POV. Meredith
Eu não sabia o que fazer, não consegui reagir quando a vi ali. Será que ela aprontou um acidente? Ela tinha de ser muito louca ao ponto de fazer isso.
Eu tentei correr de volta para o carro, mas a minha barriga era grande de mais para ser mais rápida que ela, e infelizmente ela apanhou-me.
-Bons sonhos...- ainda tentei gritar, mas ela espetou uma seringa no meu braço e imediatamente adormeci.- Toca a acordar bela adormecida!- acordei com um balde de água em cima.
-Sua louca!- olhei ao redor. Estava numa casa de madeira, pequena e velha, que parecia ser no meio do mato. Ela estava a procura algo na mala e eu analisei o meu corpo. Suspirei mais tranquila, quando vi que estava tudo bem.
-Vais fazer uma chamada e ouve bem com atenção o que eu te vou dizer!- ela aproximou-se de mim e eu automaticamente me cheguei para trás. Eu não tinha medo do que ela poderia fazer comigo e sim com o meu filho, porque apesar de toda a raiva que ela tem por mim, um bebé meu e de Derek, deixa-a possessa.- Vais ligar para o teu querido amante e vais dizer que fugiste. Fugiste do país para um sítio qualquer e que nunca mais vais voltar. Para ele não te procurar ou ligar.
-Ele não vai acreditar em mim...
-Diz que não o amas, que foi tudo um esquema, não me interessa o que inventas...- ela tirou uma arma de trás das costas e pressionou-a contra a minha barriga saliente. O meu coração apertou-se quando senti o cano frio em contato com a minha pele.- Mas é bom que sejas convincente, porque se ele vier atrás de ti... Quem paga vai ser este aqui.- ela pressionou ainda mais a arma contra mim e eu senti Bailey chutar. Ele estava a ficar agitado e eu tinha de me manter calma para que não acontecesse nada de mal, não tínhamos um bom histórico com stress.
-Renee, eu posso tentar, mas eles nunca vão acreditar que eu fugi do país sem a minha filha...
-Diz que não tiveste tempo de pegar na bastarda e que a deixas com a tua irmã, inventa qualquer coisa, mas não me tires a paciência!- ela marcou o número e colocou o telefone em voz alta.- E sem gracinhas...- o telefone chamou três vezes até que Derek atendesse.
-Estou sim?
-Derek, sou eu.
-Oh Deus, Meredith... Estás bem, onde estás? Ela fez-te alguma coisa, estás ferida?- tive de controlar-me para mão começar a chorar quando ouvi a sua voz de preocupação.
-Eu estou bem. Nós estamos bem, ou pelo menos vamos ficar.
-Do que estás a falar, Mer que voz é essa?
-Eu sai do país Derek, já estou bem longe de Seattle.
-Mer, foi ela não foi? Ela está a obrigar-te a dizer estas coisas? Diz-me onde estás amor, eu vou aí...- não fui capaz de controlar as minhas hormonas e o choro veio com tudo. Renee fez-me sinal para não estragar tudo.
-Não, ela não está comigo. Não tem nada a ver com ela.- respirei fundo.- Eu fugi Derek, não quero ter mais nada a ver contigo.
-Como assim fugiste Meredith, e a Zola? Nós estávamos bem hoje de manhã, do que raio estás a falar?
-A Zola vai ficar com o Mark e com a Lexie, eles vão cuidar bem dela. E eu não podia deixar que suspeitasses de nada, por isso tive de fingir que estávamos bem.
-Mer... Por favor, diz-me onde estás... Eu sei que isso não é verdade, eu amo-te e eu sei que tu me amas.- o meu coração apertou com aquilo que tive de dizer a seguir, mas sabia que ele não iria parar até ouvi-me dizes isto. Ele ficaria magoado, mas iria passar.
-Eu não te amo Derek, nunca amei, foi tudo um acto. Não me procures, não me ligues, não faças nada. Eu e o Bailey vamos ficar bem... longe de ti.
-Mer...- ouvi-o a chorar no outro lado da minha e o meu coração partiu-se em pedaços. Eu só queria poder abraço-lo e dizer que tudo iria ficar bem.- Não digas isso... Eu sei que não é isso que sentes...- o choro dele intensificou-se e eu já não conseguia controlar as minhas lágrimas.- Por favor meu amor, não me deixes...- eu não tenho escolha... Era o que eu queria dizer, mas em vez disso.
-Adeus Derek...- ela desligou a chamada e retirou a arma da minha barriga. Suspirei aliviada e limpei as restantes lágrimas do meu rosto.
-Vês, não foi assim tão difícil. Só precisavas de um incentivo.- ela tentou tocar na minha barriga, mas desviei-me.- Huuu, mamã protetora... Devo dizer que quase chorei ao ouvir a vossa conversa de apaixonados. Tão intenso, tanto amor envolvido... Uma pena mesmo, teriam feito uma linda família...- ela pegou nas chaves do carro e caminhou até à porta.- Vou sair, buscar alguma coisa para comeres. Apesar de te querer matar, não é já e também não sou assim tão insensível...- desviei a cara, não queria que ela visse como me estava a afetar.- Não tentes fugir...- ela começou a gargalhar e olhou para o meu tornozelo, que estava preso com uma algema.- Não é como se conseguisses, enfim as piadas! Ah e não tentes gritar por ajuda, não passa aqui ninguém, nunca, não sou assim tão burra.- ela abriu a porta para sair.- Volto mais tarde companheira de casa!- assim que ela fechou a porta mandei um copo que tinha ali perto contra a parede.
Isto não podia ser o meu fim, eu não iria morrer nas mãos naquela bruxa... Ou iria?
Olá olá!
O pobre não tem um minuto de paz. 😂
Como estão do vosso estoque de ódio? Abasteçam-no, vão precisar.
Será que a bruxa vai conseguir o que quer? Ou irá Derek descobrir o paradeiro de Meredith?
Um beijo!
VOCÊ ESTÁ LENDO
A cuidadora
Fiksi PenggemarO poderoso Derek Shepherd, presidente das empresas Shepherd, vê-se com um bebé, depois de um caso de uma noite. Meredith, criada à volta de álcool e drogas, precisa urgentemente de emprego para ajudar os seus pais. Poderão ajudar-se um ao outro, ou...
