#7. Palavras são como lâmina e aço.

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Elisa (melhor amiga de Amélia)

 Elisa (melhor amiga de Amélia)

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Momento para CELEBRAR!

Consegui fazer esse capítulo em menos de uma semana. Estou tão feliz :')

Isso é tudo graças ao apoio de todo, que me animam demais a escrever. Obrigada! Vocês são minhas estrelas <3



 Elisa começou a contar.

Nós... combinamos em jantar no restaurante preferido do Igor – fala, o que eu já sabia. Elisa me contara todos os detalhes de como planejara o encontro logo após Igor a convidar, animada. – Cheguei 15 minutos antes do horário combinado. E-eu estava nervosa, Amélia. Queria vê-lo logo. Sentia tanta... saudade. – Eu também sabia disso. Igor mal a viu desde que as férias começaram por causa dos treinos de basquete, o que estava deixando Elisa ansiosa. – Sentei na mesa que reservamos, e esperei.

Uma pausa.

– E o que aconteceu depois? – perguntei delicadamente.

Pude escutar Elisa fungar pelo celular.

Ele... Ele não foi – continua. – Eu esperei por uma hora, pensando que ele viria. Uma hora, Amélia. Tem noção disso? E ele me ligou, disse que estava no caminho e a demora era por causa do trânsito. Me mandou pedir a comida para adiantar e prometeu que chegaria em dez minutos – outra pausa, dessa vez mais longa e acompanhada por um som de choro. – E ele não chegou. Esperei por mais meia hora mesmo quando a comida estava na nossa mesa, e não aguentei. Pedi a conta e fui embora.

Eu estava atordoada, paralisada, sem saber o que falar. Não processei direito e, quando vi, já estava gritando:

– ELE FEZ O QUÊ?

Elisa chorou mais.

Para o começo de tudo, Elisa nem mesmo queria ir para esse restaurante. Era um restaurante de comida vegana, o exato oposto para onde uma amante de carne gostaria de ir. Igor-Babaca era vegano, então é de se esperar que ele não fosse comer em um lugar qualquer. Para agradar os dois, Elisa disse que deviam ir ao cinema então; mas nããããããoooo ele teve que insistir que eles fossem no restaurante preferido dele – que, novamente, não era um lugar para comedores de carne – para que ela pudesse experimentar.

Elisa não queria, mas aceitou. Aceitou. Por causa dele.

E, no final, Igor-Babaca não só deu um bolo na minha melhor amiga, como também a fez pagar a conta sozinha de dois pratos que deviam ser caríssimos. Já tinha ouvido falar do restaurante antes, e sua comida não era do tipo com os valores mais acessíveis para todos os públicos.

Eu o bloqueei. Não quero mais ver seu rosto. Não quero mais ouvir a voz dele. Ele... ele... – E chorou.

– É um idiota – completei por ela. – Um idiota que não merece você.

Sob Céu e EstrelasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora