#17. Amigos?

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(Caroline, mãe de Amélia e Alex)

(Caroline, mãe de Amélia e Alex)

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⚠️⚠️⚠️AVISO⚠️⚠️⚠️

Para os leitores sensíveis a gatilhos de bullying, venho informar pra ficarem tranquilos, pq não mencionei ou exemplifiquei nenhuma agressão direta física ou com palavras.

⚠️No máximo disse os motivos. Então, caso fiquem preocupados com o conteúdo no capítulo, não se preocupem!⚠️

E caso leiam e possa afetar vcs de alguma forma, peço desculpas. Minha intenção é ter trazido o assunto de forma leve e que todos possam ler sem serem afetados.

E esse é um cap extra, e n garanto que ocorrerá muitas vezes publicação com essa velocidade kkkk



Minha dica? Coloquem uma música aí slowed+reverb e aproveitem!

Meus dedos param de mexer nas lombadas dos livros. Eu ouvi errado?

Bullying?

– Eu era uma criança tímida, mesmo antes de me mudar com meus avós. Quieto, com dificuldade em fazer amigos – continua. – E piorou quando voltei para Solário. Eu tinha medo o tempo todo. Medo de me acharem esquisito por preferir ficar sozinho. Medo de trocar palavras do português para o inglês sem perceber. Quando comecei a frequentar o colégio, passei a seguir Matias o tempo todo. Eu não conseguia ficar longe dele sem ficar ansioso.

Alan olha para mim, querendo saber se eu estava escutando. Se estava prestando atenção.

Cuidadosamente, perguntei:

– Você e Matias eram próximos nessa época?

Ele faz que sim com a cabeça.

– Matias... foi quem me ajudou. Passamos anos afastados um do outro e, mesmo assim, me tratava como se nunca tivéssemos nos separado. Ele me mantinha por perto. Também me apresentou Luna, e nós três viramos amigos.

Então eles eram amigos. Antes de tudo acontecer, de Alan se afastar, eles foram um trio. Os três.

– E... e quando começou? Quero dizer, a partir de quando... – Eu deixo as palavras ao vento, esperando que entendesse o que queria saber. A partir de quando o bullying começou?

Alan levou um momento para responder.

– Quatro meses depois de entrar na São Gonçalves – Ele para de mexer na corrente. – Apenas quatro meses depois... de eu chegar. Eu era... era delicado demais para um menino. Medroso. Não gostava das brincadeiras violentas dos garotos da minha idade, e chorava com muita facilidade. Fui um alvo fácil.

Sob Céu e EstrelasOnde histórias criam vida. Descubra agora