Como assim ela está grávida?

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P.o.v Autora

  Eu, minha mãe, a Nica e a Margot, fomos o caminho todo até o hospital em silencio, cada uma com seus pensamentos, chegando lá vi uma movimentação meio estranha no quarto da minha irmã, assim que entrei e vi o doutor perguntei:
- Tudo bem com a Bianca? – disse apreensiva
- Sim, só estamos fazendo os exames de rotina.
- E como ela está?
- Bem, mas que bom que chegaram, eu preciso mesmo conversar com vocês.
- Sobre o que?
- Do resultado de um exame de sangue que fizemos nela, deixa só eu terminar de examina – lá e conversamos.
- Vou esperar lá fora.
  Todas nós saímos do quarto e ficamos esperando o médico sair, levou mais ou menos uma hora para ele vir falar conosco, eu já estava com os nervos à flor da pele sem saber o que estava acontecendo, quando ele veio em nossa direção e disse:
- Pronto, agora podemos conversar.
- Mas o que houve?
- No exame de sangue da sua irmã consta que ela está gravida.
- Como é?
- O que você ouviu, ela está com quase um mês de gestação.
Nesse momento minhas vistas escureceram e fiquei tonta, minha namorada até tentou me segurar, mas fui escorregando de encontro ao chão, só conseguia ouvir ao fundo o meu nome ser chamado.
  Acordei na enfermaria do hospital, olhei ao redor e vi o médico analisando se eu estava bem, e me perguntou:
- Como você está?
- Estou bem, mas o que houve?
- Sua pressão baixou devido ao estresse que passou, e isso ocasionou seu desmaio.
- É sério que a Bianca está gravida?
- Sim.
- Já me sinto melhor, posso me levantar?
- Melhor esperar umas duas horas antes de tentar qualquer coisa.
- Está bem.
- Mais tarde venho ver se está bem.
  Essas foram as duas horas mais agonizantes que tive de esperar, se passaram tantas coisas na minha cabeça, sobre tudo que minha irmã passou e ainda por cima ela está gerando um filho do cara que a estuprou, fico pensando o que ela vai fazer quando descobrir, a Bianca vai ter que tomar uma decisão muito difícil, mas estarei ao lado dela independente de sua decisão, agora estava a coisa mais difícil de se fazer, como irei contar isso para a Beatris?
P.o.v Beatris
  Acordei com uma sensação meio difícil de se descrever, e a falta de notícias da Luisa era um mal pressagio, passei o tempo todo angustiada sem saber o que estava acontecendo, ouvi batidas na porta e ouvi a pessoa dizendo:
- Boa noite
- Oi Clara, tem notícias da minha cunhadinha?
- Por enquanto nenhuma.
  Aquilo estava muito esquisito, eu estava certa em me preocupar, mas o que será que pode ter acontecido, resolvi mandar mensagem para saber se estava tudo bem, assim que o peguei vi que estava sem bateria, mas não é possível, esse dia está se tornando cada minuto mais estranho, tentei voltar a dormir e nada do sono vir, olhei no criado perto da minha cama e o relógio mostrava que já era mais de uma da manhã, me assustei ao ver uma pessoa no quarto, nem eu sei o que vi, mas numa segunda olhada vi que era a Luisa, e ela falou:
- Me desculpa vir só agora, é que passei mal e precisei repousar na enfermaria do hospital.
- O que aconteceu?
- Recebi uma notícia inesperada e eu acabei passando mal.
- Está melhor?
- Estou.
- O que você descobriu que te deixou tão abalada?
- Quer mesmo saber?
- Quero, conta logo.
-A Bianca está gravida de quase um mês.
- Não é possível, você só pode estar me zoando.
- Bem que eu queria, mas estou falando a verdade.
- Eu vou matar aquele Rafael.
- Não vale a pena ir atrás dele, temos que cuidar dela.
- Eu sei, mas não posso deixa – lo sair impune assim.
- Você já tem a confissão dele, é só entregar para o delegado e ele se encarregará de tudo, e outra o que acha que minha irmã diria se eu deixasse você ir atrás dele?
- Acho que ela não ia gostar muito disso.
- Conhecendo o temperamento dela, estaríamos ferradas.
- Com toda certeza.
- Quando você terá alta?
- Amanha.
- Bom vou indo que minha mãe veio ver a Bianca.
- Tem certeza que é uma boa ideia?
- Não, mas ficarei de olho nela e caso eu perceba algo expulso ela daqui a pontapés.
- Conto com você.
- Até amanhã.

P.o.v Autora

Eu já estava ficando impaciente de esperar para ver minha filha e a Luisa que saiu e ainda não voltou até agora, se não fosse pela Margot eu já teria ido atrás de notícias por conta própria, mas tenho total consciência que não tenho esse direito, não depois do que eu fiz  Bianca, fico pensando se algum dia terei o perdão dela, tive que esperar mais um tempo até que eu a vi vindo para me levar ao quarto e eu falei:
- Até que enfim voltou.
- Já voltei não é mesmo?
- Sim.
  Entramos no quarto e eu a vi ali tão serena, mas ver que ela estava toda machucada doeu em mim, sei que em partes a culpa é minha dela estar internada, mas o que eu poderia fazer? E eu não sabia que o Rafael abusou dela, nunca irei perdoa – lo por isso, cheguei perto da cama dela e falei para ela:
- Eu não sei se está me escutando ou não, vim aqui para te dizer o quão arrependida estou por não ter tem defendido daquele crápula, sei que nada justifica o fiz a você e que talvez nunca me perdoe pelo fiz, mas quero que saiba que eu não sabia do abuso, e que se soubesse nunca tinha deixado acontecer, espero que um dia possa me perdoar por tudo.
  Me despedi dela com um beijo na testa, e segui até a porta onde a Lu estava e ela disse:
- Está mesmo arrependida do que fez? Ou isso é puro fingimento?
- Acha mesmo que eu faria algo assim?
- Depois do que fez a minha irmã não duvido de mais nada.
- Estou mesmo arrependida, me dê o benefício da dúvida.
- Ok, mas se acha que vou tirar os olhos de você, está muito enganada.
- Eu sei.
  Sai do quarto e fui atrás da minha mulher, ela estava conversando com a Nica enquanto não voltávamos, assim que me viu perguntou:
- Como foi lá?
- Foi tudo bem, apesar da Lu não acreditar muito que eu estou arrependida.
- De um tempo pra ela, até porque a irmã dela está internada.
- Eu sei, mas ela podia pelo menos me dar um voto de confiança.
- É compreensível, ela acha que você estava de acordo com o Rafael.
- Eu sei, bom vamos indo?
- Claro.
  Me despedi da Nica e seguimos nosso caminho, chamamos um taxi e fomos conversando amenidades até chegar no hotel, já passava das cinco da manhã quando chegamos lá, tomamos um banho para relaxar o corpo e nos deitamos na cama abraçadinhas até o sono vir.

P.o.v Beatris

Eu estava andando a cavalo como de costume quando me deparei com uma moça muito bonita, não conseguia tirar os olhos dela e por incrível que pareça ela fez o mesmo, nosso olhos se cruzaram e tive a sensação de que já a conhecia a muito tempo, nisso nem um minuto havia se passado, segui meu caminho a deixando para trás, cavalguei por um bom tempo, mas o tempo todo o rosto dessa mulher não saia de minha mente, voltei para casa anoitecendo, assim que entrei pela porta minha mãe avisou que teríamos convidados, e eu perguntei:
- Quem são eles?
- São sócios do seu pai.
- Ta bom, vou subir e me arrumar.
- Te espero aqui embaixo daqui meia hora.
- Está bem.
  Enquanto me arrumava ouvi a campainha tocando, mas nem me atentei a isso, coloquei uma roupa mais elegante por saber que eram sócios da empresa de meu pai, assim que desci a primeira pessoa que vejo é aquela moça que eu vi hoje mais cedo, me aproximei dela sem acreditar em como tenho sorte, eu passei a tarde toda desejando poder conhece – lá pessoalmente, parei de frente para ela e me apresentei:
- Boa noite, me chamo Beatris.
- Boa noite, eu me chamo Bianca e o moço ao meu lado é o meu marido.
  Olhei na mão esquerda dela e tinha uma aliança de ouro em seu dedo, quando ela viu que reparei no anel de compromisso, virou o rosto com o semblante avermelhado, tentei não me abater com a notícia de que a Bianca era casada, mas não pude deixar de ficar triste, deixei isso para lá e coloquei um sorriso no rosto e enquanto meu pai e o Rafael conversavam no escritório, a convidei para ir ao meu quarto e quando recebi um sim como resposta não pude deixar de sorrir, subimos em silencio, assim que adentramos em meus aposentos a ouvi falando:
- Muito bonito o seu quarto, é tão belo quanto a dona.
- O que você disse?
- Estou elogiando a sua beleza.
- Obrigada. – respondi envergonhada.
  Passamos umas duas horas conversando amenidades, até que o marido dela apareceu na porta avisando que iriam embora, me despedi dela dando um beijo no rosto e a abraçando apertado, o cheiro de seu perfume inebriou o ambiente, antes de vê – lá partir disse no ouvido dela:
- Quando iremos nos ver novamente?
- Quando tiver outra reunião de trabalho do meu marido.
- Espero que aconteça logo então.
- Digo o mesmo.
  Eu a vi partir e pensei:
- Não vejo a hora de ter outra reunião para poder ver o sorriso dela novamente.
  Os meses foram passando e nada da Bianca aparecer, já estava com saudades dela, o fim do ano já estava chegando, para ser mais exata amanhã seria natal, qual não é aminha surpresa quando ouço meus pais conversando e ela avisa para ela que o socio dele iria passar com a gente, dei pulos de alegria por saber que a veria novamente, coloquei o meu melhor vestido, queria impressiona -lá, deu sete horas da noite e eu ouvi a campainha tocando, nesse momento o meu coração acelerou, respirei fundo até me acalmar, estava descendo pelas escadas quando a vi e não pude deixar de notar que não tirava os olhos de mim, sorri por dentro por saber que havia alcançado o meu objetivo, cheguei perto dela e a beijei dos dois lados do rosto, e falei:
- Você está muito bonita Bianca.
- Obrigada, digo o mesmo para ti.
- Gostaria de conversar lá no meu quarto enquanto a ceia não está pronta?
- Adoraria estar em sua companhia.
  Subimos sem sermos notadas, até porque eles estavam conversando sobre o trabalho e nem notaram a gente, ela observou o meu quarto todo até que encontrou um caderno e na curiosidade me perguntou:
- Que caderno é esse?
- Eu escrevo poemas.
- Sério?
- Sim.
- Posso folheá – lo?
- Claro que pode.
  Enquanto ela lia meus poemas, meu coração acelerava, até porque é a primeira vez que alguém o lê, assim que viu a última folha pediu para eu ler em voz alta o ultimo que estava escrito que foi o que mais gostou, mesmo com vergonha li para ela:
Saudade
Ah saudade que bate no peito
Toda noite olho para a lua
Minha eterna confidente
Sabe dos meus maiores segredos

Das noites que lembrei de você
Das noites que chorei pela saudade
Das noites que sorri lembrando de ti
Das noites que falei de você

Ah saudade no peito
O que eu mais queria era te ver
Ter a chance de te abraçar
De conversar com você
E matar a saudade que sinto no peito
                                                                                               (Amanda Pimentel)
 
  Assim que terminei de ler, ela me perguntou:
- Aqui consta que esse poema foi feito um dia depois de me conhecer, ele é para mim?
- Você quer mesmo saber?
- Claro que quero.
- Sim, eu o escrevi para ti, mas jamais imaginei que você iria vê – lo algum dia.
- Mas por quê?
- Eu não posso me apaixonar por você.
- E por que não?
- Porque você é comprometida com o socio do meu pai.
- Então se eu não fosse a esposa do Rafael, você teria se apaixonado por mim?
- Sim.
  Fui até a janela e ela me abraçou por trás, nesse momento o meu corpo arrepiou todinho, não consegui olha – lá nos olhos, senti os seios dela nas minhas costas, e não pude deixar de suspirar e a Bianca perguntou:
- O que houve?
- Se você continuar a fazer isso, eu não irei resistir.
- Mas quem disse que eu quero que você resista a mim.
- Não mexa com fogo, o seu marido está lá embaixo.
- Vai dizer que você não quer?
- É claro que eu quero.
- Então... Por que não me beijou ainda?
- Porque você é comprometida.
  Quando ela me virou e ficamos frente a frente, não resisti mais e a puxei pela cintura e a beijei ali mesmo, nem me importando se iriam abrir a porta ou não, foi um beijo terno mostrando todo o sentimento que eu tinha, o beijo foi se tornando mais exigente, até que ouvimos batidas na porta e falo:
- Já vamos.
  Assim que ouvimos a pessoa ir embora, voltamos a nos beijar com desejo e volúpia, aquele beijo armadilha que já deixa bem claro as minhas segundas intenções, aproveitei que ela estava de vestido e fui passando a mão pelo corpo dela, a cada toque que eu dava era um gemido baixinho que ela dava em meu ouvido, e aquilo estava me excitando muito, continuei explorando o corpo dela, cheguei na entrada dela e afastei a calcinha dela e ameacei colocar o dedo lá dentro, nesse momento ela se contorceu e implorou para eu continuar, coloquei dois dedos dentro da buceta dela, que já estava encharcada de prazer, fiz um vai e vem gostoso, até que ela gozou em meus dedos, levei eles a minha boca e os lambi sensualmente e absorvi cada gota que estava neles, e eu disse no ouvido dela:
- Bem que eu queria continuar, mas fomos chamadas para celebrar o natal, vamos?
- Está bem, mas vamos continuar de onde paramos viu?
- É claro que iremos continuar.
  Nos arrumamos e descemos, desejamos feliz natal a todos, e seguimos para a mesa de jantar para comermos, todos nos sentamos e ela se sentou ao meu lado, enquanto comíamos, vira e mexe ficava me provocando, chegou num ponto que se não subíssemos logo iriam perceber o que estávamos fazendo embaixo da mesa, terminamos de comer rapidamente e perguntamos se poderíamos subir, assim que nos deixaram subir, fomos nos beijando desde a escada até meu quarto, só nos desgrudamos por falta de ar, assim que entramos, tranquei a porta para que ninguém nos pegasse no flagra, fechei as janelas e nos despimos, voltamos ao que estávamos fazendo antes de sermos interrompidas, passamos noite a dentro nos amando como se não houvesse um amanhã.







O amor de BiancaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora