Dedicatória:
Para todas as estrelas que iluminaram as minhas noites escuras e seguraram a minha mão nos momentos nublados. Essa é para vocês, minhas luzes.
(*notas da autora: Pega um lencinho, toca aí uma música da Olívia Rodrigo ou do Conan gray que a depressão é sucesso!)
Cap 32.
Estava tão preocupada que não me contive em correr atrás dele, abrindo caminho em meio aos adolescentes, não ligando para as minhas roupas molhadas grudadas na pele.
Eu o procuro pelos cômodos. Talvez Alan tivesse se enfiado em um dos quartos, o que seria péssimo. Aquele lugar era grande demais e eu provavelmente demoraria horas até acha-lo.
Desisto dos quartos e vou para o lado de fora, o jardim da entrada. Estava frio e vazio, como era de se esperar, já que a maioria estava aglomerada dentro da casa para ver e fofocar sobre o que tinha acontecido. Passei os olhos pelo jardim bem-cuidado e podado, para as mesas e cadeiras no canto. Tinha esperança de que Alan estivesse aqui, porque, do contrário, eu não o veria mais essa noite.
Já ia desistindo quando uma cabeça curvada me chama atenção. Em uma parte mais afastada, sentado em um dos bancos brancos de metal típicos de jardins, estava Alan. Não o tinha visto antes porque ficava em um local pouco iluminado e escondido pelas plantas.
Fui até ele devagar, sem pressa. Não queria assustá-lo. Alan permaneceu com o rosto nas mãos, os ombros curvados pra frente, derrotado. Triste.
Parei na sua frente. Alan não se moveu, mas sabia que era eu. De leve, toquei o seu ombro.
– Alan – murmurei.
Ele se curvou mais, inclinando-se contra meu toque.
– Vai ficar tudo bem.
Alan não respondeu. Ele não se moveu mais, e pensei que talvez eu o estivesse o incomodando.
– Está bem. – digo baixinho, triste. – Eu vou deixar você sozinho.
Dou meia-volta, prestes a sair, quando Alan agarra a minha mão. Olho da sua mão na minha até o seu rosto, e fiquei devastada.
Era pura tristeza. Uma dor profunda, quase tocável, que transmitia desde as linhas das suas feições até o brilho apagado dos seus olhos.
Não era apenas pelo soco de Guilherme. Foi pelas palavras que usou com ele, ferindo-o, sabendo que o deixaria nesse estado. O passado de Alan era um assunto claramente sensível pra ele, e Guilherme acabara de lembrar suas partes que mais detestava.
– Fique – implorou, ainda segurando minha mão. – Não... Não vá – a dor na sua voz me prendeu no chão. – Fique aqui, por favor – Ele engoliu em seco. – Fique comigo.
Apertei seus dedos e me aproximei dele.
– Mão – Eu disse. Ele me olhou confuso, então estendi a minha mão livre. – Segure a minha mão, Alan.
Ele obedeceu. Sua outra mão foi de encontro a minha, e fiz a primeira coisa que passou pela minha cabeça.
Não sabia muito bem como confortar pessoas. Normalmente eu era a que escutava calada, e dava os conselhos que sentia que a pessoa precisava. Eu mesma não sabia como me expressar. Sempre foi como um tabu para mim, e principalmente se fosse com palavras ditas pela boca.
Palavras escritas. Era assim que eu me expressava.
Contudo, havia outra coisa que me acalmava toda vez que o mundo parecia um pouco demais de si lidar.
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Sob Céu e Estrelas
Romance(VOL. 1 DE TRILOGIA) . . Mudanças. Segredos. O que você faria se pudesse fugir do passado? Quando Amélia se muda para o outro lado da cidade com a família, tudo o que ela quer é um recomeço. Colocar expectativas nas novas mudanças da sua vida nunca...
