#16. Recebo um ataque de lambidas grátis.

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Achei essa arte a cara da Luna. O que acham?

 O que acham?

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 – Amélia...

– Eu vou – insisto.

Eu me desvencilho dele e volto para a sala. Escuto um murmuro de queixa e, pouco depois, Matias estava do meu lado.

Entramos pela porta e damos de cara com Isabelle, Jass e Alan envoltos em uma discussão acalorada.

– Você disse que Alan sabia lidar com Isabelle, não foi? – perguntei.

Aquilo era o oposto disso.

– Eerr... – Matias pigarreia. – ... disse?

Olhei ao redor. Nossos colegas não pareciam muito interessados em copiar o dever de casa da aula do Professor Renato, que era a primeira, e sim na pequena confusão concentrada no fundo da sala.

Guilherme e Lucas não estavam por perto. Gabi e Amanda assistiam tudo dos seus lugares, sem se incomodarem em acalmar a amiga, ocupadas demais não querendo perder nenhuma parte.

Chego mais perto dos três, deixando Matias para trás. O máximo que ele faria era piorar a situação.

Isabelle é a primeira a me ver e relaxa os ombros quase de imediato.

– Ah, Amélia, ainda bem que chegou – diz, mantendo o tom de voz mais calmo para mim. – Eu estava falando com Jass sobre você ter sido minha substituta no primeiro ensaio. Entendo que você não tinha com quem dançar e Alan também não, já que faltei por estar doente, mas ela insiste em colocar vocês dois como um par definitivo.

Jass olha para mim, e vejo o quanto aquela discussão a estava esgotando. Não era fácil falar com uma pessoa quando ela não está disposta a ouvir.

– Isabelle, por favor entenda – diz. – Amélia não foi sua substituta. Você vai dançar com Bruno.

Isabelle lança um olhar para ela que deixaria a Medusa com inveja.

– Eu não vou dançar com Bruno, Jasmine! Meu par é o Alan, e é com ele que vou dançar – Ela se volta para mim. – Amélia, diga que vamos trocar de parceiros. Ela não quer me escutar.

Eu hesitei.

– Chega, Isabelle – Alan fala em tom baixo, não querendo atrair mais atenção do que tínhamos.

Isabelle contrai o rosto e se afasta dele.

– Isso é culpa sua por não ter dado os nossos nomes – Ela respira fundo, como se ela estivesse se cansando, e cruza os braços de forma casual. – Amélia, vamos acabar com isso, pode ser? Por favor, diga para eles.

Pensei no que fazer. Eu precisava responder. Precisava dizer alguma coisa.

– Eu... – as palavras não saíram.

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