Caminhada para a morte

391 43 13
                                        

POV. Derek
Aquilo não batia certo, era óbvio que Renee estava a obrigar Meredith a dizer aquilo.
Se ela encostar um dedo sequer na Mer ou no meu filho, eu mato-a com as minhas próprias mãos.
Liguei a Lexie e depois para a polícia.
Encontramo-nos em casa de Callie, porque ela estava lá com as meninas. Mark, Cristina, Owen, Jo, Alex, Amelia, Link, Addison, Jake e Arizona estavam lá também, todos queríamos ajudar Meredith.
-Mas o que ela disse exatamente?- Cristina e Lexie eram as mais caladas, provavelmente não sabia cooperar com o que estava a acontecer e eu não as censuro.
A polícia não foi grande ajuda, só quando ela estiver desaparecida por 48 horas é que podem começar as buscas, nem mesmo o facto dela estar grávida muda isso.
-Ela disse que ia sair do país e para que eu não a procurasse. E quando perguntei sobre Renee, ela disse que não tinha nada a ver com ela.
-Preocupa-me o facto do bebé poder nascer a qualquer momento... Sabe-se lá em que condições ela está e se está a ser bem tratada por ela...- Addison andava de um lado para o outro com Jake a tentar acalma-la.
Eu tentava lembrar-me de algum sítio que Renee tivesse falado, alguma coisa que nos pudesse ajudar, mas não conseguia lembrar-me de nada.
-Tio Alex, onde está a mamã?- Zola apareceu na sala. O que iríamos dizer? Todos ficámos em silêncio, sem saber o que dizer.
-Zozo, hum... a mamã teve de fazer uma viagem inesperada, por isso ela não te levou.- Lexie foi quem se chegou à frente.- Mas ela vai estar de volta assim que puder. Enquanto isso, vais ficar com a tia Lex e o tio Mark? O que achas, pode ser?
-Está bem. Mas eu posso falar com ela? Tenho saudades dela e quero dizer-lhe que a amo...- o meu coração apertou. E se nós nunca mais conseguíssemos saber onde ela está? E se ela tiver mesmo desaparecido? E se, Deus me defenda, Renee consiga executar o seu plano? O que vai ser daquela criança... O que vai ser de todos nós?
Acabámos por ir para casa e voltar a encontramos-nos pela manhã, para procurar-mos por Meredith.
Não consegui pregar olho toda a noite, a minha mente não conseguia parar de pensar em Meredith e no nosso filho. Ela deve estar tão assustada, mas eu sei que ela vai ser forte.
Levantei-me da cama e revirei todo o quarto. Todas as gavetas, malas, casacos, tudo o que era de Renee, eu revirei tudo na esperança de encontrar alguma pista. Quando não consegui, fui para o escritório. Ela costumava estar lá, talvez tenha guardado algo, mas a minha esperança foi-se perdendo enquanto as horas se passavam.

POV. Meredith
Renee apareceu com comida e acabou por se ir embora assim que escureceu, deixando-me sozinha naquele lugar.
Tentei levantar-me e analisar o local, até onde a corrente no meu tornozelo deixou. Pelas janelas, que estavam trancadas, percebi que estava no meio de um pinhal, o que não me ajudou de muita coisa.
Procurei em todas as gavetas na esperança de conseguir encontrar algo afiado para me libertar, mas como era óbvio, não encontrei nada.
Levei as mãos à barriga quando os chutes de Bailey se intensificaram.
-Eu sei meu amor, eu sei que está na hora do teu momento com o papá...- Derek falava e contava histórias a Bailey, todos os dias. Era a única forma de o acalmar e me deixar dormir.- Por favor bebé, precisas de cooperar comigo nisto. Eu preciso de dormir para tentar arranjar uma solução para voltarmos para casa.- escusado era dizer que isso não aconteceu. Ele não parou de chutar toda a noite.
2 semanas depois
Já não sabia o que era dormir à muito tempo e estava a dar em doida.
Utilizava as noites para tentar abrir o cadeado com um gancho de cabelo que encontrei perdido, mas até agora não tinha dado resultado. Olhei pela janela e deitei-me fingindo que estava a dormir.
-Acorda que temos muita coisa para fazer hoje!- alguns minutos depois, Renee aparece. Hoje não parecia ser o seu melhor dia.- Vamos fazer uma caminhada, o que me dizes?
-Para onde vamos?
-Logo vês quando chegarmos. Eu espero que vejas tudo rapidamente, porque não quero ficar lá muito tempo. Mas podes sempre olhar em volta enquanto morres.- engoli em seco quando senti uma dor na zona mais baixa das minhas costas. Não tinha a certeza, mas aquilo parecia ser uma contração. Decidi não dizer nada.- Eu sei eu sei, não esperavas que fosse tão cedo. Eu também não, mas ao que parece, os teus queridos estão a tentar encontrar-te e não podemos deixar que isso aconteça. Vou levar-te para um sítio muito especial.- ela baixou-se na minha à frente dando um sorriso psicopata.- Sabes a bastarda Shepherd... A mãe dela faleceu, coitada, tão nova...- eu não estava a acreditar... Ela... Ela matou a mãe da Leah?- Vai ser o sítio perfeito para matar mais uma amante do Derek.- ela foi até à sua mala e tirou uma arma, assim como umas algemas e um pano.
Ela colocou as algemas nos meus pulsos, o pano na minha boca e tirou a corrente do meu pé. Quando me consegui levantar, ela apontou a arma nas minhas costas.
-No caso de tentares alguma gracinha...- e assim começamos a caminhada para o final da minha vida.

Olá olá!
Mais um capítulo para vocês, porque são lindos e merecem! ❤️
Um beijo!

A cuidadoraOnde histórias criam vida. Descubra agora