Capítulo 3

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- Chegou a hora, vamos. – falou Draco, mais como uma ordem do que como um pedido.

O trem havia começado a andar apenas a alguns minutos, o que nos dava muito tempo de viajem antes de chegarmos à escola.

- Vamos aonde? – falei com a minha melhor cara de quem realmente não entendia nada, sabia que isso o estressava.

- Nós não vamos a lugar nenhum, você vai ficar.  – o comentário tirou sorrisinhos das bocas de meus novos conhecidos.

- Se você vai eu vou junto!

- Não vai mesmo!

- A eu vou – eu não queria realmente ir a lugar nenhum, mas não o deixaria ganhar, o que quer que fosse aquilo.

- Quer saber eu não vou ficar aqui discutindo com uma pirralha mimada, quer ir venha, mas não se meta nos meus assuntos.

- Ótimo – falei enquanto passava por ele esbarrando propositalmente em seu ombro.

Malfoy passou a frente com Crabbe em seus calcanhares, enquanto o outro ficava para fechar as portas da cabine, se posicionando imediatamente atrás dos dois amigos. O corredor era pequeno, me obrigando a ficar levemente atrás dele a sua direita, não que eu pudesse ir a frente, afinal não fazia ideia de para onde íamos.

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Após passarmos por algumas cabines chegamos ao que parecia ser nosso destino, vinha muito barulho de dentro, como se estivesse acontecendo uma conversa muito animada. Os capangas abriram grossamente as portas, de tal modo que achei que fossem quebrar, em seguida fui empurrada para o lado sem poder observar muito bem o que acontecia, devido a barreira humana prostrada em frente a porta da cabine que cobria toda a minha visão. Tudo que podia ouvir era a voz de Draco ecoando.

- Ora, ora, ora, o que temos aqui? Granger, Potter, Weasly e... você, acho que não te conheço, trouxe sua mascote Wealsy? - o comentário fora seguido de uma risada extremamente maldosa. Já vira que minhas suspeitas estavam certas, aquelas pessoas não eram amigas, nem dele nem minhas, porém seus nomes não me eram estranhos.

- Saí daqui Malfoy! – ecoou uma voz feminina extremamente brava de dentro.

- Parece que a Granger resolveu mostrar suas garras.

– Granger, esse devia ser o nome de uma menina, mas aquele outro, Weasly, o nome realmente me era familiar. É claro!

-WEASLY! – gritei adentrando na cabine quase caindo, mas havia encontrado a forma perfeita de interromper aquela conversa, e não ia parar agora. – Eu te conheço, ou melhor conheço seus pais, quer dizer meus pais conhecem seus pais. – foi então que percebi que haviam 2 meninas e 2 meninos na cabine, e lá estavam eles, o menino de cabelos pretos, o de cabelos ruivos e a bela garota que eu havia visto antes de entrar no trem, já a quarta pessoa eu não conhecia. – Perdão, sou Amy, Amy Belgard, meus pais trabalham no ministério e sempre falam muito bem do seu pai. – disse corando, com certeza parecia uma louca, mas era bom ter um nome conhecido.

- Prazer, sou Gina, nos vimos antes de embarcar no trem, - Gina, então esse era seu nome – esse é meu irmão Rony – disse apontando para o menino ruivo sentado ao seu lado, que ainda tinha cara de surpresa – e aqueles são Harry e Hermione.

Antes que mais alguém pudesse falar algo fomos grossamente interrompidos.

- O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? FALEI PARA NÃO SE METER! – gritou um Draco tão nervoso que era possível ouvir pelo trem inteiro. Seu rosto estava ao mesmo tempo embasbacado e furioso.

Naquele instante coloquei toda a educação que estive usando de lado e confrontei o garoto, finalmente os olhares mal-humorados tinham feito sentido, não eram para mim que eles se direcionavam, e sim para o babaca ao meu lado.

- Quem você pensa que é para falar assim comigo ou com qualquer outra pessoa? Que coisa boa não era eu já sabia, mas nunca imaginei que você se daria ao trabalho de vir provocar pessoas que estavam apenas conversando antes de você chegar!

- Não fala assim comigo ou...

- Ou o que? Vai falar pro teu pai? Mas me conta, isso vai ser antes ou depois de você mandar seus capangas pra cima de mim. Necessito de um relato preciso pra quando EU MESMA, for falar com teus pais. Não se esqueça, você pode ser um reizinho mimado em casa, mas o que você tem de metido eu tenho de palavras, e se você sequer ousar abrir sua boca mais uma vez antes de dar o fora, eu terei um belo relato para enviar para minha mãe e para a sua, que por sinal é minha madrinha, e não acho que ficará feliz de saber que você desobedeceu as ordens dela e me machucou, humilhou e me largou sozinha no trem.

Ele me olhou com cara de nojo, mas sabia que não havia nada que pudesse fazer, fora vencido.

- Vamos, nos vemos por aí, Potter. – a última palavra foi dita como uma ofensa, algo que intoxicava a boca de Draco, como se ele pudesse simplesmente vomitar caso não a falasse. Em seguida partiu, não fazia ideia de para onde estava indo, mas esperava ter tempo suficiente para tirar minhas bagagens do vagão antes de ele voltar aos nossos lugares.

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Ainda pensava em como escaparia daquele problema quando percebi que todos me olhavam como se fosse louca, algo que eu realmente parecia.

- Você, você tá bem? – Gina perguntou com a voz tímida mais doce que eu já ouvira. Ela tinha um olhar preocupado, como se eu acabasse de ter lidado com uma cobra venenosa, o que de certa forma o Draco era.

- Sim, eu tô, acho que ele não vai incomodar vocês, não por agora. - falei, mas sem saber se era realmente eu que estava falando, estava distante, o que acabara de fazer? Ele era a única pessoa que eu conhecia e já havia conseguido arruinar tudo, não que eu o suportasse, longe disso, mas agora percebia que até uma má companhia podia ser melhor que companhia nenhuma, pelo menos naquele trem. Ainda olhava para a direção onde, em outro momento, estivera o sonserino.

- É melhor você se sentar. – disse a outra garota, a tal de Hermione, que agora apresentava uma voz calma e gentil. Depois da fala de Gina, já havia reparado que não fora ela que gritou mais cedo.

- É, você está bem pálida. - afirmou o garoto ruivo

Um comentário que fez a garota olhar feio para ele, não que eu já não soubesse como estava, mas aquilo não era efeito da briga com Draco, minha mãe havia me alertado, eu já sabia dos riscos e mesmo assim a desobedeci. Eu não podia e não ia deixar o que ele fizera passar batido, mesmo sendo apenas um bando de desconhecidos, esse era meu "complexo de herói" como dizia meu pai, mas minha mãe o achava perigoso e eu entendia os motivos, apesar disso nada havia acontecido, pelo menos não até agora.

- Eu vo... – foi tudo que consegui dizer antes de tudo ficar escuro, ouvia vozes ao longe, não entendia o que diziam, pareciam estar preocupadas, tentava explicar que ficaria bem, mas não conseguia, se ao menos ele estivesse aqui. E as vozes cessaram...

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Muito obrigada a todos que tem lido a história, sei que são poucas pessoas, mas ainda fico muito feliz de saber que pelo menos 3 pessoas estão gostando ❤️

Por favor deixem sua curtida e comentem o que acharem!

Novos capítulos toda quarta - feira!!

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