#18. "Os olhos são a janela da alma".

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Vocês ainda não conhecem essa fofura, mas vão conhecer

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Vocês ainda não conhecem essa fofura, mas vão conhecer. Alguma teoria de quem seja?


Depois disso, lembrei que era melhor voltar para casa. Alan entendeu e fez questão de me acompanhar até a porta. Eu me despeço de Rex com uma coçada atrás da sua orelha. Antes de me despedir de Alan, pergunto:

– Você vai amanhã?

Ele franze a testa, pensando.

– Talvez.

Volto para o meu apartamento.

Mamãe estava sentada no sofá com o celular na mão. Seu olhar gruda em mim e eu paro na entrada.

– Onde estava?

– Lá embaixo – respondo, apreensiva. Aquele não era um olhar amoroso.

Mamãe estreita os olhos ainda mais.

– E o que fazia?

Ergo o livro para que possa ver.

– Pensei em ler um pouco.

Mamãe e eu tínhamos brigado por causa da minha nota na prova de exatas. Ela não gostara nada da minha falta de progresso com os números, e com razão, já que eu tinha prometido que iria me esforçar para melhorar. Acontece que ainda era um desafio para mim me concentrar nas aulas, principalmente nas de matemática. Meu foco caía para quase zero.

Mamãe estar me esperando não poderia significar coisa boa. Procurei nas minhas lembranças de antes de eu sair de casa o que poderia tê-la irritado de novo. Dar mais motivo para aumentar seu estresse só pioraria a situação.

Mamãe responde minha pergunta antes mesmo que eu faça:

– O seu quarto estava uma bagunça quando entrei.

Ai, não. Saí de casa apressada e esqueci da zona que tinha deixado meu quarto. Lembro que as roupas estavam amarrotadas na cama e, algumas das minhas almofadas, espalhadas no chão.

– Eu pretendia arrumar quando voltasse.

Mamãe esfrega as têmporas, cansada.

– Sabe que não gosto disso, que deixe as coisas para depois. É feio para uma garota ser desleixada.

Uma pontada dolorosa me atinge no peito, e baixo a cabeça. Desde pequena mamãe me repreende sobre minha falta de organização, que era seguida por discussões na maioria das vezes. Ela era o oposto de mim, disciplinada e responsável em tudo. E eu...

Não era exatamente o exemplo de filha que ela esperava que eu fosse.

– Vou arrumar agora – murmuro, encarando meus próprios pés.

– Não quero mais isso – fala com rispidez. – Nos mudamos para ter um novo começo. Não vou admitir ter as mesmas dores de cabeça que você me dava na nossa antiga casa. Entendido?

Sob Céu e EstrelasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora