POV. Derek
Suspirei. Não queria discutir com Meredith, mas ela tinha de entender que não pode andar à chapada com as pessoas. Ainda por cima ela sabe que Molly, para além de ser sua irmã, é uma investidora da empresa.
Eu quero ficar do lado dela, mas a empresa está a precisar do dinheiro.
Molly apareceu ao meu lado. A sua bochecha estava num tom de roxo.
-Precisas de por gelo. Tenho uma pomada em casa que vai fazer passar isso rápido.
-Podemos passar lá agora? Não quero ficar aqui...- disse que sim e fomos até ao meu carro. Dirigi até casa e entrámos. Enquanto fui buscar o gelo e a pomada, ela desapareceu. Procurei e encontrei-a dentro do quarto de Leah.
-Não entendo como consegues viver com ela. É uma selvagem mal educada. E a forma como ela defende aquela criança...- ela veio na minha direção e passou uma mão pelo meu peito. Arquei a sobrancelha, o que raio ela estava a fazer?
-Trouxe o gelo e a pomada.- ela estava a fazer-se a mim?
Pegou no gelo e colocou na cara. Ela passava os olhos por todo o meu corpo, o que me estava a deixar um pouco desconfortável.
Ficámos ali alguns minutos até que ela voltou a pronunciar-se.
-Podíamos sair daqui e podias talvez mostrar-me o teu quarto... Crianças órfãs não são um bom ambiente.- pela primeira vez desde que Leah nasceu, senti raiva por falarem dela. Agarrei no braço dela a apertei-o.
-Ela não é órfã, eu sou o pai dela. E se voltas a falar assim dela ou da Meredith, vamos ter problemas.- ela olhava-me indignada.
-Não sei se estou interessada em continuar a trabalhar consigo...
-Ainda bem, não gosto que a minha empresa esteja associada a vadias como tu. Podes sair da minha casa.- ela deixou a pomada, mandou-me com o gelo à cara e saiu.
Olhei à volta pelo quarto. Meredith realmente trabalhou tudo ao pormenor. Vi uma foto na cómoda perto da porta. Era uma foto dela e de Sofia. Suspirei e saí, voltando para o hospital.
POV. Meredith
Não via Thatcher à quase uma hora, neste momento devia estar em algum beco a embebedar-se.
Bailey veio ter connosco.
-A tua mãe teve uma paragem cardíaca, e as drogas que ela usou, fizeram com que o seu coração ficasse com alguns danos. Ela precisa de cirurgia, mas recusa-se. Tu estás encarregue de tomar as decisões médicas dela, por isso, está nas tuas mãos.- Bailey foi embora e eu voltei para o quarto. Mark e Lexie ficaram à porta.
-Se vens aqui tentar com que eu faça a cirurgia, podes ir embora.
-Não acho que recusares a cirurgia é o que queres fazer...
-Aparentemente o que quero não importa. Onde está o Thatch?
-Não sei... Podemos focar-nos na tua saúde?
-Vale a pena falar algo? Não sou eu quem decide. Tu és a pessoa que faz todas as decisões. És tu quem manda.
-Achas que eu gosto de tomar estas decisões? Achas que é engraçado receber chamadas do lar a perguntar se eu estava a pensar dar um bónus à enfermeira que trata de ti todos os dias? Mas eu tenho de o fazer, porque tu conseguiste afastar toda a gente de ti, e eu sou a única que ainda está aqui, então eu tenho de me chegar à frente e fazer tudo. Ainda consigo ouvi-te dizer que eu nunca iria ser ninguém, que sou mais uma.- neste momento uma lágrima escorrer pelo meu rosto.
-O que te aconteceu? És uma Grey...
-Queres saber o que me aconteceu? Tu aconteceste. O Thatcher aconteceu. Vocês nunca estavam lá, eu raramente vos via. Vocês nunca tomaram conta de mim, mas eu tenho de tomar conta de vocês...
-Então deixa-me recusar a cirurgia e não precisas de tomar mais conta de mim. Eu vou ficar bem...
-Não...
-Porque?
-Porque matar a minha mãe, não vai ser uma coisa que irei juntar à lista de coisas que me aconteceram. Tu vais fazer a cirurgia e depois é contigo. Estás por tua conta.- Quando saí do quarto, Derek estava juntamente com Lexie e Mark.- Podem prepara-la para a cirurgia.- voltei a sentar-me nas cadeiras. Não demorou até que Ellis estava na maca preparada para o bloco. Ela parecia mais frágil que antes.
-Lexie, desculpa por não estar lá para ti.- ela tinha um tom de tristeza na voz, como se estivesse a despedir-se.- Meredith. Desculpa por te ter deixado e à tua irmã. Procura por esta casa, eles têm algo que vos pertence.- ela deu-me um papel pequeno, enrolado.- E Meredith, tu és extraordinária...- ela agarrou a minha mão, por alguns segundos, e depois levaram-na embora.
Se ao menos soubesse que talvez aquela fosse a última vez que a veria... Talvez tivesse dito alguma coisa, talvez tivesse gritado tudo o que queria dizer ou tivesse dito que a tinha perdoado por tudo o que ela tinha feito.
Nunca achamos que a última vez que vimos uma pessoa vai ser a última vez. Pensamos sempre que teremos mais oportunidades. Nós achamos que teremos o tempo todo do mundo, mas não temos...
Olá olá!
O que será que está naquele papel? Vamos ter uma surpresa nos próximos capítulos! 🤭
Obrigada por tudo. ❤️
Um beijo!
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A cuidadora
FanfictionO poderoso Derek Shepherd, presidente das empresas Shepherd, vê-se com um bebé, depois de um caso de uma noite. Meredith, criada à volta de álcool e drogas, precisa urgentemente de emprego para ajudar os seus pais. Poderão ajudar-se um ao outro, ou...
