(19) lonely

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Minha cabeça doía, demorei bastante para conseguir abrir os olhos, olhei ao redor e não reconheci o lugar, era um cubículo com paredes brancas e uma privada, sem camas ou colchões, muito menos janelas, o chão o qual estou deitado estava imundo, a iluminação também era péssima.

Mexo minha mão e me arrependo logo em seguida, ela doía bastante, a mesma estava enfachada. Logo me lembrei dos acontecidos.

- Droga - Falo para eu mesmo.

Eu devo estar na solitária ou algo do tipo. Me sento no chão e observo mais o local, logo vi algumas garrafas de água em um canto da parede, ando até lá percebendo que minha boca está mais seca do que o deserto.

Abro uma garrafa e tomo todo o seu líquido de uma vez, mas logo me arrependo pois as cenas a seguir são de eu vomitando na privada.

- Ótimo - Falo ao ver o mundo girar em minha volta, minha pressão baixou.

Todo o meu tempo aqui se presumiu a isso, tentar tomar a água enquanto tudo girava e ficava preto.

Tudo começou a girar, girar, girar foi ai que eu falei: Berenice segura, nós vamos bater.

Depois de algum tempo abriram uma pequena portinha por onde passaram a comida, com pressa peguei a bandeja e rapidamente comi aquilo que me serviram, não me importei com o cheiro e nem com o gosto, apenas torci para aquela comida ficar em meu estômago.

Horas se passaram até que a próxima refeição fosse dada a mim, era igual a outra, acho que é macarrão com cane, a cela é muito escura, não consigo identificar bem as coisas.

Minha cabeça não parou de doer nenhum instante. Será se eu pedi um Dorflex eles me dão? Uma Dipirona, paracetamol, qualquer coisa!

A porta de ferro foi aberta, e uma súbita luz se alastrou pela cela, coloquei o braço na frente dos meus olhos, tentando tampar a a claridade.

- Vejo que A Bela adormecida acordou, vamos! Saia logo! - Um homem fala, provavelmente um guarda.

Ele me puxou pelo braço antes que eu pudesse me levantar, pelo menos ele não me arrastou por ai, somente me ajudou a ficar de pé e a sair daquela cela mórbida.

- Se você sair da linha vai parar aqui de novo - O guarda fala.

Não respondo, apenas contínuo calado e de cabeça baixa.

- Siga o corredor - E assim ele me soltou.

Faço o que ele disse, fui andando por aquele corredor me apoiando nas paredes. Vi alguns presos transitarem por ali, ignorando o moribundo, vulgo eu. Logo cheguei a cela que eu queria, adentrei a mesma encontrando o ruivo em pé, ele me encarou surpreso e logo veio ao meu encontro, e surpreendentemente ele me abraçou, retribuir meio sem entender.

- Eu preciso me sentar - Digo fazendo Hoseok me ajudar a sentar na cama de Yoongi.

- Na onde esteve? - O ruivo pergunta.

- Aparentente na solitária - Respondo.

- Meu Deus! - Ele fala surpreso.

- Era quase como um hotel cincos estrelas, tirando as estrelas - Falo me deitando cama, sem me importar se o Min iria reclamar ou não.

- Você some por três dia e ainda faz graça?! - Hoseok parecia abismado.

- Três dias? Mas eu só acordei agora - Falo.

Como assim eu fiquei todos esses dias lá?

- Então você ficou desmaiado a maior parte do tempo? - Perguntou.

- Pelo visto - Respondo.

- O que você fez pra ir parar lá? - Pergunta.

- Arrumei uma pequena confusão - Prefiro não entrar em detalhes.

- E o que aconteceu com sua mão? - Faz mais uma pergunta, olhando para minha mão enfachada.

- Ela também estava no meio da confusão - Digo e sorrio de lado ao mesmo tempo que Hoseok revira os olhos.

- Não vai me contar mesmo o que rolou? - Hoseok cruza os braços.

- Não - Respondo e fecho os olhos. Mesmo que eu tenha estado desmaiado a maior parte do tempo, meu corpo ainda está cansado

O ruivo ficou calado por alguns momentos, então eu pude ouvir passos pela cela, mais alguém havia entrado aqui, rapidamente abro meus olhos, à tempo de ver Yoongi parado ao lado da cama, me encarando.

- Eu não vou sair da sua cama - Falo antes que o mesmo fosse reclamar comigo.

O tatuado me pegou pelo colarinho e me puxou para cima, até que eu estivesse sentando.

- Por onde esteve loirinho? Tá louco de sumir assim?! - Pergunta visivelmente irritado, estava com a mesma cara antipática de sempre.

- Saudades? - Pergunto e tombo a cabeça para o lado.

- Eu não - E me jogou de volta na cama.

- Admite - Digo e me deito de lado, apoiando meu cotovelo na cama e minha cabeça na mão.

- Ele esteve preocupado com você - Hoseok fala e eu vejo o Min ficar com as orelhas vermelhas.

- Sabia que você me ama - Digo e mando um beijo para o mesmo.

- Quem esteve preocupado com você foi essa manteiga derretida aqui, não eu - Falou se dirigindo ao ruivo.

- Ok, vamos fingir que você continua o mesmo Sr° bloco de gelo de sempre - Digo e ele revira os olhos.

Voltei a fechar os olhos e me virar na cama, o sono já ia me arrebatando, mas antes pude ouvir Hoseok contar o que ouve comigo para o tatuado, o último citado não me fez perguntas. Impressionante como esses dois são tão diferentes, mas pelo visto eles se completam. Bem, meus olhos ficam casando e a escuridão vem.


Hey mochis💜

Jimin representa nós brasileiros, tirando sarro da própria desagra.

In the penitentiaryOnde histórias criam vida. Descubra agora