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24 de dezembro de 2017 - STRATFORD, CANADA - 08:01

Justin me convenceu a ir com o Nick para o Canada passar o natal, mas como eu só poderia ir na véspera por conta do trabalho deixei com que Nicollas fosse antes com ele e depois o encontraria. Estavam todos estavam lá, já que ele também convidou a minha família e minha mãe adorou a ideia, principalmente depois da Isabele ter ficado enchendo o seu saco por 2 dias inteiros. Ela me contou por telefone.

Apesar de tudo, eu e Justin superamos isso e nos tornamos amigos. Sim, finalmente conseguimos. O que é bom, já que nosso filho precisa de uma base familiar sólida.

-mamãe! -Nick veio sorrindo correndo ao meu encontro assim que me viu no jardim da casa de Diane. Pois é, ele já fala há mais de um ano e diferente do que todos pensam, "mamãe" não foi sua primeira palavra. Foi "Jus". Ingrato.

A boa notícia é que agora ele só chama o Justin por "Jus", ao invés de "papai", como ele tanto sonhou. O Justin odeia isso. Eu adoro.

Me abaixei para dar a ele um abraço bem apertado. Realmente senti saudade do meu filho. Foram 2 semanas longe.

-Jus, ela chegou! -ele disse animado me abraçando.

Justin forçou um sorriso.

-filho, é "papai". Repete comigo, pa-pa-i. -ele disse tentando ensiná-lo. Ele realmente odiava o jeito como o filho se referia a ele. Mostrei a língua para Justin como uma criança.

-gosto de "Jus". -debochei. Ele me fuzilou com o olhar.

-cala a boca, Louise. -ele disse mal humorado.

-não pode! -Nick o repreendeu me obrigando a segurar a risada. Agora ele está nessa fase, tudo que lhe ensinamos que é errado ele repreende outras pessoas quando as vê fazendo. O que eu posso fazer?! Como vou explicar para um garotinho de 3 anos que nós ganhamos o direito de sermos mal educados quando passamos a nos sustentar?!

-que feia a atitude do papai, não é filho?! -disse debochada o pegando no colo indo em direção a parte de dentro da casa. -vem, vou te dar um brócolis por ser tão comportado. -disse vendo o sorriso crescer em seu rosto. Ele adora brócolis da mesma forma que uma criança normal gosta de doces. Eu não reclamo, facilita o meu trabalho.

Assim que entrei na casa cumprimentei todos que estavam felizes em me ver, até a minha mãe, apesar de ter vindo diretamente reclamar comigo o fato de Nick já estar comendo batata frita. "Uma criança deve ser ensinada a ter uma alimentação saudável e regulada". Foi o que ela disse. Crianças precisam ser crianças, nada mais que isso. Não vou criar meu filho como um robô. Foi o que eu pensei, mas o que eu disse foi mais como "também senti sua falta, mamãe" e lhe dei um abraço apertado a deixando sem fôlego para reclamar de mais coisas. Papai riu.

-Loulise! -Jazzy veio correndo ao meu encontro assim que me viu. -senti sua falta.

-ela tem algum problema de fala? Por que uma criança de quase 10 anos diz o seu nome errado? -minha mãe perguntou em alto e bom som, me fazendo a fuzilar. Minha família tem disso, são extremamente sinceros. Talvez eu também fosse assim antes de acabar me tornando uma americana com todos esses anos de convívio.

-mãe! -a repreendi. Jeremy riu. Ele tem um bom senso de humor. Ainda bem. -é um apelido carinhoso que ela me deu. Gosto dele, até mais do que o meu nome original. -disse e minha mãe fez uma careta, mas se calou. -como você está, minha pequena unicórnio? -disse me abaixando para pega-la no colo e a girar no ar. Ela riu. Ela adora quando faço isso.

-ei, também estou aqui! -Jaxon disse emburrado. Me abaixei e o peguei no colo também sustentando as duas crianças, apesar de estar quase caindo. Allie estava mais quietinha no seu canto.

No Brainer - JB Histórias para pegar e não largar. Descubra agora