Pont of view - Capitulo 16 - Alfonso voices : Eu me sinto culpado !

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" calma ... você precisa se acalmar..."

Eu ...
Eu a levei para casa.

Ficamos em silêncio todo percurso.

Ela chorou muito por todo percurso.

A cada lágrima que descia de seu rosto meu coração se partia.
Se quebrava.

Eu... Não entendia sabe. Mas não podia ... Não conseguia vê-la sofrer.

Ao chegarmos eu me ofereci para fazer companhia por mais um tempo.

Eu pude ver a fragilidade em seu olhar.

Ela mal conseguia falar. Ela mal conseguia caminhar.

Isso me despedaçava.

Subimos com dificuldade. Entre seus choros e soluços.

Sentei ela no sofá da sala.
Me sentei ao seu lado.
Tentei acalma-la.

Mas ... Deus. Eu a olhava e só queria beija-la.

Protege-la em meus braços.

Preenche-la de amor e carinho.

Loucura. Só podia ser loucura.

Tentando evitar seus olhos eu a deitei em meu colo e a acarinhei nos cabelos.

Ela chorou até adormecer.

Aquilo doía em mim.
Como se fosse em mim.

Como se eu a conhecesse a anos
Como se ela fizesse parte da minha vida.
Não consigo explicar.

Ela se mexia tanto eu dormir.

Parecia tão perturbada.

Eu não podia deixá-la sozinha ... entende.

Fiquei a observando dormir.

Parecia um anjo.

Mas estava com o semblante abatido. Cansado ...

Eu pensava em alguém podia tratar mal um ser humano como Anahí.

Eu pensava em como aquele crápula havia a ferido.

Eu a olhava e via a cicatriz.

Foi mais que o tapa.
Foi mais que o empurrão.

Foi um ferimento em sua alma.
Ele a atacou onde ela era mais frágil e sensível: em sua aparência.

Eu disse - A acompanhei a distância por toda vida.

A mídia sempre fez questão de atacar sua aparência.

Quando a conheci pessoalmente eu pude comprovar que todas as palavras lançadas contra ela tinham tido impacto.

Toda aquela neura com aparência. A sensação constante de nunca estar bonita o bastante...
Tudo era reflexo do que ela lia sobre si a anos.

E aí, veio aquele crápula e a expôs...

A humilhação pública a desestabilizou.

Eu queria poder tirar tudo aquilo dela sabe?

Vagando em pensamentos eu adormeci no sofá.

Acordei no outro dia seguinte com um puto susto.

Foi o tempo de segura-la nos braços.

A coloquei no sofá ainda confuso.

Ela parecia ainda mais frágil.

Acho que ia desmaiar se não a segurasse.

ABSURDAOnde histórias criam vida. Descubra agora