repetir como se fosse a primeira vez que eu ouvisse.
" Quando você vai parar de deixar o seu orgulho atrapalhar a sua felicidade?"
Rodopio de um lado pro outro do quarto.
" Quando você vai parar de deixar o seu orgulho atrapalhar a sua felicidade? "
Pus a unha já desgastada na boca, e comecei a arrancar lasquinhas.
" Quando você vai parar de deixar o seu orgulho atrapalhar a sua felicidade? "
Cruzei os braços, ainda pensativa, andando.
" Quando você vai parar de deixar o seu orgulho atrapalhar a sua felicidade?"
" Orgulho "
" Felicidade "
" Finn Wolfhard "
" Eu te amo como nunca amei alguém antes"
" Meu nome é Finn, gostaria de brincar? "
" Finn "
" Eu te amo "
" Quer se casar comigo ? "
" Ainda quer se casar comigo ? "
" Finn Wolfhard "
" Finn Wolfhard "
" Finn Wolfhard "
Dei uma parada brusca, colocando as duas mãos sobre a cabeça tentando fazer com que aqueles pensamentos parassem.
— Se Noah estivesse aqui, ele com certeza teria dito que iria cavar um buraco para o Japão. — dei risada me referindo a eu andar de um lado para outro.
Suspirei, encarando a janela, e o sol que já ameaçava aparecer no cantinho do céu azul escuro. Virei o meu olhar para o notebook, na mesa de cabeceira, e mordi o lábio inferior.
— Melhor tentar, do que morrer arrependida. — dei de ombros.
Alguns minutos depois...
Havia comprado a passagem para o vôo mais próximo. Estava agendado as nove da manhã, e já eram seis. Tinha pouco tempo para me organizar, mas deveria ser o suficiente. Arrastei os pés sobre o carpete em direção ao banheiro. Tomei o banho mais rápido possível, e segui para o quarto. Me seco com a toalha, enquanto analisava o armário e todas as roupas, já preparando mentalmente algo para vestir. Puxei uma calça jeans rasgada e um cropped qualquer com um tênis all star. Vesti correndo, morando que ainda me restavam mais de duas horas e meia.
Desviei entre os móveis a procura do meu passaporte e alguns documentos. Joguei tudo dentro da bolsa, e parti para as malas. Puxei os cabides de forma rápida, e guardei as peças sem cuidado algum, apenas enfiando de qualquer jeito. Fiz força para que ela fechasse, e me guiei ao computador novamente.
Quase uma hora depois...
Após resolver tudo o que tinha que fazer, agarrei as duas malas de tamanho adequado, e a bolsa que levava para fazer viagens desse tipo em mãos. Desci as escadas com agilidade, e liguei para a portaria explicando que iria fazer uma viagem de emergência, e para que guardassem as minhas correspondências. Passei os dedos dentre os cabelos, e suspirei profundamente, tentando tomar dimensão da merda que eu estava prestes a fazer.
— Millie, Millie... — pensei enquanto aproveitava meus minutos antes do Uber chegar indo beber água.
Puxei um copo e abri a porta da geladeira, com o coração a mil. Na verdade, parecia que ele iria explodir.
Sabe aquele momento na sua vida, em que você percebe que está fazendo uma grande burrada, e que isso provavelmente vai atrapalhar em tudo depois, mas mesmo assim você irá fazer porquê não consegue viver consigo mesma se permanecer com essa dúvida? Não? É, deve ser só eu mesmo.
Encostei a mão no bolso, e senti que meu celular não estava lá. Bufei e corri subindo tudo novamente e o achei na cabeceira da cama. Agarrei sem pestanejar, e desci rapidamente os degraus. Puxei novamente as duas malas, e respirei fundo. As puxei até a porta da frente e parei por alguns segundos, esperando que a coragem de rodar a maçaneta chegasse.
— Ainda dá tempo de desistir. — disse pra mim mesmo encarando a de madeira, e balancei a cabeça em negação. — Não, Millie. Não. Você tem que aprender a... — abri a porta.
Notei uma silhueta previamente reconhecida, e deixei os olhos arregalados, como demonstração de surpresa. Ele também pareceu bastante surpreso ao me ver, tanto que ergueu as sobrancelhas.
— Oi, Millie.
Vai ler o outro bi 👁️👄👁️🖐🏻
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She And He | Fillie
FanfictionMillie e Finn, eram amigos de infância. Se apaixonaram, e ambos foram um para o outro o seu primeiro amor. Até o garoto cometer um erro. Frustrada com o namorado, Millie se muda de cidade. Cinco anos depois, a garota volta, na intenção de se sentir...
