Antes de entrar no banho, mandei mensagem para a Gabi perguntando como ela conseguiu o número do Diego. E quando sai, vi sua resposta: "No seu celular, acha mesmo que eu ia deixar você ir com ele, sem ao menos eu saber como achar vocês??"
Penteei meus cabelos, coloquei um shorts jeans, uma regata cropped preta, calcei meu chinelo e sai. Estava descendo as escadas mexendo no celular e esbarrei com alguém que estava subindo com uma mala.
—Desculpe- falamos em uníssono.
Ele é bonito, lembra um pouco o Diego, os traços talvez, mas ele tem um cabelo um pouco mais claro, e olhos castanhos, talvez seja um pouco mais alto.
—Ah, não acho que nos conhecemos.-Diz ele me olhando fixamente e com um sorrisinho.
—Claro, hã, desculpa, meu nome é Catarina, sou...
Ouço a porta bater e alguém atrás de mim fala: -Ela é minha namorada.- é o Diego e ele fica ao meu lado e coloca a mão na minha cintura.
—Hmm, prazer Cat. Sou o Matheus, primo do Diego.
—Me chame de Nina, por favor.
—Desculpe, Nina. E aliás -Ele olha para o Diego e diz- não vai me cumprimentar?
Os dois se cumprimentaram e o Diego falou que havia mudado de quarto. Por fim, o Matheus olhou para mim, sorriu e saiu.
—Ele é o primo que você dividia o quarto?
—É sim- ele responde secamente e tira a mão da minha cintura, pega na minha mão e assim vamos para a cozinha.
—Cadê seus pais? -pergunto baixinho.
-Foram descansar, eu acho. -ele diz dando de ombros.
—Achei que não ia chegar nunca.-Diz a avó do Diego olhando para mim, ela aponta para o assento ao seu lado e me chama. No curto caminho até a mesa, passamos pelo fogão, Diego mexe em umas panelas mas não vi direito o que tinha. Estou faminta, comi pouco durante a viagem, e esse cheirinho, está me matando. Sento-me ao lado dela e o seu neto se senta de frente para mim e pega o celular. Ela está enrolando brigadeiros.
—Seus tios fizeram o almoço, mas não fizeram se quer uma sobremesa para a gente. E as mulheres saíram para comprar algumas coisas para a festa de amanhã.-ela pausa e olha para mim- nem sequer fizeram UMA sobremesa, falaram que estavam sem tempo. -Após essa ênfase no "uma", vejo que isso é na verdade um pedido.
—Eu posso fazer algo se quiser.-dou de ombros. E o Diego me olha surpreso.
—Eu adoraria, amo comer doces. -Diz sua avó sorrindo.
—Ela não pode comer tanto doce, já terá demais amanhã. -Ele levanta o olho do celular, fala isso e volta a olhar para a tela.
Olho para a avó do Diego, e ela revira os olhos, então digo: -Vou fazer algo cítrico e doce, bem equilibrado para ela, não se preocupe. -Ela riu.
...
Decidi fazer uma torta de limão, logo ela me mostrou aonde estavam os ingredientes que eu precisava. O Diego ainda está sentado com os olhos no celular, quando a porta da cozinha se abre, e lá está o Matheus, com um sorriso no rosto, um pouco, só um pouco atraente. Diego tira os olhos do celular e automaticamente se levanta e vai para perto da bancada que vou usar, e lá ele fica, como um cão de guarda.
—Hmm. Vai cozinhar algo? -Pergunta o recém chegado.
—Não, ela.. -começa Diego mas sua avó lhe dá um tapa no braço e o completa:—ela vai fazer uma sobremesa de limão para nós. E você querido, não vai me cumprimentar?
—Dona Luci, Dona Luci. Você sempre tão afiada. Claro que vou, senti muito sua falta. -eles se abraçam e ele faz o mesmo que o Diego fez mais cedo, deu-lhe um beijo na cabeça.
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Namorada de mentirinha
Novela JuvenilCatarina, uma jovem ainda do colégio, muitas vezes, faz deveres para seus colegas, por dinheiro. Mas até aonde, ela iria, para conseguir ajudar um difícil situação familiar? Ainda mais com uma proposta indecente, mas muito valiosa, em mãos. Seria el...
