Capítulo 29

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- Eu sabia que a relação de vocês dois haviam mudado muito, mas não imaginei que era pra tanto. - dei um risinho perante o comentário do menino.

- Faz muito tempo que não nos vemos, a propósito, vai me dizer o motivo de você estar aqui ou não? - perguntei.

- Eu já disse, soube que você estava aqui e vim fazer uma visita.

- A meu querido e doce Petter, - disse me levantando e me direcionando a ele - você nunca... - antes que pudesse acabar minha fala, já tinha a varinha em seu pescoço, assim como a dele no meu.

- Perco a graça? - ambos rimos e baixamos as varinhas.

- Sério prima, o que você tem com amigos homens?

- Sério primo, por que você liga? - disse encarando-o.

- Você é minha prima mais nova, - frisou a última palavra, afastando Petter de mim - e minha responsabilidade.

- Ok macho alfa, - disse ironicamente, olhando para o lufano - primeiro, Petter é meu amigo e você sabe muito bem disso, afinal ele é seu vizinho, desde o que? Os 5 anos? - o menino confirmou com a cabeça - Segundo, qual o motivo desse surto de ciúmes do nada? A maioria dos meus amigos é menino, desde pequena. E terceiro, meninos são melhores que as meninas, e eu posso dizer isso, já que tenho várias amigas, amigas com A, só para deixar claro. - aquilo não era exatamente verdade, eu amava minhas amigas e elas eram perfeitas, claro que ao longo da vida convivera mais com meninos então os conhecia melhor. Apenas falara aquilo para irritar o menino e ver se ele desistia daquele papo ridículo.

- Eu não tive um surto de ciúmes, e como disse você é minha priminha, eu vou sempre cuidar de você. - dito isso começou a me fuzilar com os olhos, algo que eu retribuí na mesma moeda.

- Certo, certo vocês dois, deu né?! - intrometeu-se o terceiro. - continuamos nos encarando.

- Certo. - afirmou o lufano.

- Ok, - olhei para o outro - vamos nos divertir!

- Como assim nos divertir? - questionou meu primo.

- Eu não sei, mas quando éramos pequenos brincávamos das mais diversas coisas, a propósito, como vão suas irmãs Petter?

- A gente tinha 8 anos Amy, e elas vão bem, tão com minha mãe na Suécia.

- É, eu soube dos seus pais, sinto muito pelo divórcio.

- E eu dos seus, eles eram boas pessoas....

- Realmente eram.

O clima ficou pesado, era sempre assim que as coisas aconteciam, tudo começava bem, o clima pesava, tinha briga e ficávamos tempos sem nos falarmos.

- Vocês lembram de uma vez... - comecei cortando o clima pela raiz - que estávamos brincando no quintal, eu e Petter devíamos ter uns 6 anos, - me virei para Will - você tinha acabado de fazer 8 anos, Noah ainda tinha 7, e as gêmeas por volta dos 8 também. E nós estávamos no jardim, correndo, brincando de pega-pega, quando nossas mães chegaram com uma bandeja cheia de sanduíches, suco e vários copos. - olhei para baixo, rindo da lembrança - aí eu saí correndo para me esconder atrás da saia da minha mãe, e meu irmão não me pegar, então Will veio correndo junto com meu irmão, nos esbarramos e todos caímos no chão, junto com as mães e a comida. - todos rimos da memória.

- Eu jurava que íamos nos encrencar, mas elas acabaram rindo conosco, e depois limparam tudo com um feitiço. - completou Will.

O clima havia se descontraído, e gostava mais dele assim.

A POTTER PERDIDAOnde histórias criam vida. Descubra agora