Ei babys, cheguei com mais um capítulo novinho pra vocês!!!
Queria deixar como observação que alguns capítulos terão referências de conto de fadas, deixarei em destaque e no fim do capítulo de qual conto foi tirado. Espero que gostem.
Não esqueçam de curtir, compartilhar e comentar, pois amo os comentários de vocês.
No mais, vamos ao capítulo.
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Manoela chegou na segunda feira antes que eu tivesse saído para a empresa, confesso que estava enrolando um pouco já que não havia nada de importante a ser feito e eu estava com uma saudade absurda da pequena. Quando ela passou pela porta eu estava sentada a mesa, tomando uma xicara de café e perdida nas lembranças do fim de semana, a dúvida se eu devia ou não contar sobre o que ocorreu a Manu me corroia, tenho medo que ela interprete errado às coisas.
- Meu Deus, às oito horas da manhã e eu já consigo ver fumaça saindo de sua cabeça. – Foram as primeiras palavras que ela me disse ao cruzar a porta.
- Também estava com saudades amiga. – Respondi revirando os olhos.
- Não era para estar louca correndo de um lado para o outro por estar atrasada para sair? – A menor me questionou.
- Não tenho pressa hoje, só estou indo para a empresa mesmo por rotina, caso contrário nem de casa sairia.
- Meu Deus, sequestraram a minha amiga no fim de semana que estive fora e substituíram por uma que não pensa só em trabalho. – Ela fez uma voz dramática levando a mão ao peito.
- Até parece Manoela que eu só penso em trabalho. – Revirar os olhos era como um mecanismo de defesa e eu estava novamente fazendo isso.
- Até parece que você faz outra coisa que não seja pensar e falar sobre trabalho né Rafaella, vamos ser realistas. – Ela se aproximou e deu dois tapinhas em minha cabeça. – Mas me conta o que aconteceu em minha ausência. Como foi a saída com a Gi? Se divertiram? – Ela perguntou passando por mim e indo para a cozinha.
- Ah foi normal, levei ela no sábado naquele barzinho que eu gosto e no domingo almoçamos juntas. – Tentava decidir como contaria para ela que dormimos juntas mesmo não tendo rolado nada.
- Vocês almoçaram juntas? – Manoela agora saia da cozinha com uma xicara de café em mão e se sentou na cadeira a minha frente.
- Sim. – Dei de ombro como se não fosse nada desviando meu olhar do seu que me encarava com uma sobrancelha arqueada.
- Porque eu acho que está me escondendo algo Rafaella? – Ela não tinha tamanho, porém seu olhar era muito intimidador.
- Não faço ideia do que está insinuando. – Eu odiava o jeito que ela me conhecia e sabia que tinha sido pega na mentira.
- Rafaela Kalimann Freitas, eu te conheço muito bem para saber que está mentindo, desembucha logo o que está me escondendo.
- Certo, eu dormir no apartamento da Gizelly na noite que saímos.
- VOCÊ O QUE? – Eu sabia que ela surtaria.
- Não rolou nada Manu, apenas nos beijamos. Nada além disso.
- Eu sabia que não deveria ter confiado em você próximo a ela e mesmo negando, eu percebi o interesse que você demonstrou no dia da boate, mas resolvi te dar um voto de confiança e você falhou miseravelmente. – Ela me encarava.
- Até parece que pedi ela em casamento e pretendo fugir no dia Manu, a gente só curtiu o momento e rolou uns beijos. Você está sendo dramática. – Tentei manter a voz calma.
- Eu te conheço muito bem pra saber que não vai se aquietar sem levar ela pra cama e eu não irei permitir que isso aconteça. – A muito não a via nervosa. - Você não sabe as coisas que a Titchela passou em relacionamentos, o quanto ela se joga de cabeça em pessoas rasas e se quebra inteira. E não irei te perdoar se você a machucar. – Ela se levantou. – Lembre que “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” – E saiu sem que eu ao menos pudesse dizer algo.
Minha semana nem havia começado e eu já desejava que ela chegasse ao fim, me levantei e sai para ir trabalhar. Eu tinha perdido totalmente o apetite então recusei meu tradicional café na cafeteria que tanto amava seguindo assim direto para a empresa. Enquanto dirigia pelo já conhecido trânsito de São Paulo eu pensava nas palavras de Manoela. Três questões rodeavam minha mente: Primeiro eu gostava da companhia de Gizelly? Sim, sem dúvidas eu me sentia totalmente a vontade nos momentos que estava com ela, essa sensação vem desde o nosso segundo encontro, ela tinha o dom de tornar as coisas leves e eu gostava disso, segundo eu tinha gostado do nosso fim de semana e principalmente dos nossos beijos? Obviamente que sim, nunca beijei alguém e me senti completa como foi com ela, nossas bocas se encaixaram e foi como se uma onda de felicidade me tomasse tamanho a euforia que tomou conta de mim, terceiro isso era suficiente para que eu tente algo com ela sem que a machuque? Não, decididamente não, ela com toda certeza merece alguém muito melhor que eu, que a transborde e lhe inflame, não alguém morna e mediana no amor como eu era.
Eu estava completamente perdida em meus pensamentos que não notei quando tudo aconteceu muito rápido, o sinal fechou e eu freei em cima da faixa de pedestre para evitar uma multa, então senti o choque em minha traseira fazendo com que meu corpo fosse lançado com um certa força para frente, o cinto impediu que acontecesse algo mais grave do que um corte no lábio superior e um pequeno corte na testa, eu estava um pouco desnorteada pelo susto que tomei, sentia que não deveria ter saído de casa hoje, isso que dá ignorar os sinais do destino.
Desci do carro para ver se estava tudo bem com os passageiros do outro carro, tirando o estrago que tinha ficado minha traseira e a parte frontal do jovem que dirigia o outro veículo, nada de grave tinha acontecido. Sabia que a culpa foi minha pela desatenção que eu estava, então deixei meu cartão para que o motorista entrasse em contato comigo pois bancária o conserto de seu carro, voltei para dentro do automóvel e retirei o carro que estava no meio da via causando algumas buzinas, me dirigi até o acostamento e liguei para Danilo avisando que não iria a empresa hoje, mas sem alarmar pelo real motivo pois sei que ele ligaria pra Deus e o mundo preocupado, então segui até o meu mecânico para deixar o carro. Eu estava uma pilha de nervos, demorei mais do que desejei para voltar para casa. Cheguei em casa pelo horário do almoço e assim que adentrei o local pude ouvir a voz de Manoela, ela conversava animadamente com alguém e eu só pedia para que pudesse passar despercebida por quem é que estivesse ali com a menor, já que meu humor não estava nada bom para ser simpática com quem quer que fosse.
Caminhei a passos largos para a escada, apressadamente tentando fazer o mínimo de barulho possível para não chamar a atenção.
- Ei você! – Sim, aquela voz já tão conhecida por mim ecoou pela sala.
- Ei você. – Respondi tentando não olhar para a morena.
- A tampinha disse que estaria no serviço.
- Aconteceu um imprevisto, então voltei para casa. Mas não se preocupe, não pretendo atrapalhar vocês.
- Titchela... – O corpo pequeno passava pela porta que dava acesso a sala. – O que faz aqui? – Ela fechou a cara quando olhou de mim para a advogada.
- Só um pequeno imprevisto, mas como estava dizendo a Gizelly, não se preocupem que não irei atrapalhar o almoço de vocês, se me dão licença. - Disse virando o corpo para subir as escadas. Eu raramente era fria com Manoela, mesmo depois de conversas como a que tivemos de manhã.
- Rafa. – A menor me chamou parei me virando pra elas novamente. – Almoça com a gente? – Ela tinha aquele olhar que normalmente eu não conseguiria dizer não, porém não hoje.
- Não estou com fome, obrigada. – Eu realmente não estava com paciência para ser sociável. Notei a morena se aproximar de mim.
- O que foi isso em seu rosto? – A advogada perguntou e só então me lembrei que provavelmente estava com o lábio inchado e a testa vermelha devido ao meu tom de pele.
- Não foi nada. – Virei de costas novamente.
- Rafaella. – Manu tinha uma expressão de espanto no rosto. – O que aconteceu? Você está machucada! – A menor quebrou qualquer distância que existia entre a gente e parou em minha frente analisando meu rosto.
- Não foi nada Manu, não se preocupe. – Eu disse tirando sua mão que estava em meu rosto. – Só preciso me deitar, estou com muita dor de cabeça.
- Você não passará por mim sem me contar o que aconteceu. – A advogada me olhava de longe e pude jurar ver algum resquício de preocupação em seu rosto.
- Eu não vi que o sinal havia fechado e freei fazendo com que o carro de trás batesse em meu carro. – Pude ver a boca de Manoela se abrir e ela prestes a dar um surto.
- Você foi ao médico? O que estava fazendo que não estava prestando atenção ao trânsito? Porque não me ligou? – Ela soltava tudo rapidamente sem respeitar.
- Por esse motivo não falei nada, você está surtando de novo por nada.- Revirei os olhos, era algo que eu fazia muito. – Já disse que não aconteceu nada comigo, não tem motivo pra todo esse estresse. – Ela andava de um lado para o outro balbuciando coisas que não ouvia. – Você poderia, por favor, acalmá-la? – Disse para a morena que se colocou em frente à menor sacudindo o corpo dela para que voltasse a real.
- Você quer ir ao médico? – Agora era Gizelly quem falava comigo e eu sacudi a cabeça de forma negativa. – Bateu alguma parte do corpo? Tá sentindo alguma dor? – Ela se aproximou de mim para me analisar e novamente neguei com a cabeça. – Então me fala onde tá o kit de primeiros socorros pra gente limpar esses cortes que estão visivelmente sujos, depois te deixo livre. – Deixei que ela me conduzisse até o sofá, Manoela foi pegar o que ela pediu nos deixando sozinhas. – Sua boa está maior que o normal e olha que normalmente seus lábios já são bastante grandes e convidativos. – Eu sorri e momentaneamente esqueci do mau humor que me cercava.
- Convidativos? – Sorri de lado levantando a sobrancelha. – Divido que eles estejam convidativos do tamanho que está. – Sorri abertamente sentindo uma leve dor.
- Acredite, não a um único jeito que eles não estejam extremamente atraentes. – Ela olhou em meus olhos e o misto das palavras e olhares me incendiou por dentro, fazendo crescer uma louca vontade de beijá-la. Manu pigarrou quebrando a pequena batalha que havíamos iniciado.
- Aqui Gi. – Disse entregando a pequena caixa para a advogada que trabalhou de forma ágil nos pequenos ferimentos.
- Prontinho princesa, quase novinha em folha. – Tinha gostado do jeito que ela havia me chamado, um sorriso brotou em meus lábios assim como estava nos dela, Manoela apenas nos observava.
- Então vamos almoçar? – Manoela disse olhando para mim com aquele olhar de que nada me faria fugir do seu “pedido”.
Sentamos as três a mesa, Manoela tinha feito a única coisa que ela sabia cozinhar, macarrão. Comi em silêncio perdida em meu próprio mundo enquanto as duas mulheres tagarelavam sem parar.
- Então está conhecendo alguém? – Eu ouvi a voz da menor que me tirou do meu transe e notei que perdi uma parte da conversa.
- Não diria conhecendo, ela pegou meu número o dia que sai com a Rafa e desde então estamos conversando, nada de mais. – Agora eu prestava atenção na conversa e me sentia estranha em saber que Gizelly ainda mantinha contato com mulher.
- E qual o nome dela? – Eu sabia o porquê da animação de Manoela com a novidade.
- Luiza, ela é cantora, de Goiânia, mas está morando aqui a um anos, mora sozinha, tem um cachorro, sua voz é grossa e rouca que chega a arrepiar quando se ouve. – Certo, não estava afim de ficar ouvindo aquilo.
- Se me dão licença agora irei mesmo pro meu quarto. – Eu mal havia tocado na comida recebi um olhar de Manoela.
- Você quase não comeu Rafa. – A menor me encarava eu evitava olhar pra advogada.
- Eu realmente não estou com fome, com licença. – Me retirei antes que ela pudesse protestar novamente.
Cheguei em meu quarto , tomei um banho demorado desejando que a água arrancasse de mim toda a confusão que estava em meu peito. Terminei e coloquei uma roupa leve sentindo todo o cansaço que pesava meu corpo nesse momento, deitei na cama e não demorei a pegar no sono.
...
Acordei assustada, não era possível que ela dominasse até os meus sonhos, não sabia quanto tempo havia dormido, mas acordei com minha barriga protestando pela quantidade de tempo sem alimento. Me encaminho para o andar de baixo para matar quem estava me matando nesse momento. Ouvi sons antes mesmo de alcançar o último degrau.
- Manu? – Chamei a menor ao descer o último degrau.
- Acordou a bela adormecida. – A voz da morena ecoou pelo local.
- Ah... Oi, achei que era Manoela.
- Ela teve que ir ao estúdio e como estava preocupada em te deixar sozinha falei que ficaria até você acordar.
- Não precisava ter ficado por causa de Manoela, ela é desesperada assim mesmo. – Eu disse indo para a cozinha.
- Não fiquei por ela, eu também estava preocupada contigo. – Ela admitiu abaixando a cabeça.
- Eu tô mesmo bem. Mesmo! – Afirmei dessa vez olhando em seus olhos para que ela acreditasse em mim.
- Você saiu tão apressada da mesa que achei que estivesse sentindo algo.
- Era só dor de cabeça e cansaço mesmo. – Conversávamos um tom mais alto por eu está na cozinha e ela na sala, voltei à sala me sentando ao seu lado.
O silêncio se fez presente e notavelmente evitávamos nos encarar.
- Então ainda está conversando com a mulher do bar?
- Vai dizer novamente que não é ciúmes? – Ela levantou a sobrancelha e eu revirei os olhos.
- Já lhe disse Gizelly, não sinto ciúmes nem das coisas que são minhas imagina das pessoas que não são. – Ela parou de sorrir e engoliu seco.
- Tudo seria mais fácil se você admitisse ao menos para você mesma Rafaella. – Ela tinha o tom sério e o olhar no meu. – Menti para si mesmo é a pior mentira que existe. – Eu já havia terminado de comer e tinha posto o prato na mesa de centro, sem perceber estávamos sentadas uma de frente para a outra, agora foi minha vez de engoli seco com sua lenta aproximação.
- Não tem nada para admitir Gizelly. – Minha voz saiu baixa e trêmula.
- Quando você cair em si, talvez seja tarde. – Eu queria quebrar resto da distância que estava entre nós, levei minha mão a seu rosto e quando ia colocar meu querer a frente da razão a porta foi aberta. Afastamos-nos rapidamente, Manoela olhava com um olhar desconfiado. Gizelly se levantou dizendo que ia embora já que eu não estava mais sozinha e nem deu tempo para que eu pudesse me despedir, fiquei olhando para a porta que ela havia acabado de sair.
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1- O Pequeno Príncipe
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Once Upon a Time
Fiksi PenggemarNa vida descobrimos que nem todo conto de fada se inicia com o famoso "Era uma vez" e nem termina com o "Viveram felizes para sempre", descobrimos que toda história tem um começo um meio e um fim e que nem sempre é como desejamos. Aprendemos que nã...
