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Jess

Acabo de abrir a porta e vejo Mia à frente de Harry com uma camisola preta de manga cava e Harry encontrava-se sentado à sua frente, apenas de t-shirt, aonde as suas tatuagens dos braços estavam à mostra. O rapaz encontrava-se tenso, assim como Mia. 

Nem tive tempo de falar nada, pois Mia sai daquela divisão percorrendo o corredor em passo de corrida, com destino ao exterior. Eu acho que não seja o melhor segui-la. Nós quase não nos conhecemos por isso é absurdo ir a correr na sua direcção esperando que ela me conte toda a sua vida e desabafe.

Tudo bem que ela é uma amiga, ou quase, mas também é a namorada do Brendler e não é muito consciente da minha parte lhe contar e confessar tudo, para isso era exactamente a mesma coisa que dizer ao próprio James. Ela quer queira quer não, será separada muitas vezes dos nossos diálogos. Ela é namorada dele. Essa é uma razão bastante credível para aceitar isso.

“Que se passou?”

“A gaja passa-se, só pode. Apenas lhe disse umas verdades.”

“Deixa-me adivinhar por causa do Brendler…”, tento adivinhar, mesmo tendo a certeza que a minha suposição esteja correta.

“Ele é um filho da mãe, nunca na vida namoraria com ninguém. Ele vai usa-la e deita-la fora.”

“E foi isso? Sabes que a Mia é inocente.”, defendo-a. “E acho que eles namoram mesmo, pelo que percebi.”, e ele ri-se. “Mas o que é que tu estas a fazer em t-shirt assim como ela? Não me digas que estas a tenta-la come-la”, gozo. Harry nada, encolhendo apenas os ombros. “E o que é que te aconteceu? Estás horrível!”

“Um bando de filho da mãe qualquer armou-se”, apenas diz.

Do que eu conheço do meu melhor amigo é que a sua força é algo fora do comum e vê-lo neste estado, faz-me confusão porque normalmente quem fica assim é o seu opositor. Quando éramos mais pequenos, por volta dos doze ou treze anos, era sempre ele que nos defendia dos «grandes», se assim podemos dizer. Ele pode parecer a pessoa mais fria, mas a vida fê-lo nestas circunstâncias, frio e rude. Mas eu tenho esperança que ele volte, um dia, a ser o velho o Harry. O Harry que nós conhecemos e amamos. Não o Harry que é frio e trata toda a gente mal, que não demonstra amor e carinho, que tem uma pedra no lugar do seu coração… mas exactamente o contrário, o querido, o sorridente, o engraçado… Ele precisa de algo que lhe aqueça o seu coração frio, já arrefecido há tanto tempo. Eu quero puder olha-lo e ver vida nos seus olhos verdes.

“Estiveste onde?”, pergunta-me.

“Com o Niall, na fraternidade. Vou para as aulas, vamos?”

Ele compõe-se com um casaco por cima. Levanta-se e dirige-se na direcção na porta, por isso, tomo partido que ele tomou a minha pergunta como um «sim». E sigo-o.

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Mia

“Liza, desculpa”, pede James dando-me muitos beijinhos.

Desde que falei com o Harry já se passaram dois dias. Dois dias que ele me insultar. Dois dias que estava a ser tão querido. Dois dias que se passaram desde a noite que James me bateu. Dois dias desde que vi Harry, pela última vez…

Eu tento sorrio-lhe e do nada sinto algo a pegar em mim e a rodar.

“Pequenina…”.

“Max, põe-me no chão!” e ele faz o que lhe peço. “Que vamos fazer, hoje?”

“O que quiseres, o dia de hoje será unicamente dedicado a ti, Liza”, responde-me James.

“Hmm… podíamos ir almoçar ao McDonalds? Precisava urgentemente de umas roupas, please”, faço beicinho fazendo-os rir e James beijar-me os lábios.

Elastic Heart - h.s.Onde histórias criam vida. Descubra agora