POV: Nina
E ele finalmente começa a falar...
—Então, eu sei que você faz algumas coisas por dinheiro. E não sei o porquê, na verdade...
—Que merda você está insinuando sobre mim? - Digo, e ele arregala os olhos, e acho que nem tinha percebido o que deixou a entender.
—Calma... é que eu quero te pedir algo... - Ele fecha os olhos por um instante, e espero ele colocar os pensamentos no lugar - Na real... - ele diz pressionando o indicador e o polegar nas têmporas — que merda eu estava pensando? Isso é estupidez. - ele diz mais para si mesmo, do que para mim.
—Eu não entendi aonde exatamente eu entro nesse seu debate consigo mesmo... -Minha mente está confusa, não sei o que pensar. Mas continuo a falar: Olha, sei que a gente não se conhece muito bem, mas se precisar de algo, não sei em que eu poderia ajudar na real, mas eu to aqui...eu acho. - digo mesmo sabendo que as chances de eu ter algo para ajudá-lo, são mínimas.
—Achei que não fazia favores. - Ele diz com um sorriso de canto e apoia a cabeça nas prateleiras atrás dele.
—Não costumo, mas abro excessões. - digo sorrindo também.
—Na verdade, esse em específico, eu poderia te pagar, é meio idiota, mas é meio que importante para mim...
—Já que insiste em pagar - digo sorrindo - me diga o que é essa coisa, estupida e idiota logo, porque esse suspense está me matando.
—Ok, mas preciso que você pense com o seu lado mercenário, porque não é nada racional o que vou te pedir agora.
—Só fala. -Digo revirando os olhos, já impaciente com a demora.
—Minha família vai viajar de férias esse fim de semana, porque é prolongado, já que na segunda é feriado...
—Direto ao ponto por favor.-Interrompo ele.
—Deixa eu terminar, tá? - ele diz meio nervoso com minha intromissão -Então... meu pai chamou minha namorada e eu para irmos nessa viagem.
—Sei que não é para interromper, mas você e a Catia não terminaram? Em uma escola boatos sempre rolam.
—É Carla! E sim, terminamos... Ai que está.-Ele diz sacudindo a mão no ar como se já estivesse tudo claro.
—Ainda não entendi. Só fala de uma vez por todas.
—Tá bom. Merda. Hã... Quero que você finja ser minha namorada por esse fim de semana e viaje com a gente. -Ele fala rápido e é meio difícil de entender, mas infelizmente, eu ouvi direitinho.
Começo a rir mas vejo a cara séria dele — Espera ai, é verdade? É uma proposta de verdade?- falo e minha risada vai sumindo, junto com a noção dele.
—Porra, sim, eu preciso disso... e eu te pagaria. Parece um bom negócio né?
—Como você falou, uma ideia muito idiota. De jeito nenhum farei isso. Não sei se dei a impressão errada, mas eu não faço TUUUDO por dinheiro. Não o que você pensa.
—Fico aliviado de você recusar, porque agora sei que você é exatamente quem eu penso que você é.
—Como assim?? - ele só me confunde a cada fala.
—Eu ando com varias meninas, e sei que aceitariam fazer isso...
—Então, pede a elas.- Digo dando de ombros.
Ele esfrega as mãos no rosto e diz: -Essa é a questão, elas não são garotas de serem apresentadas para a família.
—E o que te faz pensar que eu sou? - digo apontando para mim mesma.
—Não sei, não faz pergunta difícil...-Ele passa as mãos nos cabelos, e os bagunça levemente, ficando um pouco atraente? Não, não acho isso.
—Entendi...
—Então você vai aceitar? -Ele pergunta. Vejo um olhar de esperança. Mas, não posso aceitar essa loucura...
—Não -Digo, até sentindo um pouco de pena, mas tento sair do corredor que estamos.
Neste momento, ele pega no meu braço, olha pra mim e consigo ver nos olhos dele, não mais a cor estonteante, consigo ver a súplica que têm neles. E ele diz: —Só pensa tá? Por favor.- e me solta.
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Namorada de mentirinha
Teen FictionCatarina, uma jovem ainda do colégio, muitas vezes, faz deveres para seus colegas, por dinheiro. Mas até aonde, ela iria, para conseguir ajudar um difícil situação familiar? Ainda mais com uma proposta indecente, mas muito valiosa, em mãos. Seria el...
