Capítulo 30

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Pérola: Oh claro, agora a situação está bem pior... Já avisaram aos familiares?.- perguntou bufando enquanto mexia em alguns papéis que estavam em cima da mesa. 

Michael: Esse não é nosso trabalho... gatinha.- provocou. Revirei os olhos com a infantilidade de meus colegas parceiros. 

Pérola: Sim, eu tinha me esquecido do quão babaca sem coração você é.- ela andou até a minha direção e alisou minhas costas. Sua voz suave e meiga se fez presente, me tirando do fundo do poço no qual eu me encontrava.- Você está bem Arthur? Está tão pálido.- Afastei seu toque sutilmente com a mão.

Arth: Estou bem, na medida do possível.- resmunguei.

Mike: Não se cobre tanto cara, você não teria conseguido salvar o homem nem se tivesse chegado mais cedo.- murmurou se juntando ao grupo, com papéis em mãos.

Téo: O que é isso?

Mike: O laudo cadavérico.- responde antes de se sentar em uma cadeira com as pernas cruzadas.- O homem não morreu por causa das facadas...

Pérola: O quê? Como não?.- perguntou tentando roubar as folhas de Mike, que resmungou a afastando.

Mike: Deixe eu terminar de falar sua enxerida...- se ajeitou e me encarou.- A causa da morte foi dada como natural, ele morreu de infarto agudo do miocárdio.- todos franziram o cenho, apenas a mulher parecia saber o quê essa palavra difícil significa.- Mais conhecido como ataque cardíaco.

Rocco: Eles estão loucos? Nós vimos como ele morreu, e não foi disso não. Tinha sangue para todos os lados, ele estava com uma faca atravessada...- interrompi sua falação.

Arth: O que você acha que aconteceu?.- perguntei de braços cruzados. 

Mike: Bem... me parece que nosso assassino não chegou á tempo para o matar. Erthal provavelmente se assustou muito, e deu no que deu. Mirante deve ter ficado com raiva acumulada até o pescoço, e esfaqueou o coitado, com o sangue ainda fresco, como forma de tentar se sentir melhor... ou algo parecido...

Abaixei a cabeça sentindo uma forte enxaqueca. Claro, nossos casos são sempre os mais difíceis, e os que dão mais dor de cabeça. Estamos todos aflitos e com medo. Apesar de não parecer, não é só a nossa vida que está em jogo, e sim a vida de nossas famílias. Todos sabemos do quê aquele homem é capaz de fazer. E ele está muito furioso, para deixar isso passar. Nunca que ele iria deixar uma chance de nos colocar á sete palmos abaixo da terra, ir embora desse jeito.

Téo: E o quê faremos agora?.- perguntou depois de minutos em um total silêncio. Eu não sabia nem o quê dizer para essas pessoas. Eles fazem tudo que eu mando, eu sou o líder... Mas esse líder aqui, não faz a menor idéia do que fazer agora.

Michael: Nós temos que tomar medidas drásticas, nossas cabeças estão á prêmio, e todos sabem, que qualquer um pode virar um assassino pelo preço certo.- Olhei meu relógio apenas para me deixar ainda mais preocupado, já são seis e quarenta e cinco, eu já deveria ter ido para casa á uns quinze minutos. 

Porém, com toda essa confusão, foi meio difícil não ficar até mais tarde hoje. Ficamos praticamente a tarde toda, tentando desvendar pistas, e ligar pontos que não se conectam. Isso é tão cansativo.

Mike: Devemos proteger nossas famílias, minha filha e mãe já estão bem longe agora. Sugiro que dobrem a segurança das pessoas que são realmente importantes para vocês.- disse com seu olhar direcionado para mim.

Arth: Certo pessoal, protejam e cuidem de suas famílias... estão dispensados, não cheguem atrasados aqui amanhã.- murmurei para os policiais que suspiraram em agradecimento, saindo um de cada vez.

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