Eu estava meio tímida, não entendia o motivo, mas ao ver a morena vestida daquela forma algo bateu diferente dentro de mim. Ela mexia comigo e eu não sabia dizer ao certo como e se isso era bom. Ela estava bebendo a quarta ou quinta cerveja, que descobrir ser a bebida favorita dela, e eu estava no segundo drinks, estava pegando mais leve afinal estava dirigindo. O show ainda não havia iniciado então conseguíamos conversar melhor.
- Então Rafa. – Ela disse chamando minha atenção. –Porque escolheu São Paulo?
- Uma cidade grande, grandes oportunidades, mais facilidade pra consegui fornecedor. – Eu disse e bebi do líquido em meu copo dando de ombros.
- Me contou da sua família superficialmente, me fala mais deles.
- Meus pais são separados, minha mãe mora em Goiânia na nossa chácara, meu pai mora em Uberlândia e meu irmão com meu bem mais precioso também.
- Sofia? – Eu tinha falado sobre minha família nas vezes que a gente conversou, sem me aprofundar muito.
- Sim, achei que não se lembraria das nossas conversas. Falei pelos cotovelos. – Eu ri sem graça.
- Lembro de tudo. – Ela falou olhando em meus olhos. – Vale à pena? Deixar eles para viver isso?
- Sempre foi o meu sonho e eu trabalhei desde sempre pra isso, então ou eu vinha atrás do meu sonho ou viveria lá estagnada. – Quebrei a conexão que nossos olhos estavam. – Mas sempre que posso vou visitá-los, porém tem dias que a saudade aperta como se eu não fosse conseguir aliviá-la.
- E quando saiu de lá deixou alguém especial para trás? Digo amorosamente falando, você tem cara de quem se apaixona facilmente. – Deixei escapar uma gargalhada.
- Acha mesmo? Manu diz que nunca vou amar alguém de verdade, que não nasci pra isso, eu digo que eu sou alguém que você precisa conhece para amar.
- Jura? – Novamente nossos olhos tinham entrado em uma batalha.
- Claro. – Sorrir
- Então se eu conhecer você eu me apaixono? Você tem muita autoestima.
- É pra esconder a dor. – Abaixei o olhar e levantei novamente. –E qual a sua história?
- Eu não tenho uma história, sou só uma garota num bar.
- Eu conheço essa frase. – Eu sorri ao entender a referência.
- Não quero estragar a noite te contando as tragédias da minha vida.– Ela bebeu sua cerveja.
- Certo, então eu começo. – Encostei na cadeira. – Nunca me apaixonei de verdade na vida e acredito que nem vou, sou uma pessoa difícil de conviver, admiro a Manu por me aguentar, eu acredito que não nasci pro amor e ele não nasceu pra mim. Então vou pegando, mas sem me apegar.
- Nem uma paixãozinha?
- Eu digo que me apaixonei uma vez na vida por uma pessoa que conheci há muito tempo atrás, durou uma semana até eu descobrir que ela era noiva. Depois disso nunca mais.
- Eu sou o oposto de você, sou intensa como um furacão. Eu já disse te amo no primeiro encontro, mas como disse, tenho azar em tudo. Normalmente minhas histórias de amor acabam comigo sendo traída.
- E você continua tentando?
- Claro, eu deveria ter desistido há tempos. Já sofri muito na vida, mas continuo firme acreditando que um dia encontrarei a pessoa que não me fará sofrer, que me ajudará a enfrentar a vida, que me ajudará com meus medos e inseguranças que digamos de passagem são muitas, a gente vai brigar às vezes, mas tá tudo bem, isso é coisa de casal. – Seus olhos tinham um brilho e eu um desejo de abraçá-la.
- Uau, queria ter um por cento da sua fé no amor.
- Basta querer acreditar Rafa, não tem essa história de não ter nascido para o amor. Todos nós nascemos.
- Porque escolheu direito penal? - Mudei de assunto.
- Eu cresci vendo minha mãe ser agredida pelo meu pai e ele ser morto, vivi um relacionamento abusivo que me tirou toda a vontade de viver e mesmo assim eu passei por cima disso, então fiz da missão de vida tentar ajudar a quem precisava de mim. – Eu estava ainda mais encantada.
- Você é uma pessoa admirável e eu estou completamente encantada pela sua história. Acabou de ganhar uma admiradora. -Ela sorriu sem graça.
- Vamos mudar de assunto? – Nesse momento o show se deu início, seria um show de voz e violão onde ele seguiria o repertório dele, mas abriria para pedidos do público. – Minha cerveja acabou, vou pegar outra. Quer algo?
- Não obrigada.
- Você tá muito devagar pra beber Rafa, sábado passado estava mais animada. – Sorriu e se levantou seguindo para o balcão.
Eu apenas a observava, eu estava realmente encantada por ela e pela sua história, tantas coisas que ela passou e superou e sempre carrega um sorriso contagiante no rosto. Meus olhos acompanhavam cada movimento dela e notei que ela conversava de forma sorridente com uma mulher que visivelmente dava em cima dela. Ela sorria com a língua entre os dentes e passava a mão pelos cabelos jogando ele de um lado para o outro, quando notei que ela retornava a mesa desviei o olhar fingindo curtir o show.
- Eu amo essa música. – o cantor começava a cantar os anjos cantam de Jorge e Mateus e ela cantava às vezes errando a letra e eu achava aquilo adorável. – Anima Rafa.– Ela balançava seu corpo de um lado pro outro.
Eu me soltei depois de mais dois drinks, a gente curtia o show e cantava de forma desafinada sem nos importar com quem pudesse tá olhando, o cantor ia fazer a pausa e nos alto falantes do bar começava a tocar coração na versão do aviões do forró algumas pessoas começavam a dançar pelo salão, o corpo da morena se mexia na cadeira e eu cogitei a idéia de tirar ela pra dançar, porém com a visão periférica avistei a mulher que conversava com Gizelly aproximando da mesa.
- Oi. – Ela disse com sua voz grossa e rouca. – Me da à honra da dança? – Ela sorriu pra mulher e me olhou.
- Tudo bem, vai lá. – Ela segurou a mão da mulher que estava estendida a sua frente e foi conduzida pelo salão.
Eu observava cada movimento das duas, elas rodopiavam pelo salão e a morena sorria cada vez mais, um pequeno incomodo se instalou em meu peito e eu tentei afogá-lo com todo o líquido em meu copo, elas sorriram e a mulher falava em seu ouvido durante toda a música, quando a mesma acabou pude as ver conversando e a mulher anotando o que acreditei ser o telefone da capixaba. Tentei disfarçar o bico que sabia que estava fazendo e o cantor voltou ao palco.
Mais algumas músicas foram tocadas e o salão já estava tomado de gente dançando, nos trocamos poucas palavras depois do acontecido e eu aumentei na bebida, mas ainda estava tranquila para dirigir. Começou a tocar Logo eu do Jorge e Mateus.
- Já que aparentemente você não vai me tirar pra dançar, eu tiro você. – Ela disse se levantando e pegando minha mão.
- Eu não sei dançar.
– Deixa de mentirada Rafaella, você estava dançando sábado.
Ela nos encaminhou até o meio da pista e colou nossos corpos, como ela é alguns centímetros mais baixa que eu meu nariz ficou em seus cabelos, seu cheiro era muito bom, fechei meus olhos sentindo aquele aroma enquanto deixava ela conduzir a dança da maneira desengonçada dela.
- Depois quer mentir pra mim que não sabe dançar. – Ela afastou um pouco e me olhou nos olhos, pela proximidade que estávamos nossas bocas ficaram a centímetros, eu olhava entre seus lábios e seus olhos. Uma enorme vontade de sentir o gosto de seu beijo me invadiu, e como se ela soubesse dos pensamentos que passavam em minha cabeça passou a língua lentamente molhando seus lábios como se me convidar a tomá-los pra mim, me aproximei devagar e antes que eles pudessem se encontrar fomos tiradas da nossa bolha pelas palmas que acompanharam o fim da música.
Já estava tarde então decidimos que era hora de ir embora, eu a olhava a todo o momento desejando que o beijo tivesse acontecido, seguimos para o carro e o caminho todo foi cada uma no seu próprio mundo, perdida em seus próprios pensamentos.
- Chegamos. – Eu disse ao estacionarmos em frente ao seu prédio.
- Obrigada pela noite. – Ela disse soltando o seu cinto.
- Eu quem agradeço, eu amei. – Sorri para ela.
- Bom então boa noite Rafa.
- Boa noite Gi.
Ela abriu a porta do carro e eu acompanhei o seu movimento para me despedir dela, rodeei o carro parando próximo a porta do carona onde ela estava a alguns centímetros distantes.
- Nós esbarramos por aí? – Pergunto escorando no carro.
- Espero que não literalmente. – Ela responde sorrindo.
Ela se aproxima para me dar um abraço e ao sentir seus braços ao redor do meu corpo meu coração dispara, ele bate como se tivesse dado lugar a uma escola de samba. Era como se o seu cheiro me transportasse para um universo totalmente paralelo ao nosso, onde situações como essa não necessitasse de uma explicação para acontecer, onde existia apenas eu e ela dentro daquele abraço tão familiar mesmo nunca tendo sido compartilhado.
- Mais uma vez obrigada pela noite, eu realmente me divertir como há muito tempo não acontecia. – Ela dizia próximo ao meu ouvido já que ainda estávamos abraçadas e como se nenhuma das duas quisesse tomar a iniciativa de quebrar aquele contato.
- Não tem que agradecer, sempre que quiser companhia tem meu número. – Respondi da mesma forma.
Seu abraço tinha gosto de casa, de lar. Era capaz de me transmitir segurança e paz com aquele simples gesto. Ela colocou a mão que até pouco estava em minha cintura em minha nuca e deixou um beijo em minha bochecha, eu fechei os olhos ao sentir o contato de sua boca com minha pele, era uma sensação nova e devo dizer que satisfatória, sentir sua respiração um pouco ofegante batendo contra meu rosto me trouxe novamente a vontade de sentir seus lábios nos meus, eu novamente estava ansiando o seu beijo. Imitei seu movimento e levei minha mão a sua nuca, e dessa vez foi eu a beijar seu rosto, porém eu já não tinha controle sobre minhas ações, ou preferia pensar assim para me isentar da culpa que me cairia depois. Beijei próximo a sua boca e notei que sua respiração estava ainda mais irregular, assim como eu ela fechou seus olhos quando sentiu minha boca em sua pele, aquele leve roçar de lábios me incendiou eu necessitava sentir o gosto do seu beijo assim como meus pulmões necessitavam de ar. Com muita calma passei meu nariz sobre o dela deixando que minha boca resvalasse na sua e com a mesma calma tomei seus lábios em um beijo sem pressa, o encaixe deles eram perfeitos, como se fosse aquela última peça de quebra cabeça, como se tivessem sido feitos sob medida para se completarem, nossas bocas se moviam em sincronia e nossas línguas dançavam uma perfeita performance. Nos afastamos quando o ar se fez necessário e permanecemos ali de olhos fechados e testas coladas apenas esperando que nossas respirações se normalizassem.
- Quer subir? – Ela perguntou sem abrir os olhos.
- Eu não sei... – Eu não achava ser uma boa idéia, pois me conheço muito bem para saber o que ia acontecer.
- Não estou te convidando pra arrancar minha roupa Rafa, só pra subir e conhecer meu apartamento e talvez tomarmos mais alguma coisa. – Ela sorriu e notamos que ainda estávamos na mesma posição desde que encerramos o beijo, então nos afastamos.
- Tudo bem. –Ela disse para que eu guardasse o carro na garagem e logo em seguida subimos para seu apartamento.
Assim que ela abriu a porta notei uma pequena bola de pelos correndo e abanando o rabo em sua direção, ele pulava em suas pernas com a língua para fora e o rabo balançando freneticamente.
- Rafaella conheça o meu filho, Jack Bacon. – Eu soltei uma gargalhada ao ouvir o nome do seu cachorro, um lhasa prapso da pelagem branca e marrom com os olhos esbugalhados balançava seu rabo de espanador de forma agitada agora em seu colo.
- Aí Gi. – Disse ainda sorrindo. – Só você mesma pra colocar um nome desses no cachorro. – Eu conhecia Gizelly há poucos dias e sentia como se a conhecesse a vida toda, e por algum motivo sabia que aquilo era uma coisa tipicamente dela.
Ela me deu passagem para adentrar seu apartamento e observei o espaço, era bem menor que o nosso, mas tão acolhedor quanto, tudo ali lembrava Gizelly. Os livros de direto na estante da sala, os quadros que enfeitaram a parede, dava pra ver que tudo tinha um toque exclusivamente seu.
- Não repara, ainda estou colocando as coisas em ordem e ele é pequeno, mas nunca gostei de lugar muito grande, ainda mais que é só pra mim e pro Jackinho.
- Eu adorei. – Viro pra ela sorrindo.
- Quer beber algo? Um vinho talvez?
- Eu aceito um vinho. – Ela some por uma porta que deduzir ser a cozinha e volta momentos depois com duas taças e uma garrafa de vinho. Nos acomodamos no sofá, ela de frente para mim sentada em posição de índio.
- Então. – Ela quebra o silêncio que tinha se instalado ali. – Eu não quero que o beijo deixe um clima estranho entre a gente.
- Nem eu. – Respondo rapidamente, mesmo que eu já me sentisse estranha, pois nunca tinha ficado tão sem graça depois de ter beijado alguém e estar a sós com essa pessoa.
- Eu te conheço há pouco tempo, mas eu gosto da sua companhia, das nossas conversas. E não quero que algo que aconteceu no calor do momento estrague isso. – Ela evitava me olhar e eu pude perceber isso.
- Eu também já gosto de você Gi, e também não quero que nada estrague essa amizade que estamos construindo. – Novamente tudo ficou em silêncio, ela batia as unhas na taça que segurava e eu olhava em volta sem realmente enxergar algo.
- Então, e aquela mulher que te chamou para dançar? – Mesmo com o incomodo no assunto resolvo em tocá-lo. – Trocaram telefone pelo menos? – Sorri para ela.
- Ela pegou meu número, não faz mal ter mais amigos por aqui né? Assim não preciso ficar enchendo a você e Manu sempre que quiser sair. – Ela sorriu de forma gostosa.
- Ela me pareceu querer algo a mais que sua amizade. – Digo de forma despreocupada.
- Está com ciúmes Kalimann? - Ela me olha e levanta uma sobrancelha.
- Eu? Com ciúmes? – Gargalho de forma alta. – Você não me conhece mesmo Gi. Não sinto ciúmes de ninguém. – Digo dando de ombro.
- A toda regra, uma exceção. – Ela sorri com a língua entre os dentes como uma criança sapeca.
- Não teria lógica sentir ciúmes de alguém que eu beijei no calor do momento, como você mesma disse. – Sim, eu havia percebido a sua fala e tentei não dizer nada. Porém foi mais forte que eu.
- Então se eu quisesse te beijar agora você não iria querer? – Sua voz está um pouco rouca e ela parece não ter notado o sarcasmo em minha voz.
- Não! – Digo firme e noto ela se aproximar de mim.
- Nem mesmo se eu falar que estou louca pra repetir o beijo? - Balanço a cabeça de forma negativa. – E se eu colocar a minha mão aqui. – Ela leva sua mão até a minha nuca e meu aceno de cabeça já não é tão negativo quanto antes. – E se eu fizer isso? – Ela virou meu rosto de frente para ela e estávamos a centímetros de distância, era possível sentir nossas respirações se misturarem. Eu fechei os olhos ansiando o próximo passo dela que não demorou a chegar.
Como da outra vez nossas bocas se encaixaram de forma perfeita, peço passagem com a minha língua e logo ela permite, iniciamos novamente uma dança sincronizada, nossas respirações começam a ficarem descompassadas, a mão dela que estava em minha nuca agora está em meu cabelo me puxando mais para si, minhas mão vão até sua cintura e a puxo para meu colo de forma rápida, as taças que estão em nossas mãos são postas na primeira superfície que encontramos, minhas mãos passeiam por suas costas e a dela continuam em meu cabelo, somos forçadas a nos separarmos quando o pulmão começa a gritar desesperadamente por ar.
- Eu noto como você não queria. – Ela diz em forma de sussurro e eu sorrio.
- Você jogou baixo, ninguém em sã consciência recusa um beijo de uma mulher como você.
- Como eu? – Ela pergunta ainda em meu colo e devo confessar que a posição é confortável.
- Linda, sexy, provocativa, inteligente. Posso ficar aqui o resto da noite.- Noto que ela fica levemente corada.
- Não seja exagerada Rafaella.
- Juro que não estou sendo.
- Então está sendo conquistadora.
- Não, estou sendo apenas realista.
Ela novamente me beija dessa vez de forma mais desesperada, com pressa, com urgência. O meu corpo começa a me mandar sinais que daqui a pouco seria impossível parar, que eu estava chegando ao meu limite.
- Gi... – Digo entre o beijo e ela me ignora. – Gi... – Tento novamente em vão. – Titchela. – Resolvo usar o apelido que Manoela usava e ele faz efeito. –Não que eu não esteja gostando, mas está se tornando perigoso. – Ela parece entender o que eu disse e se levanta do meu colo depois de deixar um selinho em meus lábios.
Terminamos de tomar o vinho entre conversar e risadas, as histórias de vida de Gizelly eram hilárias e eu poderia passar horas e horas ouvindo.
- Acho melhor eu ir, tá tarde. – Disse ao olhar o relógio e vê que já beirava às quatro horas da amanhã.
- Eu não vou deixá-la ir embora essa hora e depois de termos bebido uma garrafa de vinho de forma alguma. Dorme aqui e amanhã cedo você vai.
- Não tem problema alguma, tô bem.
- Eu sei que tá, mas eu jamais me perdoaria se acontecesse algo contigo, então nem adianta contestar.
Eu sabia que ela tinha razão e pelo pouco que a conhecia não a faria mudar de idéia. Me rendi e ela disse que eu poderia tomar um banho que ela procuraria uma roupa para mim. Tomo um banho rápido e saio apenas de toalha encontrando uma Gizelly distraída mexendo no celular. Quando ela nota minha presença seu olhar queima o meu corpo tamanha a intensidade.
- Acho melhor eu ir tomar o meu banho também. – Ela se levanta e se encaminha para o banheiro.
Fico sozinha em seu quarto e observo as coisas por ali, algumas fotos espalhadas pelo móvel ao lado da cama, pego uma em que seu sorriso parece estar o dobro do tamanho normal e observo um tempo.
- Final do ano passado lá em Vitória. – Me assusto com sua voz atrás de mim, não notei o momento que ela entrou no quarto.
- Desculpa, não queria mexer em suas coisas.
- Tudo bem, eu não ligo. – Ela já estava vestida, e dou graças a Deus por isso. Ela sai do quarto e vejo apagar as luzes do quarto e voltar ao mesmo, vai até a lateral da cama e deita se acomodando na mesma. – Deita aqui. – Ela bate a mão ao seu lado e eu hesito. – Eu não mordo Rafa e nem vou te agarrar, pode vir sem medo. – Caminho até o local que ela havia me indicando e deito no mesmo no começo de forma desconfortável.
Conversamos e rapidamente relaxo, ela tinha esse poder de dissipar climas estranhos e era só mais uma de tantas outras qualidades, notamos o dia amanhecer e sem ao menos perceber pegamos no sono.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
E aí? O que acharam do beijo? Gostaram como aconteceu? O que acham que será daqui pra frente?
VOCÊ ESTÁ LENDO
Once Upon a Time
Fiksi PenggemarNa vida descobrimos que nem todo conto de fada se inicia com o famoso "Era uma vez" e nem termina com o "Viveram felizes para sempre", descobrimos que toda história tem um começo um meio e um fim e que nem sempre é como desejamos. Aprendemos que nã...
