Capítulo 20

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- Não tem chance nenhuma de eu aguentar mais uma aula com a Sonserina, eles só sabem me irritar. - afirmei enquanto descia as escadas, acompanhada de Luna, indo para a nossa próxima aula.

- A vai, Defesa Contra as Artes das Trevas não é tão ruim. - defendeu minha amiga.

- Queria conseguir ver as coisas pelo seu lado Luna, aquele professor lá, o Lockhart, eu não gosto dele, não sei, me parece muito falso. E eu não aguento mais me chamarem de "falsa bruxa" ou ameaçarem me jogar pela janela pra verem se eu voo.

- Eu gosto do professor, e você não devia ligar para essas provocações, quem precisa sabe a verdade, - ela se aproximou e cochichou em meu ouvido - que você é uma jogadora maravilhosa.

- Obrigada, Luna. - agradeci dando um leve abraço em minha amiga.

Descemos conversando sobre que animais o professor levaria para a aula, porém, quando estávamos quase na base da escada, vimos  um tumulto ao redor de uma das parede.

- Licença, o que está acontecendo? - perguntei a uma aluna da Lufa-Lufa na minha frente, que imediatamente se virou para trás e me explicou.

- Acharam a Madame Nor-r-ra petrificada ao lado de uma parede com algo escrito em sangue, e parece que acham que foram 3 alunos da Grifinória que fizeram isso. - meu sangue gelou, senti minha amiga tremer de nervosismo, me perguntava se Gina estaria envolvida, onde estaria minha amiga?

- Que... que alunos? - ela apenas balançou os ombros e informou que não sabia, aquilo só me deixou mais nervosa, eu precisava saber o que estava ocorrendo.

Quando os alunos começaram a se dispersar nas mais diversas direções, devido aos professores, segurei na mão de Luna e fui puxando-a até a frente, foi então que vimos o que estava escrito. Fiquei sem ar, não conseguia largar a mão da corvina, nem tirar os olhos daquela escritura. O cheiro de sangue estava no ar, mas na parede ele já se encontrava seco, quem quer que tivesse feito aquilo já havia fugido á muito tempo. O que mais me aterrorizava e inquietava porém, eram as escritas.

" A Câmara Secreta foi aberta... Inimigos do herdeiro, cuidado!"

- Amy... - uma voz me chamou, mas não conseguia prestar atenção - Amy, Amy!

- Ahn? - disse me virando para Luna que estava me encarando e segurava meu braço com ambas as mãos.

- É melhor nós irmos, temos que achar Gina, e garantir que ela está bem.

- Sim... Sim, claro, vamos! - finalmente me acordei e saí correndo atrás de minha amiga, rumo a sala da professora McGonagall.
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Não sei se pelo nervosismo ou pelo fato de não sabermos exatamente onde ficava, eu e Luna nos perdemos diversas vezes, entrando em corredores errados, passando pelo mesmo local mais de uma vez e até pegando uma escada para subir em vez de descer, mas enfim conseguimos chegar na sala da professora McGonagall, não sua sala de aula, mas a sala onde ela recebia os alunos.

- Entre. - gritou uma voz de dentro, quando batemos na porta.

- Com licença professora. - disse abrindo a porta e adentrando a sala, acompanhada de minha amiga .

- Senhorita Belgard, Senhorita Lovegood, a que devo essa tão inesperada visita?

- Professora, nós vimos o que ocorreu na parede, o que estava escrito. - respondeu timidamente minha amiga.

- E também soubemos que responsabilizaram três alunos da Grifinória. - completei.

- Sim, de fato, e as devidas medidas já foram tomadas quanto a isso.

- Professora, nós só queríamos saber se uma amiga nossa está envolvida.

- Nem eu, nem Luna queremos ser um incomodo professora, mas estamos extremamente preocupada. Ela saiu da aula de Aritmancia muito nervosa, e não a vemos desde então.

- Como eu disse as devidas medidas já foram tomadas, mas se vocês estão tão preocupadas com sua amiga, posso afirmar que ela não foi responsabilizada. - apesar da voz calma e o tom sério, a resposta gerou um sorriso em meu rosto e no de minha amiga loira.

Agradecemos a professora e saímos correndo, onde quer que Gina estivesse iríamos encontrá-la, depois de tudo que havia acontecido precisava saber se ela estava bem. Fomos pelo caminho oposto do qual nós viemos, em direção ao gramado, sabíamos que a próxima aula da Grifinória seria de voo, junto com a Lufa-Lufa, chegando lá, porém, só vimos Emily, a qual disse que a aula tinha atrasado alguns minutos, mas que não havia visto a menina.

De lá seguimos para o lago negro, onde ela também não estava, voltamos para a escola e estávamos seguindo em uma direção qualquer na esperança de encontrar a ruiva quando vimos Harry, Rony e Hermione um pouco a frente. Pareciam cabisbaixos, mas concordamos que naquele momento precisávamos nos certificar de que nossa amiga estava bem, e eles eram a melhor forma de garantir isso.

- Rony! - disse assim que chegamos neles, ainda arfando por ter corrido por boa parte da escola.

- Ahn? - então ele se virou, assim como seus amigos, e parecia confuso com o que estava acontecendo, realmente parecíamos mais estranhas do que o normal, duas garotas, arfando como se todo o ar de seus pulmões houvesse sido sugado repentinamente, estávamos ambas com as mãos apoiadas nos joelhos, e sentia que os mesmos podiam falhar a qualquer instante.

- Gina... Você... Viu... A Gina? - consegui perguntar entre uma respiração e outra, finalmente ficando de pé.

- Na verdade não, faz um tempo que não a vejo, porque? Aconteceu alguma coisa com ela?

- A frase escrita na parece, Gina sumiu na aula anterior, e não a vemos desde então. A professora Minerva, disse que ela não foi responsabilizada, mas ainda ficamos preocupadas com ela. - explicou minha amiga, imediatamente o trio fez caretas, como se já soubessem daquilo.

- Nós fomos os acusados. - falou Harry - Mas não fomos nós! - acrescentou o menino rapidamente, ao ver nossos rostos surpresos - De qualquer forma não vimos Gina hoje.

- Eu não ficaria preocupado se fosse vocês, minha irmã tem mania de sumir as vezes, no jantar ela aparece.

- Certo, obrigada. - agradeci, apesar de não muito confiante com a resposta, agora só nos restava esperar.

Rony estava certo, no jantar Gina apareceu, disse que não se sentiu muito bem depois da aula e por isso, Madame Pomfrey mandou ela descansar, só a liberando de noite. Luna pareceu acreditar mais na resposta do que eu, pois ainda sentia que havia algo errado, resolvi ignorar a sensação, devia ser só uma paranoia minha, lembrava de ter passado no local, mas considerei que ela podia estar em alguma maca com as cortinas fechadas, motivo pelo qual não a vimos, só poderia ser isso.

A POTTER PERDIDAOnde histórias criam vida. Descubra agora