Tentando um novo sequestro

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P.o.v Autora
  Como aquela vadia teve a audácia de ir a polícia me denunciar, se ela acha que vai ficar por isso mesmo, ela  está muito enganada, tenho os meus contatos e a Beatris não perde por esperar, fiquei sabendo por fontes confiáveis que a Bianca ainda vai ficar um tempo no hospital, vou planejar um novo sequestro e dessa vez ela será minha, todos os dias eu passava na frente do hospital e estudava todas as falhas que tinha na segurança, anotei tudo no meu caderninho, nisso se passou quase um mês, eu já tinha tudo planejado, eu só precisava que alguém me colocasse lá dentro sem que me notassem, depois de muito pensar achei a soluço perfeita, eu iria me infiltrar de médico, consegui a roupa e um crachá, quem em sã consciência iria desconfiar de mim, quem passasse por mim iria ver um simples médico, liguei pro meu infiltrado e no segundo toque ele atendeu:
- Boa noite Daniel, liguei para avisar que amanhã eu irei colocar o meu plano em ação, esteja pronto atrás do hospital as vinte e duas horas com as coisas que eu pedi para você pegar.
- Está bem, estarei lá, vou desligar aqui para ninguém suspeitar de nada.
  Aproveitei o resto da tarde para planejar tudo certinho, não poderia ter falha alguma, de uma coisa eu tenho certeza elas vão se arrepender muito pelo que fizeram comigo, terminei analisar tudo e resolvi ir beber até porque a noite é uma criança, vou ao Raiz Bar que fica no subsolo do restaurante Jacarandá que tem drinks especiais e um cardápio de petiscos variados e que tem um palco pequeno para shows e para mim que gosto mais da agitação tem uma pista de dança, desde que estou em São Paulo tenho vindo muito nesse lugar, os donos do estabelecimento já me conhecem, assim fica fácil para entrar sem pagar nada, vou até o balcão e peço ao barman um whisky com gelo, peguei a bebida e fui para a pista de dança, de onde eu estava dava para observar o ambiente todo, escolhi a minha vítima, ela estava mais afastada e sozinha, o que era perfeito para eu dar o bote, entornei o liquido todo que tinha no copo e fui até ela, não dei nem tempo para que me falasse algo, a puxei para perto da parede e a beijei ali mesmo, quanto mais essa mulher tentava se afastar mais excitado eu ficava, acabei falando no ouvido dela:
- Se você continuar se debatendo vai acabar se machucando
  Quanto mais ela se debatia, mais eu me divertia com aquilo, aproveitei que onde estávamos era um lugar afastado de todos e mesmo que gritasse ninguém ouviria por causa da música alta, comecei a passar a mão pelo corpo dela e por sorte ela estava de vestido o que facilitou o meu trabalho, o meu tesão já estava nas alturas, tirei o pano que tinha nos seios dela e o chupei com vontade, ela até tentou sair do contato, mas por eu ser mais forte não conseguiu, tirei meu órgão sexual para fora e ao ver o olhar de espantada dela, isso me fez ter mais vontade de possui – la ali mesmo, cheguei mais perto dela e afastei a calcinha e para meu deleite a ouvi gritando a plenos pulmões, isso só me impulsionava mais, coloquei meu pênis na entradinha dela e disse para ela:
- Aproveite... tenho certeza que você irá gostar tanto quanto eu. - sorri diabolicamente
  Quanto mais ela gritava, mais me deixava de pau duro, enfie ele na buceta dela e dei estocadas fortes nem me importando se ela estava sentindo dor, a única coisa que importava era o meu prazer, eu estava para gozar quando ouço ela implorando:
- Pelo menos goza fora
- Muito pelo contrário, vou gozar dentro, até porque é muito mais prazeroso
  Depois de gozar dentro dela falo em seu ouvido:
- Melhor nem comentar o que houve aqui até porque ninguém acreditara em você por ser mulher.
  Saio andando sem olhar para trás, vou novamente ao balcão pedir outro whisky antes de partir, bebo o liquido todo de uma vez e volto para casa feliz da vida, deito em minha cama satisfeito e durmo como um anjo.
  Acordei e fui caminhar um pouco até porque eu ia precisar esperar um pouco para pôr o meu plano em ação, parei no restaurante mais caro de São Paulo e me deleitei com a comida, não tem como negar que a comida brasileira é a melhor e as mulheres então... Minha boca salivava só de imaginar eu transando com a Bianca novamente, paguei o que consumi e fui dar uma volta pela cidade, conheci lugares muito bonitos, como a liberdade e o parque Ibirapuera, olhando no relógio já passava das 21:30, chamei um taxi e dei o endereço do hospital, apesar do transito na cidade cheguei na hora marcada, esperei por uns dez minutos e o meu informante me deu as instruções e o clorofórmio, apesar de que ela já está inconsciente, depois de colocar o jaleco digo:
- Agora sim podemos colocar o plano em ação.
P.o.v Beatris
  Olhei ao redor e vi uma clareira, esse lugar me dava uma paz tão grande, realmente é de tirar o folego, me deparei com um moço sentado na grama, me aproximei dele apreensiva e perguntei:
- Quem é você?
- Tem certeza que não sabe quem sou?
- Não faço ideia. - respondi timidamente
- Eu me chamo Ariovaldo e sou o seu mentor, sempre olhei por você e ajudei nos momentos mais difíceis
- Posso te chamar de Ari?
  Depois de perguntar isso meu rosto ficou num tom avermelhado, ele olhou para mim e falou:
-Você não muda mesmo, desde criança fica vermelha parecendo um pimentãozinho, não é à toa que te chamam de Pimentinha não é mesmo?
- Você sabe até do meu apelido?
- Sei... até porque eu cuido de você desde pequenina, e olha que criança arteira era.
- Verdade né? Aprontei poucas e boas na minha infância, mas sinto que não foi só por isso que veio falar comigo.
- Bem sagaz você, vim te dar um aviso.
- O que você tem de tão importante para me falar?
- Tenha cuidado com o Rafael, ou o que aconteceu em outras reencarnações irá acontecer novamente.
Mas o que eu posso fazer?
- Acorde e vá visitá - la.
- Eu o verei novamente Ari?
- Sempre que quiser conversar comigo estarei aqui para te ouvir
- Muito obrigada por ter cuidado de mim.
- Apesar de você ter dado trabalho, jamais iria escolher outra pessoa para proteger.
  Acordei com a sensação de que eu devia ir ver a Bia, faz quase um mês que o Rafael está quieto e ter esse sonho com o meu mentor me deixou mais alerta ainda, olhei no criado mudo e passava das 21:50, me troco as presas e chamo um taxi pelo aplicativo da 99, antes de ir ao hospital vou atrás dos policiais que estão me escoltando, encontro eles na frente do orfanato e falo:
- Boa noite policiais Amberly e Kevyn.
- Não precisa nos chamar assim, até porque tem quase um mês que escoltamos você.
- Então... Posso pedir um favor?
- Claro que pode, só não sabemos se vamos conseguir te ajudar.
- Sabe o que é... Preciso ver a Bianca.
- Mas a essa hora?
- Sim. - respondi envergonhada
- Não precisa ser os dois, só um está de bom tamanho.
  Olhei para os dois com a minha melhor cara de cachorro que caiu da mudança, acho que obtive sucesso, pois alguns minutos depois ouço a Amberly falando:
- Com você me olhando assim, fica difícil dizer não.
- Isso é um sim?
  Ela meneou a cabeça afirmativamente, sorri por dentro por ter conseguido o que eu queria, seguimos em direção ao hospital, eu estava com um mal pressentimento, assim que cheguei na porta do quarto onde a Bianca estava, ouvi barulhos e não sei o porquê resolvi me esconder, melhor coisa que fiz, pois vi o Rafael colocar a cabeça para fora para ver se tinha alguém vindo, cheguei perto da policial e falei baixinho para ela:
- Aquele crápula está no quarto da Bianca.
- Quem?
- Aquele babaca do Rafael.
- Você tem certeza que é ele?
- Eu jamais iria esquecer o rosto do cara que machucou a minha Bia e ainda me surrou na minha própria casa.
- Fique aqui me esperando, se eu pegar ele no flagra é prisão na certa.
  Me escondi por ali para que ele não visse, vi a policial se esgueirado até porta à espera do Rafael, não demorou nem cinco minutos e eu e ela vimos ele saindo com a Bianca nos braços, nessa hora meu sangue subiu e por pouco não fui em direção a ele, assim que o vi algemado, fui em sua direção e falei:
- A justiça tarda, mas não falha.
- É o que veremos.
  O deixei falando sozinho e corri até a Bianca, que estava no colo de um enfermeiro.
  Beijei os lábios dela, mesmo com o semblante avermelhado e sussurei eu te amo em seu ouvido. Sei que mesmo que ela esteja em coma, pode sentir e ouvir o que eu falo...
   Olhando para aquele crápula do Rafael me dava vontade de dar na cara dele, mas estou feliz que agora ele vai ser preso e condenado pelo que fez, até porque tem a gravação dele confessando tudo, avisei para a guarda que iria para casa, antes de ir embora ela me disse:
- Lembre-se que amanhã você vai ter que dar seu depoimento do que viu aqui.
-Está bem.
  Me despedi dela e fui andando até o orfanato, é tão bom sentir esse ventinho do fim da madrugada, olhei em meu relógio e já passava das duas da manhã, estou ferrada se a Clara souber que eu sai sem avisa, abri a porta do orfanato sem fazer barulho nenhum, fui nas ponta dos pés até meu quarto, ao acender a luz de meus aposentos levo o maior susto ao ver minha mãe postiça na cama me olhando com cara de poucos amigos e fala:
- Onde estava minha filha?
- Fui ver a Bianca. - respondi envergonhada
- Tinha que ser a essa hora? Já são duas da manhã
- Precisava ser naquela hora mãezinha, ou o Rafael teria sequestrado de novo a Bia
  Meus olhos nesse momento já tinham se enchido de lagrimas e a Clara se surpreendeu porque não sou de chorar, ela me chamou para minha cama e me abraçou apertado e fez carinho nos meus cabelos como ela fazia na minha infância, acabei adormecendo no colo dela e devido à exaustão acabei adormecendo.
  Me vi novamente na cabana, esse sempre será o nosso cantinho e ao olhar o ambiente vejo a Bia com um sorriso no rosto, cheguei perto dela e a abracei e falei:
- Sinto a sua falta, quando vai voltar.
- Quando o médico me tirar do coma.
- Eu sei... Mas sinto sua falta mesmo assim, poxa são anos separadas e quando nos reencontramos acontece de tudo para que não fiquemos juntas.
  As lagrimas não pararam de rolar, nesse momento todas as lagrimas que eu guardei no fundo da minha alma resolveram vir, as dos dias em que sofri o acidente e perdi meus pais, dos dias que a Bianca foi para longe, do medo de perder a mulher da minha vida para aquele almofadinha do Rafael, senti um abraço e me permiti ter aquele momento de paz ao lado dela, deitamos na cama e ficamos conversando amenidades, mas ela percebeu que algo estava me incomodando e acabou perguntando:
- Sinto que tem algo te incomodando.
- Tem sim.
- E o que seria?
- Eu não sei como te dizer...
- Sou toda ouvidos.
- Então... De acordo com o médico você está gravida de quase um mês.
- Você tem certeza disso?
- A sua irmã conversou com o médico e ele deu a certeza de que você está gravida.
- Não sei o que fazer Pimentinha.
- Siga seu coração minha pequena e assim você chagara a alguma solução, o que decidir irei apoiá - la.
- Mas não é só isso né?
- Você me conhece bem não é mesmo?
- Conheci uma menininha tão fofa no orfanato e depois sonhei com ela e com a gente, acho que ela é alguém de nosso passado.
- Quero conhecer ela.
- Assim que você sair do coma, te levo para conhece – lá.

O amor de BiancaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora