O poderoso Derek Shepherd, presidente das empresas Shepherd, vê-se com um bebé, depois de um caso de uma noite.
Meredith, criada à volta de álcool e drogas, precisa urgentemente de emprego para ajudar os seus pais.
Poderão ajudar-se um ao outro, ou...
POV. Meredith -Acho que encontrei Mer!- Amy saiu de baixo de um monte de roupa que estava espalhada pelo chão do quarto. Ela tinha um vestido lindo na mão. -Perfeito!- fui tomar banho e depois de secar o cabelo, prendi-o num rabo de cavalo alto. Amelia ajudou-me na maquilhagem e vesti o vestido. Adorei o look final, tínhamos arrasado! Ouvi o carro de Derek parar na entrada e sorri, iria ser interessante ver a sua reação. Amelia, já percebendo a razão do meu sorriso desmanchou-se a rir. -Ele vai ter um AVC...- rimos juntas e depois de mais um olhar do espelho, descemos. Estava quase na hora de Finn vir buscar-me, por isso não queria perder tempo. Tinha de mostrar o que Derek perdeu.
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Desci as escadas e encontrei-o no sofá, esparameirado, com a gravata afrouxada e a pasta num canto da sala. Assim que ouviu os meus saltos no chão da sala, abriu os olhos. Quase se engasgou. Eu apenas continue como se ele não estivesse ali e fui buscar o meu telemóvel que se encontrava na mesa da sala. Ele seguia todos os meus movimentos. -Tudo bem com o cabelo? -Sim. -E o batom? -Perfeito.- ouvi os passos dele e Amelia teve de olhar para o chão, para esconder o riso. -Vais sair?- ele andou até à irmã, ficando de frente para mim. -Não que seja da tua conta, mas por acaso vou. Tenho um encontro.- olhei para o meu telemóvel. Era Finn, disse que estava aqui à porta. Mandei-o tocar à campainha. Isto seria muito bom de assistir. A campainha tocou.- Por falar em encontro. O meu par chegou...- Maria abriu a porta e Finn entrou. Ele estava muito elegante, com um terno cinzento e uma camisa branca. O olhar de Derek escureceu assim que pôs os olhos em Finn. Ele aproximou-se de mim e deu-me um beijo na bochecha. -Estás linda Mer.- agradeci e pelo canto do olho vi Derek ficar vermelho de raiva. Para melhorar a festa, Renee chegou naquele momento. -Não sabia que tínhamos visitas...- ela vinha com um sorriso no rosto, mas assim que viu que eu era a visita, o sorriso morreu. O sentimento é o mesmo bruxa dos infernos... -Bom, vamos andando, não quero perder a noite. -Divirtam-se!- Amy levou-nos até à porta. -Lembra-te, tu não és fraca, és maravilhosa e ela não tem poder sobre ti.- ela sorriu com as minhas palavras e abraçou-me. Assim que a porta de fechou, fui até ao carro, onde tinha o cavalheiro de Finn, com a porta aberta para eu entrar. O encontro estava a ir maravilhosamente bem. O lugar era lindo e a comida maravilhosa. -Eu gosto muito de ti Mer. Não me sentia assim desde que a minha esposa faleceu.- sabia que falar dela era difícil para ele. Engoli em seco. Ele era maravilho e eu... -Finn, tu és um homem maravilhoso e eu... Se soubesses da minha família e com quem eu tenho dormido recentemente, talvez seja tudo demais para aguentares. -A minha mãe morreu, ela teve cancro quando eu tinha 10 anos. Ela sofreu por muito tempo e o meu pai sofreu com ela. O que o deixou paralisado em frente a uma televisão com uma garrafa de uísque no colo, desde que ela se foi. A última mulher com quem dormi foi a minha esposa, mas ela morreu também. O acidente fez com que ela falecesse logo, por isso sei que ela não sofreu.- ele levou a sua mão para a minha bochecha.- Mas eu começo a achar que a minha sorte mudou desde que te conheci, porque tu gostas de cães e cirurgias. Todos temos cicatrizes do passado Mer...- ele aproximou-se e beijou-me. Talvez não fosse assim tão mau seguir em frente. O resto do encontro foi entre beijos e descobertas um do outro. -Aqui estás, entregue.- tínhamos combinado não dormir um com o outro até nos conhecemos bem. Eu começava sempre com sexo e depois estragava tudo e eu não quero estragar isto com Finn. -O jantar estava delicioso e a companhia foi ótima. Diverti-me imenso Finn. -Eu também Mer. Vemo-nos amanhã? -Sim.- beijei-o e ele foi embora. Abri a porta devagar e tirei os saltos. Não é que fosse tarde, mas não queria acordar ninguém. Mal eu sabia o que me esperava. Quando acendi a luz, quase tive um AVC. Derek estava na cozinha, sentado a beber um café. Ele teve sorte, porque quase lhe atirei com um salto à cara. -Como foi o encontro? -Ótimo.- já que estava ali, fui buscar uma água. -Então tudo aquilo entre nós... foi só uma fase? Quem vai ser o próximo? O Owen? O Mark? Sabes ele gosta de dormir com qualquer uma, vocês têm isso em comum.- isto não estava a acontecer. Sem pensar, puxei a minha mão atrás e dei na cara dele com toda a força que tinha. -Tu não tens o direito de me chamar de vadia. Quando eu te conheci, achei que tinha encontrado a pessoa com quem iria dividir o resto da vida. Nada mais importava, por isso, todos os outros homens, todos os problemas de família, quem se importava com isso? Não importava mais. Foste tu quem me deixou. Tu meteste-te na cama com a Renee, tu é que estás noivo e nunca me disseste. Eu estou bem de novo e não peço desculpas pela forma como me recompus depois que me deixaste. Por isso não, não tens o direito de me chamar de vadia.- ele ouviu tudo calado e eu apenas virei as costas. Deixar algo ir é a parte fácil, o problema é seguir em frente. É essa parte que é dolorosa. Por isso é que nós lutamos e tentamos que as coisas se mantenham iguais, mas as coisas não podem manter-se sempre iguais. Em algum momento, temos de deixar ir e seguir em frente. Porque não importa o quão doloroso seja, é a única forma de crescermos...
Olá olá! Acham que o Derek vai deixar as coisas assim tão facilmente? Um beijo!