No continente élfico, após as grandes perdas causadas por Faranegra, a soberana ainda vigorava em seu trono mantendo todas as questões administrativas em ordem, distraindo sua mente, já que agora não possuía um marido e nem filhos para zelar, tudo fora lhe arrancado à força pelas bruxas, para ela só o que restava era proteger Lúnia, ou o que restou dela.
Gênova se tornou apática, fria, como se não restasse nenhum sentimento dentro de si, como se perdesse a fé, a esperança, e a capacidade de reagir bem ou mal a qualquer coisa. Tudo lhe era indiferente, desde o nascer do sol até a hora de dormir, ela olhava fixamente para um recipiente de vidro onde guardou as pétalas de rosa já secas que outrora foram sua filha e o anel real pertencente a ela, feito de um dos diamantes da Têmpora das Estações.
Para Gênova, era ela o único membro vivo da família real de Lúnia, mas todo o continente era também sua família e precisava ser protegido. Entretanto, crer nisso não foi suficiente para aplacar a dor de seu coração, que apesar de parecer forte atrás dos muros da indiferença, estava quebrantado e transbordava sua dor através dos olhos da rainha todas as noites, que assim como suas lágrimas, pareciam não ter fim.
A rainha não fez questão de esconder do povo e das outras nações o massacre que havia acontecido após a virada de estações, isso seria muito trabalhoso e de nada adiantaria, tanto Lúnia como as outras nações precisavam saber do que acontecia com aqueles que ousassem desafiar as bruxas, e por causa das conexões comerciais do continente élfico, essa notícia se espalharia rapidamente, já que todos os dias são exportados remédios e ervas medicinais.
Apesar de os duendes nutrirem uma antipatia pela rainha, souberam do envolvimento de um dos seus, o duende Mark, na tragédia com as fadas, suas irmãs, companheiras de sua nação, e por isso, após vários apelos dos outros representantes de raça que compunham o conselho élfico, optaram por apoiar Gênova em todas as decisões que tomasse à partir dali, pois queriam se retratar indiretamente com as outras raças, principalmente a que mais sofreu por essa traição, aquelas cuja estação vigorava agora em todo o mundo.
Tudo isso comprova que os dias da profecia da gloriosa Estrela Dalva se aproximam cada vez mais, e as bruxas antepassadas não cessam sua luta para burlar a previsão da irmã ancestral, a fim de saírem vitoriosas do combate iminente. Porém, o mundo não ficará de braços cruzados enquanto as feiticeiras das trevas movem as peças em seu infame jogo de xadrez, é chegada a hora de uma resposta global à ameaça que elas representam, e a primeira a dar essa resposta seria justamente a mais afetada em tudo isso, a rainha Gênova, de Lúnia.
_ Giovanna... minha filha... isso foi tudo que restou de você... não tenho nem mesmo seu corpo em minhas mãos para que eu possa chorar sobre ele, e realizar um funeral digno de ti. Sou um fracasso como mãe... – Diz Gênova, olhando um recipiente de vidro tampado por uma cobertura ornada de jóias.
_ Soberana... sei de sua atual condição, mas preciso enviar uma resposta à convocação do conselheiro-mor de Animarium, o senhor Nilo, que fala em nome do honorável rei Terano. – Diz o mensageiro real.
_ Perdão, novamente me perdi em meus pensamentos, poderia me lembrar o conteúdo deste convite? – Pergunta a rainha.
_ Com todo o respeito, soberana, não é um simples convite, é uma convocação oficial para uma reunião inter-continental com as autoridades de cada nação, na mensagem que nos foi entregue por uma das aves especiais da revoada, está explícito que a presença de vossa majestade é imprescindível para tal evento. – Diz o mensageiro real.
_ Nilo ainda manda mensagens em nome do Terano? Soube da boca daquela maldita ninfa que ela e suas irmãs mataram o meu amigo... mais uma perda significativa para uma nação, espero que essa reunião não seja tardia, como foi a do conselho élfico, convocada por mim há um tempo atrás. – Diz Gênova.
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Celestian
Fantasía🌜👼🌛Você já pensou viver em um mundo onde tudo é possível? Onde os continentes são divididos em regiões distintas e... é claro que até aqui, não há nada de novo; porém, não é só a cultura que distingue as várias partes deste mundo, e sim a capaci...
