POV: Nina
Após passar por diversas cenas de pais e filhos se abraçando e finalmente chegar a um lugar mais vazio. Ouço alguém gritar o meu nome, ao reconhecer a voz, meu coração acelera. Viro-me e confirmo meu pior pesadelo. Meu pai. Que merda ele está fazendo aqui? Paralisada, observo-o vir em minha direção.
— Parabéns minha filha. - Ele diz com um sorriso cínico.
— O que você está fazendo aqui? - pergunto irritada.
—Jamais perderia a sua formatura. - ele fala, ainda com um sorriso.
— Você perdeu todo o resto, que diferença faz? - pergunto, mesmo sabendo a resposta.
— Sei que não convivemos tanto, mas estou muito orgulhoso de você. Mesmo.
Isso me irrita, porque ele age como se fosse um acaso da vida, e não uma escolha? — Você poderia estar orgulhoso, se naquela noite, não nos abandonasse feito um covarde. - digo, e sinto meu coração acelerar. — Você perdeu o direito de estar feliz por mim, a partir do momento que me deixou para trás.
Quando o olho, só consigo imaginar o tamanho de sua covardia, ao fazer suas malas, e sair no meio da noite, nos deixando apenas um bilhete escrito, "foi preciso, amo vocês". Amava o caramba.
— Filha, acho que precisamos conversar. Você precisa entender que...
— O quê? - Interrompo - Por que está agindo como se estivesse acabado de voltar de uma viagem, e que estou assim sem motivos? - paro e respiro fundo - eu sempre estive no mesmo lugar, naquela mesma casa. Sempre estive lá. - aponto para algum lugar, como se fosse minha antiga casa.
— Eu sei, mas...
—Mas? Quando me deixou, eu tinha 8 anos - aponto para mim mesmo - sabia que as primeiras semanas após você ir, eu dormia na sala? Porque estava "esperando o papei chegar para contar sobre meu dia na escola". - meus olhos se enchem mais e mais, e pisco para não deixar as lágrimas escaparem. - E quando eu vim morar aqui, você me mandou o endereço por telefone, e quando cheguei, um corretor que me entregou as chaves. Nem o mínimo você fez. - termino enojada.
— Nina. - ele diz tentando encostar em meu braço.
— Não se aproxime de mim, por favor. - afasto-me.
— Catarina, eu não sabia de nada disso. Me desculpe por fazê-la sentir essas coisas, mas meu casamento com sua mãe não existia mais, muito antes de eu sair de casa. - ele fala, e sua voz falha.
— Mas eu existia. - digo, e sinto as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. - Ótimo, agora você estragou o dia que deveria ser perfeito para mim. - concluo com ironia, e reviro os olhos.
— Tudo bem por aqui? - ouço a voz que conforta meu coração. E sinto seus braços em minha cintura.— Está tudo bem, linda? Está chorando? O que houve? - Diego diz preocupado, segurando meu rosto, e com os olhos fixos aos meus, limpa as lágrimas que percorrem meu rosto.
— Posso saber o porquê está assim com minha filha? - meu pai questiona irritado.
— Como eu disse, você perdeu tudo, não tem direito de questionar algo. - aponto para o Diego, e continuo- Esse é Diego, meu namorado. E não banque o pai protetor, sempre me virei muito bem sem você.
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Namorada de mentirinha
Teen FictionCatarina, uma jovem ainda do colégio, muitas vezes, faz deveres para seus colegas, por dinheiro. Mas até aonde, ela iria, para conseguir ajudar um difícil situação familiar? Ainda mais com uma proposta indecente, mas muito valiosa, em mãos. Seria el...
