Epílogo

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 Oi pessoas! Quanto tempo :)

Mais de 6 meses se passaram desde que concluí SCE, e ainda n acredito nesse feito.

Atualização de vida é que ainda n tem nenhuma data para que eu comece a escrever o segundo volume. Ainda estou escrevendo o q vai pro K.U e comecei um conto. Como esse é um projeto de 3 livros, e eu ainda preciso dar uma BELA revisada no primeiro volume, vai demorar um pouco.

Mas, escrevi um presente pra vocês. Confesso que foi dificil pq nunca fiz nada com a visão masculina, mas espero que gostem :))


beijosssssssssss e obrigada por sempre estarem comigo <3333




 De todas as maneiras que eu planejei passar as minhas férias, levar um bolo não era uma delas.

Um bolo de meia hora, mais precisamente.

Meia hora encarando o teto, sentado na praça de alimentação do shopping. Meia hora tentando não pensar demais e em tudo ao mesmo tempo.

Solto o ar, exasperado. Já tinha mandado dezenas de mensagens frustradas para Matias, que respondeu com um ''Siga firme!'' e o emoji de bíceps flexionado, seguido por uma foto dele com Rex, meu labrador, ambos sorrindo e com a língua para fora.

Senti uma pontada de ciúmes quando vi. Às vezes achava que Rex gostava mais de Matias do que de mim, até que Matias falou que, ao contrário dele, eu ligava se Rex rasgasse suas cuecas ou não.

O que explicava era uma explicação boa.

Olhei a hora no celular pela milésima vez. Mais dez minutos se passaram.

Ou o tempo estava lento demais, ou eu estava surtando por dentro.

Possivelmente os dois. Meu estômago parecia uma bola amassada de nervosismo e resto de café da manhã desde que saí de casa. Eu não sabia o que estava fazendo e o porquê quis combinar de nos encontrarmos aqui, agora, com quase dois meses depois de termos nos falado pela última vez.

Meus pensamentos divagam. Lembro da cena do último dia de aula antes das férias, quando Matias ficou imitando o discurso do nosso coordenador sobre a importância de pensar no futuro. A sala toda achou engraçado, e ele se empolgou e subiu na carteira, igual um ator de teatro, pra cair direto no chão. Todos rimos.

Ela riu.

Meu sorriso se desfaz. Minha mochila pesa nas costas. Desde que encontrei o livro de Alice no País das Maravilhas da vovó, não saio de casa sem ele. Um dia eu o vi na prateleira e, no outro, coloquei na mochila. Talvez fosse um ímpeto, mas nunca mais o tirei. Também nunca li uma página.

Eu simplesmente não conseguia largá-lo.

Esfrego os olhos, querendo afastar o pensamento. E desejando uma hora de sono. Foi uma péssima ideia ter colocado Henry e Isaac para dormir. Devia ter deixado para mamãe. Ou para Ranna. Dela eles tinham medo.

Vou em uma das lanchonetes da praça e compro um refrigerante – eles nunca tem chá gelado –. De volta no meu lugar, estico as pernas debaixo da mesa, sentindo os membros doloridos. Era estranho estar em fase de crescimento. Matias disse que eu parecia ter comido fermento nas últimas semanas, porque do nada estava mais alto que ele (eu sempre fui o mais alto, mas preferi não comentar). Mamãe ficava com aquele olhar de mãe chorona toda vez que uma calça parecia curta demais ou uma blusa ficava apertada nos ombros, dizendo que o seu bebê mais velho estava finalmente se preparando para sair do ninho,

Sob Céu e EstrelasOnde histórias criam vida. Descubra agora