Quer se casar comigo?

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P.o.v autora
  Eu estava lendo quando meu celular apitou e eu vi uma mensagem de um desconhecido e ao abri – lá estava escrito:
- Se você pensa que se livrou de mim você está muito enganada Stella, é bom  se encontrar comigo ou vai se  arrepender... Me encontre onde deixei a Bianca em cativeiro
                                                         Ass: Rafael
  Pulei da cadeira que eu estava, eu não acredito que ele conseguiu fugir da prisão, eu achei que eu estava livre dele para sempre, a Margot viu meu semblante preocupado e falou:
- O que ouve meu amor?
- O Rafael deu o ar da graça.
- Mas ele não estava preso?
- Pelo visto ele escapou da prisão.
- E o que ele quer?
- Que eu o encontre onde foi o cativeiro da minha filha.
- Terei que ir... Mas dessa vez eu irei resolver isso de umas vez por todas.
- O que você está pensando em fazer?
- Ainda não sei... Mas que vou acabar com a vida dele isso eu farei.
- Quero ir com você.
- Melhor não... Quantos menos pessoa souber melhor.
- Vou aguardar notícias suas.
- Está bem... Vá ao hospital e fique do lado das minhas meninas, isso já vai ser de grande ajuda.
- Ok meu amor
  Dei um selinho nos lábios dela e segui até o endereço de onde a Bianca foi torturada, mas antes me preparei pro que eu iria fazer a seguir, passei numa loja e eu peguei uma luva descartável e um aparelho de choche, já pronta eu fui até lá, são chegar no endereço vi que ele não havia chegado ainda, aproveitei que eu cheguei antes e me escondi, fiquei esperando duas horas até que a porta do galpão foi aberta e eu o vi de costas para mim, aproveitei o que ele estava distraído, coloquei as luva para não deixar nenhuma digital, peguei o aparelho e coloquei na potência máxima, assim que tocou na apele dele deu para ver os espasmos que estava tendo, eu só parei ao vê – lo cair no chão, ao ver que esse crápula estava inconsciente olhei ao redor e vi a cadeira e as cordas que ele usou para torturar minhas menina, agi o mais rápido possível até porque ele poderia acordar a qualquer momento, levei cerca de vinte minutos para coloca – lo na cadeira, assim que o fiz o amarrei bem forte para que não escapasse, esperei que o Rafael acordasse e assim que ele abriu os olhos eu falei:
- Quem diria que eu o pegaria primeiro.
- Me solte logo sua vagabunda
- Vai sonhando... Você nunca mais vai machucar a minha família.
- E o que vai fazer? Pelo que eu sei você não tem coragem de fazer algo contra mim.
- É o que pensa... Sabe onde você errou?
- Onde eu errei posso saber?
- Você mexeu com os meus bens mais preciosos, além de torturar a Bianca ainda teve a pachorra de estupra – lá.
- Eu amei cada segundo fazendo isso a ela... E assim que eu sair daqui eu irei atrás dela.
  Nessa hora o meu sangue subiu, dei vários tapas na cara dele, um mais forte que o outro, eu parei só quando ele estava quase inconsciente e falei:
- Você jamais irá machuca – lá novamente.
- E posso saber o que irá fazer?
- Você irá descobrir.
  A minha irá era tamanha que eu não pensei em mais nada, só fui socando ele até cansar e quando eu cansei passei a usar o aparelho de cheque, deixei na pior potência e usei várias vezes, os gritos dele ecoavam pelo galpão e nem assim eu parei, eu vi a vida dele indo embora até que ele deu um último suspiro e desfaleceu ali na minha frente, senti seu pulso para ver se seu coração ainda batia e eu não sentia nenhuma pulsação, depois que a adrenalina baixou eu tive a noção do que eu acabei de fazer com ele, virei para um balde e vomitei, eu não sabia o que fazer, no desespero liguei para a minha mulher, eu estava com o coração batendo mais forte que tudo, ela só foi atender no terceira vez que liguei para ela
- Amor eu...
- O que houve Stella? Faz mais de uma hora que não tenho notícias suas.
- Eu perdi a noção do tempo... Mas estou bem.
- Você me parece tensa, o que aconteceu?
- O Rafael está morto.
- Como assim?
- Eu o matei.
- Você está maluca? E agora o que vai fazer?
- Eu não faço a mínima ideia do que fazer?
- Espero que não tenha nenhuma digital sua no corpo.
- Não tem... Até porque eu sei luva para não deixar digital.
- Já que não tem nenhuma maneira de descobrirem que você o matou, liga para a polícia anonimamente.
- Acha que eu devo fazer isso.
- É o melhor a se fazer.
   Me afastei o máximo possível do galpão, assim que me vi em segurança tirei minha blusa de frio que eu estava usando e coloquei no orelhão para ligar para a 190, fui o mais breve possível, inventei um nome qualquer e assim que dei o endereço do lugar desliguei na hora, voltei para casa entorpecida por tudo o que  aconteceu, eu mal me dei conta de que cheguei lá, assim que entrei me vi sozinha, agradeci por dentro por não ter ninguém aqui, comecei a gritar tudo que estava entalado dentro de mim a anos, entrei no banheiro e me despi, liguei o chuveiro e deixei a água cair nos meus ombros, só aí consegui relaxar um pouco e as lágrimas foram caindo sem que eu percebesse, deixei que elas caíssem, assim que as lágrimas pararam de cair desliguei o chuveiro e meio entorpecida ainda peguei a primeira roupas que vi, me troquei as pressas e chamei um táxi para ir até o hospital, o caminho todo fui relembrando tudo o que houve momentos atrás, o motorista precisou me chamar várias vezes até eu escuta – lo, paguei ele e fui até o quarto da Bianca, eu estava quase na porta quando eu vi a única pessoa que se tornou meu porto seguro em momentos ruins, ela me viu e ao olhar para mim percebeu que eu não estava nada bem, nem precisei falar nada, a Má me levou para bem longe do quarto da minha filha, assim que paramos ela me abraçou apertado e eu chorei nos braços dela, assim que eu me acalmei falei:
- Eu matei ele. – falei com o semblante triste
- Se você não tivesse feito isso ele com toda a certeza iria atrás da Bianca.
- Eu sei... Então por que eu estou me sentindo tão mal?
- Porque você tem um bom coração... Eu sempre soube disso.
- Obrigada por sempre estar ao meu lado.
- Ainda vai ter que me aguentar por muito tempo ainda.
  Sorri para ela, selei nossos lábios com um selinho e já mais calma falei:
- Melhor irmos antes que estranhem minha demora.
- Melhor mesmo.
  Peguei na mão dela para me sentir mais confiante e seguimos até a porta do quarto da minha filha, antes de entrar respirei profundamente e abri a porta ao adentrar vi a Nica, minha filha, a Pimentinha, a Fe, o Victor, a Clara e a Clarinha e no colo da Bianca estava o meu neto, fiquei bem próxima a ela e falei:
- Qual o nome do meu primeiro neto?
- Ele se chama Phillip
- Posso pegar ele um pouquinho no colo?
- Claro que pode.
  O peguei no colo e aqueceu meu coração e isso me deu mais certeza de o que eu fiz foi para protege - los.
P.o.v Beatris
  Aproveitei que a Bianca estava bem acompanhada para por um plano em ação, que eu vinha arquitetando a algum tempo com a ajuda da mãe e da irmã dela, hoje eu iria pedir ela em noivado, pedi a atenção de todos os presentes, peguei um papel e comecei a  falar:
Meu amor
Achou que eu iria esquecer do nosso dia? Hoje faz exatamente um ano que nós namoramos e não há momento melhor que esse para dizer o que estou pensando, tem um ano que você me faz a mulher mais feliz do mundo, onde tivemos momentos de alegria, onde eu pude ver o nosso pequeno crescer dentro da sua barriga, passamos momentos tão bonitos onde eu me apaixonava mais e mais por você e não só por você e sim do Phillip também, eu não me vejo mais sem a sua companhia na minha vida, a vida fica sem cor sem te ter ao meu lado, eu te amo, amo seu sorriso, a forma que você me olha, ou como consegue saber como estou, ou como ama mousse de maracujá e aí se eu falar que é ruim kkkk, ou como você sempre  se importa comigo, ou a forma que faz carinho para eu dormir, as vezes que riamos juntas de alguma palhaçada que fazemos, bom o que eu estou querendo te falar agora você quer se casar comigo Bianca?
- Mas é claro que eu me caso com você Pimentinha.
  Peguei meu violão e comecei a dedilhar a algumas notas par começar a cantar a canção que eu escolhi para o momento:
Eduardo e Mônica
Quem um dia irá dizer que não existe razão
Nas coisas feitas pelo coração
E quem me irá dizer que não existe razão
Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade
Como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
Que tem uma festa legal e a gente quer se divertir
Festa estranha, com gente esquisita
Eu não tô legal, não aguento mais birita
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto só pensava em ir pra casa
É quase duas e eu vou me ferrar
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver um filme do Godard
Se encontraram então no Parque da Cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica era nada parecido
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes
De Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão
E, mesmo com tudo diferente
Veio meio de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia
Como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro e artesanato e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Em que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa
Que nem feijão com arroz
Construíram uma casa uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo
Tá de recuperação ah-ah-ah
E quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração
E quem me irá dizer
Que não existe razão
                                                   ( Renato Russo)
  Sempre que toco e canto me esqueço de onde estou até que escuto da Bianca:
- Você sempre me surpreendendo... Você cantou essa música para mim uma vez antes deu ir dormir.
- Não imaginei que você se lembrasse dessa música
- Mas é claro que me lembro.
- Faltou uma última coisa.
- O que?
Peguei a caixinha que estava no meu bolso da calça e o abri na frente dela, tem nossas alianças de noivado, tirei as nossas alianças de namoro e as substituímos, e selamos nossos lábios com um beijo e ao fundo ouvimos a algazarra que o pessoal estava fazendo.

O amor de BiancaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora