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JUSTIN BIEBER:

17 de outubro de 2015 -ANGERS, FRANÇA - 11:03

Acordei desnorteado e com a cabeça latejando, mas apenas um pensamento.

Cadê a Louise?

Tentei levantar desesperado, mas quase cai no chão por conta da luz forte na minha cara.

-finalmente! Isso lá são horas de desmaiar?! -ouvi a voz da minha mãe e a encontrei do meu lado com um café na mão.

-cadê a Louise? -foi a primeira coisa que perguntei.

-na sala de parto tendo o seu filho. Toma isso. -ela disse calmamente e me entregou o café.

-o que? Eu não quero café. Por que não estou lá? Ela precisa de mim. -disse desesperado levantando da cama, agora com equilíbrio.

-está todo mundo lá, se acalma. Vamos, eu te levo. -minha mãe disse me puxando pela mão para fora daquele quarto.

Assim que entramos no corredor já consegui ouvir os gritos da Louise e sai correndo para encontra-la.

-JUSTIN! Espera! -minha mãe gritou e entrou na minha frente. -você não pode entrar ai! Ela está em trabalho de parto.

-foda-se, a minha mulher precisa de mim! -disse rápido e ela fechou a expressão.

-olha o jeito que você fala comigo ein... -ela disse saindo da minha frente e na mesma hora eu entrei na sala encontrando uma enfermeira a acalmando e Louise toda suada e com uma roupa verde de cirurgia deitada em uma maca com as pernas abertas.

-Lou! -disse e corri para segurar sua mão. Na mesma hora ela a apertou com toda sua força enquanto gritava. -AI! Merda, Louise! -gritei de dor e tentei soltar, mas ela só apertava mais.

-você é o pai? -a enfermeira perguntou sorridente.

-sou... -disse quando ela relaxou e finalmente me olhou.

-onde você estava? -Lou me perguntou.

-ela ainda não está com dilatação o suficiente, vamos esperar mais um pouco. -ela disse e saiu do quarto.

-eu desmaiei.

-não me diga. -ela debochou e revirou os olhos.

-me desculpa, baby. Eu queria mais do que tudo ter estado aqui com você desde o início. -disse dando um beijo na sua mão, mas ela tirou a mão da minha boca com brutalidade.

-não me chama assim! E tira essa criança de dentro de mim! -ela gritou vindo mais uma contração.

Meu coração apertou a vendo sentir tanta dor.

-toma! Segura minha mão, baby. -disse e ela rapidamente a pegou apertando forte. Eu posso sentir um pouco de dor por ela.

-não me chama assim! -ela disse entredentes enquanto respirava rápido.

-não é hora de discutir isso. Apenas se concentre. -disse e ela soltou minha mão e relaxando. Respirei fundo. -você está bem? -perguntei receoso. Ela me fuzilou com o olhar.

-que pergunta idiota! -ela esbravejou.

Tudo bem... alerta vermelho.

-você quer uma água? -perguntei e ela negou com a cabeça. -quer que eu cante? -ela rapidamente me olhou e assentiu após essa pergunta. -tudo bem... qual você quer?

-qualquer uma. -ela respondeu em um fiapo de voz com os olhos fechados e respiração pesada.

De repente a culpa me atingiu em cheio mais uma vez por tudo que eu fiz ela passar. A Louise é a mulher mais incrível que eu já conheci, ela não merecia isso... e eu não mereço ela. Então decidi cantar uma música nova que estou finalizando.

No Brainer - JB Histórias para pegar e não largar. Descubra agora