Tapas e beijos

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POV: Diego

Está sendo uma tortura ver a Nina dançar, claro que estou fazendo a guarda, e não deixando nenhum cara chegar perto dela, mas ainda sim, está difícil. E o que ela me falou, está o tempo todo martelando em minha mente. Cheguei a conclusão de que sim, fui um idiota por nem fazer o mínimo para entender o lado dela, nem ao menos saber o que aconteceu. Que ódio! Agora tudo o que posso fazer, é sentar e observar, mas hoje só saio daqui, quando ela sair.

Vejo a Gabi se afastando e indo em direção ao bar, então a sigo: — Gabi. - falo em um tom mais alto para chamar sua atenção até alcançá-la.

— O que você quer? - ela me pergunta, e logo olha para o barmen - duas águas, por favor.

— Por favor, pede para a Nina falar comigo. -imploro.

Ela pega as águas e acena como uma espécie de "obrigada", abre uma das garrafas e dá um gole.
— Acha que eu não vi aquela cena? Você e a menina?

— Se o que você viu foi eu desviando de uma garota, você viu certo. - digo me encostando no balcão. - senão, pegou tudo fora de contexto.

— Olha, como eu não vi nada acontecendo, não falei para ela, mas no momento em que eu ver algo concreto, não pense que não vou contar. - ela fecha sua garrafinha.

— Pede para ela falar comigo. -peço novamente.

— Olha Diego, você é um idiota. A Nina hoje encontrou o Luan, sabia disso?

— Hurum - murmuro.

— Sabia que ele falou que amava ela?

Meu coração gela. E ela continua falando. — Não sabia, né? Ela nem precisava amá-lo, se ela quisesse estar com ele, ele estaria ao dispor. - ela pausa- Ele falou que amava ela, e ela disse que não sentia mais nada por ele. Sabe como isso deve ter sido difícil? Não, não sabe, por que você -ela aponta para mim- nunca amou ninguém.

Não respondo, talvez por concordar ou talvez por não entender o que sinto.

— E sabe de uma coisa, é bom cuidar dela, por que se você bancar o idiota de novo, acabo com sua raça. - ela me ameaça.

Acho até graça da situação — Se enxerga, olha seu tamanho. - digo com um pouco deboche.

Ela se aproxima e em um tom mais descontraído fala: — Eu tenho algo que você não tem.

— O quê?

— A confiança dela. - ela da um simples sorriso e sai.

É, isso foi como um tapa na cara, e não do jeito bom. Vejo ela chegando perto da Nina, e as duas olharem para mim. É Gabi, tenho que começar a te levar mais a sério.

POV: Nina

Depois de observar a dinâmica do Diego e Gabi, realmente acho que ela falou algo que o incomodou, pois ele, que passou a maior parte do tempo por perto, saiu da minha cola.

Depois de algum tempo, ouço uma voz me chamar
— Catarina. - me viro e lá está ele, com aquela cara de cachorro sem dono, e os olhos brilhando, provavelmente por causa da bebida.

— O que você quer? - falo mais alto por conta da música. Ele responde algo, mas não entendo.

— Podemos conversar em um lugar mais quieto? -ele falo mais perto de meu ouvido e isso me arrepia.

Olho para a Gabi, procurando um sinal de o que fazer, mas ela dá de ombros, pego na mão dele, e aceno que sim.

Passando pela galera, procurando por um lagar quieto, um garoto pisca para o Diego, e já sei o que ele imaginou, mas o que me chama atenção são seus cabelos pretos um pouco encaracolados. Ainda não sei o por quê.

Namorada de mentirinhaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora