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25 de julho de 2015 - LOS ANGELES - 12:31

Assim que entrei naquela sala escutei a melodia doce saindo por seus lábios e fiquei hipnotizada o vendo cantar, ele estava dentro da sala com isolamento acústico e não havia percebido minha presença por ter seus olhos fechados concentrado em fazer o que faz de melhor.

Acenei de longe para Dave, um dos produtores de Justin, que sempre está com ele no estúdio fazendo os ajustes necessários, ele acenou de volta e me sentei no sofá ainda o observando e esperando que ele acabasse.

Eu não venho muito aqui, apesar de gostar, mas já é um lugar familiar para mim e muito confortável.

-hey yeah when you don't want me to move but you tell me to go what do you mean? -ele foi cantando e eu fui prestando atenção na letra até ficar em estado de choque, eu sei que ele escreve músicas sobre mim, mas não esperava que ele fosse tão explícito ou que escrevesse uma música descarregando todas as suas frustrações da nossa última briga.

Principalmente porque não conversamos mais sobre isso desde aquele dia e apenas voltamos a viver normalmente como antes, também não falei mais com Cody sobre e preferi evitar, ainda estou confusa e não me sinto pronta para um encontro com ninguém. Nem Justin e nem ele.

-Justin, você pode cantar a primeira parte de novo por favor? A partir de "wanna argue all day..." -Dave o interrompeu e ele concordou começando a cantar outro trecho da música.

-wanna argue all day make love all night. -ele cantou e eu simplesmente não conseguia sair do estado de choque. Era exatamente tudo que ele havia me dito.

-isso, bem aí... pode cantar mais desacelerado a parte de "make love". -Dave continuou dando instruções e eles seguiram gravando.

Ainda com os pensamentos a mil caminhei até a janela na lateral do estúdio e fiquei de costas para eles observando a vida lá em baixo com os olhos arregalados.

-você veio. -ele disse me fazendo quase pular de susto. Estava tão em transe que nem percebi que eles já haviam acabado e agora Justin estava atrás de mim com um sorriso gigante no rosto.

-você me mandou mensagem me pedindo que viesse. -disse com a voz baixa e o rosto ainda sem expressão por conta do meu estado de choque. Eu preciso perguntar, mas como?! Não é como se eu fosse chegar dizendo "oi Justin, essa música é sobre nós?" Além de que eu tenho medo que a resposta seja o tão temido "sim" e nem sequer existe um "nós".

-é, eu pensei que a gente pudesse almoçar juntos. -ele disse colocando as mãos nos bolsos da calça que estava usando.

-a música... -eu comecei encarando e apontando o local onde ele estava gravando, mas não consegui terminar.

-sim! Você gostou? -perguntou animado.

-é... ela é ótima, seus fãs vão adorar. -disse tentando sair do meu transe novamente.

-se você adorou, para mim já está ótimo. -ele disse me olhando com intensidade.

-vamos? -perguntei fugindo do assunto e passando por ele indo até a saída. Ele deu uma risadinha baixa e me seguiu.

25 de julho de 2015 - LOS ANGELES - 13:31

Escolhemos um restaurante mais simples e discreto, na verdade o Justin escolheu, mas ele sabe bem que não gosto daqueles restaurantes chiques e cheios de paparazzi que ele costuma frequentar.

-então... eu queria te pedir uma coisa. -ele começou dizendo parecendo receoso enquanto me encarava.

Ele apenas ficou me encarando o tempo todo e ainda não tocou no prato dele desde que chegou, eu estava faminta então assim que minha comida chegou eu ataquei sem cerimonias.

No Brainer - JB Histórias para pegar e não largar. Descubra agora