44. O Sacrifíco da Vidente

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O banimento temporário das bruxas lançado pelo irmão ancestral Elias durante a última abertura do portal espiritual de Animarium já havia chegado ao limite de sua duração e uma prova disso é que Darkina já estava fazendo morada em territórios tribais há alguns dias. Em uma das casas suspensas nas árvores próximas ao castelo, uma família foi brutalmente assassinada, para dar lugar às bruxas, que se reuniram ali estrategicamente próximas ao epicentro do mundo espiritual.

_ Você demorou, Faranegra! – Diz Darkina.

_ Não mais do que o necessário. – Diz Faranegra.

_ E o seu bichinho de estimação particular? – Pergunta Avarossa.

_ Morto. – Diz a Ninfa sombria.

_ Ótimo! Você fez o que pedimos? – Pergunta Darkina.

_ Sim! O invoquei nas proximidades do templo, ficará camuflado até que eu queira. – Diz Faranegra.

_ Não percamos mais tempo então. Tive um certo trabalho para conseguir esse esconderijo, os corpos das pessoas que viviam aqui ainda estão jogados em algum canto, não pude me arriscar a sair, o maldito do Terano está se armando contra nós. – Diz Darkina.

_ O Terano? Achei que o tinha matado. – Diz Avarossa.

_ Eu o matei! Mas aquele infeliz voltou, de alguma forma! – Diz Darkina.

_Desgraçado! Ele já nos atrapalhou por tempo suficiente! – Diz Faranegra.

_ Atrapalhou em vão, eu diria. Este lugar asqueroso será o primeiro que vamos submeter aos nossos caprichos. Quando terminarmos com este povo, seremos lembradas como suas soberanas, mais do que a antiga irmandade que eles tanto amam. – Diz Avarossa.

_ O ritual de corrupção já deveria ter sido realizado! Se demoramos foi por sua culpa, minha irmã! Espero que sua nova aquisição tenha valido a pena! – Diz Darkina, se referindo a ninfa sombria.

_ Deixarei que vejam por seus próprios olhos, quando chegar o momento certo. Mas por agora, creio que uma gota da seiva desta pequena flor seja suficiente para retirar as travas que a impedem de usar todo o seu poder, minha irmã. – Diz Faranegra, entregando a flor para Darkina.

_ Já estou vendo resultados! Dê-me aqui! – Diz Darkina, pegando a flor e ingerindo uma de suas folhas.

_ E então? Deu certo? – Pergunta Avarossa.

_ Eu sinto o poder fluir novamente em minhas veias, sem nenhuma restrição! Invocarei meu Ente Elemental no mesmo local através de nossa conclamação. – Diz Darkina.

_ Falando nele, eu soube que uma reunião acontecerá lá, envolvendo as autoridades de todas as nações. Convidaram até os Yétis do Golfo Ártico. Eles acham que podem nos deter se instigarem uma aliança intercontinental? É desprezível! – Diz Avarossa.

_ Bom para nós, atingiremos dois objetivos com um só feitiço! – Diz Faranegra.

_ E quanto ao fantoche que deixamos em nosso covil? – Pergunta Avarossa.

_ Não precisamos dele para o ritual! Demos a ele uma missão simples, impedir que aqueles yétis miseráveis invadissem nossa caverna, não é possível que nem isso aquele maldito não consiga fazer direito! – Diz Darkina.

_ Você tem razão, ele só precisa continuar vivo... Não será difícil, considerando os poderes que despertamos nele... – Diz Avarossa.

_ Vamos logo com isso, chega de papo furado! Unam-se a mim, minhas irmãs! – Diz Darkina.

_ Trevas que envolvem nossos corações, ouçam o apelo de nossas vis orações, manifestem-se no templo outrora arruinado, para que nosso objetivo não seja aqui revelado! – Dizem as bruxas, em uníssono.

CelestianHistórias para pegar e não largar. Descubra agora