Ei babys, estou de novo atrasada né? Mas antes tarde do que nunca hahahahah
Ontem aconteceu uns imprevistos e acabou não dando pra postar e eu passei o dia todo ocupado, por isso so estou aparecendo agora, me perdoem.
Sem mais delongas, vamos ao capítulo. Não esqueçam de curtirem e comentarem, amo quando vocês interagem comigo.
Beijos e até breve!
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Uma semana tinha se passado desde o dia do evento, e devo dizer que eu e Gizelly estávamos na nossa melhor fase. Estar com ela significava estar em paz, ter seus braços ao meu redor significava estar em casa e por falar em casa, era justamente para o local onde seguíamos nesse momento, não o apartamento na grande São Paulo, mas sim a grande chácara onde minha família vivia em Goiânia.
Pela primeira vez, depois de Bianca, levaria alguém para minha família conhecer, eu repousava minha cabeça de forma tranquila no acento do avião, enquanto a morena ao meu lado era puro nervosismo, suas pernas não paravam de se balançar um só momento, constantemente passava as mãos pelos cabelos .
- Amor, você vai ter uma sincope dessa forma. – Disse de olhos fechados acariciando sua mão. – Você esta apenas indo conhecer minha família.
- Apenas Rafaella? Apenas? – Ela agitava as mãos. – E se eles não gostarem de mim?
- É impossível não gostarem de você meu amor, você é adorável.
- A sua opinião não conta, você me ama tem meio que obrigação de gostar de mim. – Ela revirou os olhos e escorou a cabeça em seu acento fechando os olhos e eu a imitei.
No domingo depois do desfile estávamos em casa quando meu celular tocou, era minha mãe me lembrando que o aniversario da minha sobrinha seria no próximo fim de semana, como se fosse possível esquecer, e que eu estava convocada a comparecer já que não visitava a família a muito tempo. Quando confirmei minha presença e disse que levaria alguém minha mãe ficou eufórica e o interrogatório começou por telefone mesmo, Gizelly apenas me observava conversar com dona Genilda, quando finalizei a ligação apenas a comuniquei que embarcaríamos para Goiânia sexta no inicio da noite e que ela finalmente conheceria os meus bens mais preciosos, de começo a capixaba concordou sem pestanejar, mas os dias foram passando e o nervosismo dela aumentava com o passar dos dias, nesse momento ela já estava com seu estado normal desde que entrou no avião.
Enfim havíamos aterrissado em solo goiano, Gizelly parecia ainda mais nervosa, se é que isso fosse possível, andávamos de mãos dadas quando avistei Tato, que saudade que eu estava do meu irmão mais velho, soltei a mão da morena e corri para os braços que por tantas vezes me ergueu quando eu não tinha mais forças. Ele me abraçou, me tirou do chão e rodou, Gizelly se aproximava de forma tímida, enlacei novamente nossos dedos e finalmente apresentei minha namorada para o primeiro membro dos Kalimann’s.
- Tato, essa é Gizelly minha namorada. – Tato arregalou os olhos e sorriu para a morena. – Gi, esse é o Tato, meu irmão.
- Então você é moça que roubou o coração da Rafinha? – Ele sorriu ainda mais. – Depois te conto umas coisas que vai fazer você repensar. – Dei um soco de leve em seu ombro.
- Não assuste ela mais do que já esta assustada Tato. – Revirei os olhos.
- Não preparou ela para Genildinha furacão? – Vi Gizelly me olhar de lado.
- Eu diria que foi ela quem roubou meu coração. – A morena me olhou daquela forma que derretia meu coração. – Algum conselho pra me dar referente a sua mãe? – Gi estava um pouco mais relaxada depois das palhaçadas do meu irmão.
- Que tal discutirmos isso no carro? – Falei puxando a morena pela mão e vendo meu irmão nos seguir
O caminho até a chácara foi tranquilo, Renato fazia suas típicas brincadeiras, Gizelly estava visivelmente mais relaxada e espero que continuasse assim e eu sorria feito boa a todo instante vendo a interação dos dois.
Point of view Gizelly
Eu realmente estava a ponto de ter uma crise nervosa durante todo o trajeto, mas conhecer Renato me deixou um pouco mais aliviada, esperava pelo menos que todos os familiares de Rafaella fossem receptivos como ele, as duas pessoas que mais me deixavam nervosas era Sofia, por ser o ser humano que Rafaella mais ama no mundo e de acordo com o que a mineira conta tem uma personalidade fortíssima, se ela não gosta de alguém ou algo, não adianta insistir, pois ela dificilmente vai mudar a opinião e dona Genilda, que segundo Rafaella tinha a personalidade bem parecida com a minha e só eu sei o quanto sou difícil de lhe da.
Chegamos na chácara e eu respirei fundo algumas vezes antes de descer do carro, era possível ouvir as varias vozes ao longe mesmo que já se passasse das nove horas da noite, as varias risadas e o som alto vinham da parte de traz da casa, Rafaella segurou minha mão e me guiou, deixamos as malas que trouxemos em um canto pela sala e me levou para onde sua família estava reunida, ela apertou minha mão de leve como se para me encorajar e dizer de forma silenciosa que tudo ia ficar bem e que não precisava me preocupar. Passamos da enorme porta de vidro e tivemos a visão completa do gramado onde muitas pessoas estavam espalhadas, a grande maioria com um copo na mão, as risadas não cessaram em momento algum até que notassem nossa presença, ai todas as atenções se viraram para nós, podia sentir o meu rosto corando apenas com esse movimento.
- Rafinhaaaaaa. – Um homem de óculos e cabelos grisalhos gritou se levantando e vindo em nossa direção.
- Pai. – A morena ao meu lado abriu um largo sorriso, daqueles que me tira totalmente o folego.
- Quanto tempo filha, achei que tinha esquecido a sua família. – Ele abraçou ela de forma apertada e a tirou do chão, parecia ser um costume de família essa forma de abraço.
- Jamais esqueceria vocês, nem se eu quisesse. Apenas estava muito agarrada com serviço nesses últimos tempos, acabamos de lançar a nova coleção. – Ela disse enquanto era colocada ao chão.
- Pai, essa é Gizelly, minha namorada. – Estendi minha mão para ele e sorrir.
- É um imenso prazer conhecer o senhor.
- Quando sua mãe disse que você traria alguém achei que ela estava tirando uma com minha cara. – Ele segurou minha mão e me puxou para um abraço. – Achamos que a Rafinha seria a tia rica e solteira da família. – Ele sussurrou em meu ouvido enquanto me abraçava. Eu soltei uma gargalhada e Rafaella me olhou desconfiada. – Mas você nos surpreendeu, que linda moça. – Eu estava envergonhada novamente.
Depois dele vários outros vieram nos cumprimentar, primos, tios, amigos próximos e Rafa fez questão de dizer a todos que eu era sua namorada e todos eles tinham uma piada para fazer sobre o assunto, quando Dani sua cunhada que foi a ultima a nos cumprimentar se afastou do abraço que me deu, coisa que todos fizeram, Rafa a perguntou.
- Cunha, cadê dona Genilda? Era a que mais estava ansiosa para encher Gizelly de perguntas e eu chego e ela não esta? – Olhei para Rafaella e ela segurou uma risada.
- Foi colocar a Soso pra dormir, ela ate tentou te esperar, mas já estava dormindo por aqui. – Assim que a mulher acabou de falar a matriarca da família passou pela porta que havíamos passado a pouco.
- Filha. – Ela abriu um sorriso e os braços, Rafaella fez com ela como havia feito com Tato no aeroporto, correu em sua direção, porem dessa vez foi Rafaella que tirou a mulher do chão e a rodou no ar.
- Que saudade dona Genilda. – Ela encheu o rosto da mais velha de beijos, elas foram se aproximando de onde eu estava e eu pude ver os traços da mulher, os olhos notei que Rafaella havia puxado dela, assim como o sorriso. – Dona Genilda furacão essa é Gizelly furacão, minha namorada. – A mais velha me olhou e assim como toda a família se aproximou e me abraçou, mas a sensação que tive naquele abraço foi diferente de qualquer outra , era como se ele fosse familiar.
- Meu Deus, você é real. – Ela disse se afastando um pouco e me puxando novamente para um abraço. – Quando Rafaella disse que iria trazer alguém e eu a enchi de perguntas, que ela fez questão de não responder nenhuma, eu não achei que seria uma namorada, pensei em uma amiga ou algo do tipo, Rafinha não traz alguém aqui desde... – Como se tivesse percebido que havia falado demais a mulher imediatamente mudou de assunto. – Porque você ainda não esta bebendo?
- Vamos guardar as coisas lá em cima mãe, tomar um banho e trocar essa roupa. – A mulher me soltou do abraço e Rafa pegou minha mão. – Voltamos já.
- Deixei seu quarto arrumado. – Dona Genilda disse.
- Obrigada mãe. – Rafa deixou um beijo no rosto da mulher e eu acenei para ela e a mineira me guiou novamente casa adentro.
Pegamos nossas bolsas e seguimos para o andar superior, chegamos em frente da porta onde deduzir que era o quarto de Rafaella, ela abriu a porta e me deu passagem. O quarto era simples, uma grande cama no centro, com moveis dos dois lados, alguns quadros, duas portas que deduzir ser o banheiro e seu closet uma televisão e algumas fotografias, duas enormes portas como a lá de baixo que dava pra ver ser a varanda e cortinas brancas.
- Pode ficar a vontade meu amor, mi casa, su casa. – Ela largou a bolsa perto de uma das portas. – Banheiro é a porta da esquerda. – Deixei minha bolsa próxima a sua e me aproximei das fotos que estavam espalhadas por ali.
Algumas Rafaella estava visivelmente mais jovem, varias com seus familiares que estavam lá em baixo, algumas com Sofia, com Manu, Baby e Danilo. Ela chegou por trás e me abraçou, apoiou o queixo em meu ombro e observou as fotos comigo.
- Você parecia feliz.
- Poque? Não pareço mais? – Ela me virou de frente para ela.
- Não foi isso que eu quis dizer. – Rodeei meus braços em seu pescoço. – Não sei como explicar.
- Eu diria que sou ainda mais feliz agora. – Ela se aproximou e tomou minha boca em um beijo calmo, pediu passagem com sua língua e eu prontamente cedi, ela aprofundou mais o beijo, suas mãos apertavam minha cintura me puxando para mais próximo dela, nos afastamos quando o pulmão reclamava pela falta do ar.
- Vou tomar um banho. – Dei um selinho nela e quando ia me afastar ela me puxou novamente.
- Companhia? – Ela deu o seu melhor sorriso safado.
- Eu iria adorar se sua família não estivesse nos esperando lá em baixo nesse exato momento. – Me desvencilhei de seus braços e fui para o banheiro. Tomei meu banho calmamente, deixando a água levar de mim o cansaço que começava a querer dominar meu corpo. Assim que finalizei me enrolei na toalha que Rafaella havia deixado para mim ali e sai do quarto, Rafa estava na varanda observando a vista, mas assim que ouviu o barulho de meus passos voltando para o quarto se virou para mim e sorriu.
- Vou tomar o meu. – Se aproximou e me beijou rapidamente. – Não demoro.
Vesti uma roupa mais confortável e me encaminhei para onde Rafa estava a pouco, a vista era divina, o céu estava estrelado, sem muitas nuvens, a lua crescente dava o toque final. Quem diria que a alguns meses atrás eu chegava em São Paulo, sem muitas expectavas e hoje estaria conhecendo a família da mulher da minha vida. Me perdi totalmente em pensamentos e só me toquei quando sentir o perfume de Rafaella se aproximar de onde estava, como ela havia feito a pouco me virei para ela e sorrir.
- Vamos? – Ela estendeu sua mão e eu me aproximei e entrelacei nossos dedos, voltamos ao andar de baixo e parecia que tínhamos acabado de sair dali, pois estavam do mesmo modo.
Fomos noite a dentro com muita conversa, reparei que a coisa favorita dos Kalimann’s era implicar com Rafaella, ouvir muitas historias engraçadas da morena e a vi sorrir como nunca, aquela versão de Rafaella era completamente nova para mim e eu estava ainda mais apaixonada por ela.
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Once Upon a Time
Fan-FictionNa vida descobrimos que nem todo conto de fada se inicia com o famoso "Era uma vez" e nem termina com o "Viveram felizes para sempre", descobrimos que toda história tem um começo um meio e um fim e que nem sempre é como desejamos. Aprendemos que nã...
