Ei babys, demorei mas voltei com um capítulo novinho pra vocês, como eu disse lá no meu Twitter o bloqueio voltou com tudo e tá difícil desenvolver a história.
Porém sempre que de apareço aqui para vocês e vou deixando avisado lá no twitter.
No mais, boa leitura não esqueçam de curtirem e comentarem bastante.
Beijos e até a próxima!
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- Titiaaaa. – Eu ouvia o som ao longe, pensei que estava sonhando por isso apenas virei para o lado e abracei a morena ao meu lado. – Titiaaaaaa. – Lentamente fui abrindo os olhos e senti as pequenas mãozinhas me sacudindo. Rolei novamente para onde vinha a voz e dei de cara com aquela pequena figura sorrindo de forma sapeca com o dedo na boca.
- Meu Deus Sofia, como você cresceu meu amor. – Peguei ela no colo e coloquei em cima da cama, notei Gizelly despertando aos poucos. – Você esta enorme princesa da tia. – Puxei ela pra mais perto e enchi ela de beijos e ela gargalhou de forma gostosa.
- Sofia, eu disse que era pra você esperar sua tia acordar. – Dani entrou no quarto depois que viu que já estávamos acordadas.
- Não tem problema Dani, pode deixar. – Olhei pra menina que olhava de forma curiosa para a morena ao meu lado. – Da bom dia pra tia Titchela. – Ela olhou pra mim depois olhou novamente para Gizelly e sorriu com o dedo indicador na boca. – Não vai falar nada com ela? Há? Ta com vergonha? – Falei fazendo cocegas nela que gargalhava e jogava o corpo para trás. Gizelly sorriu ao meu lado.
- Oi princesa. – Sofia olhava para ela com a cabeça meio tombada de lado. – Não mereço nem um oi. – A morena fez um bico lindo e a pequena sorriu.
- Vamos levantar que pelo que conheço da minha família já devem estar bebendo. – Dei um beijo o rosto de Gizelly e levantei seguindo para o banheiro com Sofia em meus calcanhares, onde eu ia, ela estava atrás.
Fiz minha higiene matinal e aguardei Gizelly fazer a dela, trocamos de roupa, era possível ver que o sol estava castigando do lado de fora então colocamos um biquíni e aproveitei para colocar em Sofia o que Gizelly havia trago de presente para ela juntamente com um óculos rosa bebe que ela também fez questão de comprar. Descemos as três e encontramos quase todo mundo ainda na mesa do café, desejamos bom dia e sentamos para comer, não demorou muito para as piadinhas retornarem. Eu amava esse clima leve que minha família transmitia, amava ainda mais o fato deles tratarem Gizelly como se fosse da família a anos.
Terminamos de comer e fomos para piscina, Sofia aos poucos ia se soltando com Gizelly e ver a interação delas me aquecia o coração, afinal era meus dois grandes amores ali. Por volta do horário de almoço, que como sempre que estava todos reunidos era churrasco Gizelly e Sofia já não se desgrudavam mais, se na parte da manha Soso me seguia aonde eu ia, nesse momento ela fazia o mesmo com a morena. Elas estavam brincando dentro da piscina e eu sentada tomando sol as observando, até notar a presença de minha mãe ao meu lado.
- Nunca te vi dessa forma. – Ela disse de forma casual olhando para as duas dentro da piscina assim como eu.
- É porque nunca estive assim, mãe. – Eu sorri.
- Ela te faz bem, como nunca imaginei possível.
- Você não faz ideia do quanto dona Genilda.
- Achei que nunca iria se recuperar totalmente de Bianca!
- Eu também achei, mas Gizelly veio para me fazer querer ser melhor, não só para ela, mas para mim também. – Me virei para encarar aqueles olhos verdes que me olhavam. – Não sei como explicar, mas é como se tudo isso fosse um conto de fadas e a qualquer momento fosse aparecer o felizes para sempre escrito na tela e começar a subir os créditos de tão irreal que parece ser, sei que pode parecer exagero, mas ela é a pessoa perfeita para mim, se existe realmente essa coisa de alma gêmea eu tenho certeza que ela é a minha, pois ela me completa de todas as formas possíveis. – Suspirei voltando o olhar para a morena na piscina.
- Nunca pensei que ouviria você dizer isso filha, eu to tão feliz por você, por vocês. – Ela colocou sua mão sobre a minha. – Basta ficar um pouco próximo a vocês para notar o amor que emana das duas e eu como mãe não poderia estar mais realizada vendo você tão radiante. – Sofia nesse momento veio correndo até nós, fugindo de Gizelly que corria atrás dela.
- Você gostou da tia Titchela, Sofia? – Ela que tinha subido em cima de mim balançava a cabeça de forma frenética indicando um sim para a minha pergunta. – Acho que perdi a Sofia de vez. – A morena se aconchegou junto comigo onde eu estava deitada. – Mas não posso julga-lá, eu também trocaria qualquer pessoa do mundo por você. – Ela abriu o seu melhor sorriso para mim e beijou meu rosto, Sofia que estava sentada em cima de minha barriga se esticou e beijou o rosto da capixaba, o que fez com que seu sorriso apenas se tornasse maior.
- Titia, nadar. – A menina apontava para piscina.
- Você quer nadar meu amor? – Eu perguntei e novamente ela afirmou com a cabeça.
- Vamos titia. –Ela então segurou a mão de Gizelly que me olhou surpresa, seu enorme sorriso e as lagrimas que se formavam em seus olhos denunciavam o quanto aquilo tinha sido importante para ela.
A morena se levantou e pegou a menina colo depois de deixar outro beijo em meu rosto e sair, minha mãe assistia a cena totalmente muda ao meu lado.
- Gizelly conquistou todas as mulheres Kalimann’s. – Ela disse e gargalhou logo em seguida.
O restante do dia seguiu assim, o pessoal que faltava para o aniversario de Sofia tinham chegado e a chácara estava cheia como meus pais gostavam, muita gente, muita bagunça, muito falatório.
A noite já chegava e a festa de aniversario se aproximava, estávamos agora no meu quarto terminando de nos arrumar.
- Nunca imaginei que Rafaella Kalimann gostava de casa cheia. – Ela se aproximou de mim e rodeou minha cintura com seus braços.
- Na verdade não gosto. Pode ver que são sempre as mesmas pessoas que vão lá em casa, mas minha família é enorme, então casa cheia quando junta todo mundo é inevitável.
- Quando a gente casar vamos encher a casa de filhos e cachorros, como sou filha única não sabia como era essa sensação, mas devo confessar que estou amando. – Era a primeira vez que ela falava sobre casamento, confesso que eu estava mais feliz do que deixava transparecer, se eu falar que nunca pensei nisso estaria mentindo, mas quero levar as coisas no tempo certo para não assusta-lá.
Nos reunimos ao restante do pessoal que estava lá em baixo, Marcella tinha acabado de chegar com seu marido e o pequeno Gabriel, Lela era como uma irmã para mim, como a diferença de idade entre nos não é grande, crescemos juntas. Foi apenas mais uma a se render a Gizelly, ver a advogada entre meus familiares como se sempre tivesse pertencido ali era uma das minhas maiores alegrias, ela e Marcella conversavam como se conhecessem a anos, falavam sobre advocacia, administração, empresas, um pouco de tudo. Eu estava apenas de longe observando e refletindo como pude perder tanto tempo longe das pessoas que eu amava, como pude permitir que meu serviço fosse mais importante que isso, estava decidida que não deixaria nada mais acima de minha família, nem mesmo a empresa.
Point Of View Gizelly
Sempre fomos eu e minha mãe, mesmo cheia de primos nos mudamos para Vitoria e eu era muito nova, perdendo assim a grande parte de convivência com eles, estar cercada de uma família tão grande me fez desejar ter uma, nunca havia verbalizado tal assunto com Rafa, obviamente eu já tinha idealizado de varias formas, pensei nos detalhes mais de uma vez, devo confessar, mas estar aqui, cercada de sua família que me fez sentir que era minha também fez a minha vontade crescer. O quanto eu estaria sendo precipitada dando um passo tão grande em um relacionamento tão recente? Afinal ainda tínhamos apenas alguns meses de namoro.
Eu estava mais distante divagando sobre essas questões que não notei o exato momento em que Marcella retornou a mesa.
- Tava com o olhar perdido.
- Pensando na vida. – Dei a ela meu melhor sorriso.
- Quer dividir os seus pensamentos? – A conexão com Marcella foi instantânea, era como se fossemos amigas desde sempre, me sentia totalmente segura para conversar qualquer tipo de assunto com ela.
- Sabe quando você conhece alguém e tem certeza que aquela é a pessoa certa para você? Mesmo que seja a pouco tempo você tem total certeza dos seus sentimentos e desejos relacionados aquela pessoa? Você deseja colocar em pratica o que o seu coração pede, mas tem medo do quanto isso pode ser impactante e acabar afastando a pessoa? – Olhei para Lela que me olhava sem ao menos piscar.
- Espero que esteja falando de Rafaella ou teremos um serio problema aqui. – Ela sorriu assim que terminou de falar.
- Obvio que eu to falando dela. – Revirei os olhos e sorrir.
- As vezes vivemos coisas bonitas e nos contentamos com isso, mas esquecemos que poderíamos estar vivendo coisas maravilhosas, porém o simples fato de termos medo nos impede e conquistarmos algo maior, algo maravilhoso. – Sua feição estava totalmente seria nesse momento. – Nunca é cedo demais para o que é real e verdadeiro, se você tem certeza vai, se joga, se permita e seja feliz. – Ela pegou minha mão entre as suas. – Não se prive de viver algo maravilhoso por causa do medo. – Eu sorrir para ela e ela me retribuiu e nesse momento senti as mãos de Rafaella em meus ombros.
- O que tanto cochicham aqui? – Ela me deu um beijo rápido e sentou ao meu lado.
- Não estávamos cochichando, você que chegou no momento em que tínhamos acabado de encerrar um assunto.
- Sei, de longe me pareceu que estavam fofocando. – Ela estreitou os olhos.
- Estávamos. – Marcella deu de ombros. – Estava contando para a Gi da vez que você foi ficar com aquele menino, como era o nome dele mesmo? Que você ficou com ele depois da escola, encostada no pé de manga e uma formiga entrou nas suas calças e picou a sua bunda. – Agradeci silenciosamente pelo que Marcella tinha feito, sem contar que a historia era ótima, mesmo Rafaella não tendo gostado tanto assim, conversar com Marcella me rendia muito mais historias hilárias de Rafaella.
...
Depois da noite de ontem, a manhã de domingo foi tranquila. Fomos dormir com o dia já amanhecendo o que nos levou a acordar tarde, como é tradição que o almoço de domingo seja servido mais tarde, não havia presa para fazer a comida. Eu, Marcella, minha sogra e uma tia de Rafaella ficamos encarregadas da comida que saiu já era por volta de três horas da tarde, almoçamos todos juntos e apenas curtimos a preguiça que um domingo fim de tarde pede. Era por volta de sete horas da noite quando começamos a arrumar nossas coisas para ir embora, nosso vôo estava marcado para as dez horas e teríamos que nos apressar. A despedida foi cheia de emoção, mas eu e Rafaella prometemos que voltaríamos em breve e essa era uma promessa que eu pretendia cumprir, nos despedimos de todos e Tato nos levou para o aeroporto, hora de voltar para a loucura que era São Paulo.
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Once Upon a Time
FanfictionNa vida descobrimos que nem todo conto de fada se inicia com o famoso "Era uma vez" e nem termina com o "Viveram felizes para sempre", descobrimos que toda história tem um começo um meio e um fim e que nem sempre é como desejamos. Aprendemos que nã...
