Me afastei depois de dizer aquilo, droga você estragou tudo Victoria. Allan me olhou assustado, claro não è todo dia que isso acontece, me sentei ao lado de Debora que era a mais animada da festa.
— Aaaah olha essa roupinha.
Ela disse abrindo a caixa de embrulho.
— Minha sobrinha vai ficar muito linda.
Sorri vendo o macacão lilás.
— Fui eu.
Blair disse levantando a mão.
— Achei mesmo que você fosse gostar.
Assenti.
— Eu amei demais. Agora abre esse Debora.
Apontei para uma caixa que tinha ali.
— Aaaaaaaaaah olha esse sapatinho.
Ela fez um biquinho.
— Eu preciso que ela nasça logo.
— Onde raios fui arrumar uma amiga assim.
Sussurrei olhando para o chão.
[...]
Fechei a porta assim que o último convidado foi embora, aquele apartamento estava uma bagunça, havia papel de parede na casa toda, o sofá estava cheio de roupinhas, mamadeiras, cobertor. Debora estava me olhando com os braços cruzados.
— O que foi ?
Franzi a testa.
— Vamos me conte...
Ela sentou no sofá parecendo estar impaciente.
— E não se faça de desentendida, eu sei muito bem o que aconteceu aqui.
— Debora do que você esta falando?
Falei pegando os presentes.
— Sobre você e meu irmão.
Senti minha barriga gelar.
— Vocês transaram, né?
Rolei os meus olhos.
— Claro eu estou grávida, não foi mágica isso.
falei como se fosse óbvio.
— Eu vou dormir.
Allan disse entrando na sala.
— Não demore para ir pro quarto.
Ele disse beijando a minha cabeça.
— Boa noite Dede.
Debora sorriu, assim que ele fechou a porta do quarto ela me olhou séria.
— Você acha que eu sou boba Victoria Green? Vocês dois estão transando a muito tempo.
Soltei uma gargalhada.
— Okay Debora.
Ela bateu palmas animada.
— Nós transamos duas vezes, mas porque essas gravidez não me ajuda.
Ela assentiu.
— Meu irmão que è um puta de um gostoso.
Gargalhei.
— Como foi?
— Debora pelo amor de Deus.
Rolei meus olhos.
— Foi um sexo comum.
Falei como se fosse óbvio.
— Eu sabia que ia rolar alguma coisa entre vocês dois desde o começo, eu sabia.
Ela sorriu maliciosa.
— E vocês estão dormindo na mesma cama?
— Sim, porque não tem quarto de hóspedes, mas o sexo so aconteceu duas vezes mesmo.
— Victoria, se eu não te conhecesse a anos diria que está apaixonada.
Debora sorriu de canto.
— Não fala isso Debora.
Olhei para o chão.
— Qual è Victoria, já se passaram anos desde aquilo, você precisa seguir em frente e não ficar assim.
— Debora não quero falar sobre isso.
Suspirei.
— Você precisa parar de tentar fugir.
Rolei os meus olhos.
— Que coisa chata Victoria, ele voltou para a Coréia.
Arregalei os meus olhos.
— Faz duas semanas, eu não queria te contar assim.
— Contando que ele fique longe de mim.
Dei de ombros.
— Eu estou muito bem aqui em Los Angeles.
Ela assentiu.
— Eu sinto falta de transar.
Sorri vendo a cara de safada de Debora.
— Caralho que amigo gostoso hein.
Franzi a testa.
— O Lucas.
— Ele è um amor.
Sorri ao me lembrar do mesmo.
— Queria aquele gostoso na minha cama.
Ela disse mordendo os lábios.
— Nossa nem consigo imaginar você grávida, nem mesmo a piscina vai servir.
Sussurrei.
— Quando você transou na piscina?
Ela levantou a sobrancelha.
— Nunca.
Falei como se fosse óbvio. Debora me olhou séria.
— A eu estava com muita vontade.
— Nossa o que fizeram com a minha doce Victoria.
Ela balançou a cabeça negativamente.
— Eu vou dormir.
Beijei a sua bochecha.
— Boa noite minha doidinha.
— Boa noite senhorita taradona.
Ela piscou.
Eu realmente senti saudades dessa maluquinha. Abri a porta do quarto e Allan dormia profundamente, ele usava uma boxer branca e o lençol cobria apenas metade da sua perna, me aproximei sentando ao seu lado da cama, sua mão esquerda estava caída para fora da cama enquanto o seu peito descia e subia no ritmo da sua respiração calma. Sua boca estava entreaberta como se ele quisesse falar alguma coisa, Allan era maravilhoso em todos os sentidos. Talvez a maluquinha da Debora estivesse certa, mas eu não posso me entregar porque não quero me machucar de novo, eu ainda não estou preparada para isso.
Fui até o guarda-roupa e peguei uma camiseta de Allan que ficava perfeita para dormir, depois me deitei ao seu lado na cama, senti Allan se mexer e sua mão foi até a minha barriga se pousando ali, virei o meu rosto mas Allan ainda estava dormindo, ele parecia um anjo daquele jeito, fechei os olhos e em pouco tempo dormir.
[...]
Acordei sentindo a chuva cair do lado de fora, abri os olhos lentamente e Allan já não estava mais na cama, me levantei e abri a porta indo até a sala, Debora e Allan estavam assistindo um filme que parecia ser engraçado por causa das risadas.
— Caralho Dede para de pegar o meu pão.
Allan disse serio.
— Se quiser tem na cozinha.
— Não tem não...Porque você comeu tudo.
Debora cruzou os braços.
— Que saco para de ser gordo.
— Sou mesmo.
Allan deu de ombros.
— Bom dia.
Sorri me aproximando.
— Falando em gente gorda.
Allan sussurrou.
— Bom dia Bolão.
— Já disse para não me chamar assim.
Falei séria.
— Eu amei.
Debora sorriu.
— Vou te chamar assim sempre, Bolão.
— Hey, esse apelido è meu.
Allan falou como se fosse óbvio.
— Inventa um para você.
— Para de der egoista.
Allan negou.
— Além de ser gordo è egoista também.
— Debora vai ver se estou na esquina.
Allan disse saindo da sala.
— Acho que ele ficou bolado.
Ela sussurrou.
— Também não transaram ontem.
Debora sorriu.
— Pirulito.
Sorri animada ao ver Allan chupando um pirulito que parecia estar delicioso.
— Eu quero.
— Oh caralho, eu não posso nem comer em paz.
Ele disse me entregando.
— Eba.
— Você parece ser uma criança não pode ver nada que ja quer.
Allan rolou os olhos sentando no sofá.
— Só queria chupar.
Dei de ombros, Allan sorriu malicioso.
— Hummmm acho que estou sentindo um clima.
Debora disse olhando a televisão.
— Se liga Debora.
Allan disse sério.
[...]
Terminei o banho e me enrolei na toalha saindo do banheiro, Allan estava sentado na cama concentrado em alguns papéis, abri o guarda-roupa e peguei uma calça moletom e a regata, voltei para o banheiro e me troquei rapidamente.
— O que você esta fazendo?
Falei penteando meu cabelo, Allan me encarou.
— Coisas de trabalho, amanhã tenho uma cesariana.
Ele voltou a olhar para o papel.
— Hum, eu estaca pensando e seria muito bom eu fazer o seu parto.
Arregalei os meus olhos.
— Qual o problema?
— Seria estranho.
Falei como se fosse óbvio.
— Claro que não, sou o seu médico e decido as coisas
Soltei uma gargalhada.
— E sabe de uma coisa ?
Allan levantou se aproximando.
— Eu quero muito te beijar.
Sorri olhando para o chão.
Senti seus dedos levantar o meu rosto e agora os nossos olhos estavam fixo um no outro, Allan se aproximou juntando os nossos lábios em um beijo calmo, fechei os olhos arranhando de leve a sua nuca, senti o mesmo sorrir entre o beijo e isso fez a minha barriga gelar e as minhas mãos suarem, odiava esse efeito que ele causava em mim.
— EU SABIA.
Debora gritou abrindo a porta.
— EU SABIA QUE VOCÊS ESTAVAM SE PEGANDO
— Nossa ela descobriu nosso maior segredo.
Allan disse debochado.
— Acho que estou amando vocês dois.
Ela fez biquinho.
— Eu também estava até você chegar.
Allan revirou os olhos.
— Que coisa mais chata, eu acho que você precisa de sexo para melhorar o seu humor um pouco.
Allan me olhou com um sorriso nos lábios.
— Nossa Victoria te chamou para o sexo em.
— Você não cansa não Debora?
Ela negou sorrindo.
— Eu amo isso.
A mesma disse saindo do quarto.
— Bebê, err...
Allan colocou a mão no bolso da bermuda.
— Quer sair comigo hoje ?
Sorri sentindo a minha bochecha corar.
NÃO ERA TALVEZ, DEBORA ESTAVA COMPLETAMENTE CERTA...EU ESTOU PERDIDAMENTE APAIXONADA, MAS DESSA VEZ ESPERO QUE DE CERTO.
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Aftermath of a night!
RomanceUma festa. Uma consequência. Victoria Green. Allan Jeon. OBSERVAÇÃO: Eu estou reescrevendo essa história, a original se chama "Até as últimas Consequências". Eu li essa fanfic a alguns anos atrás, e até hoje è uma das minhas preferidas. Eu decid...
