POV: Diego
Estou no meu quarto, enquanto jogo vídeo game e como algumas porcarias, essas merdas são boas, ainda mais quando não tenho nada para fazer, ou melhor, quando tenho alguém para fazer por mim.
A porta se abre e é meu pai, que me olha e diz:
—Filho, estou saindo. Arruma essa bagunça, esse quarto está um lixo e vai estudar, ou... fazer qualquer coisa melhor com sua mente.
—Já fiz minhas tarefas. -Digo pausando o jogo.
—Um dia vou descobrir o segredo de você nunca sair da frente desse vídeo game e continuar com boas notas.
—Eu sou um gênio pai, isso é tudo que você precisa saber. - digo sorrindo para ele.
Ele está de terno, e pronto para ir ao trabalho, perto de fechar totalmente a porta, ele regride, e a abre novamente. —Neste fim de semana vamos para a casa de praia comemorar o aniversário da sua avó, leva sua namorada, precisamos finalmente conhecê-la.
Porra. Porra. Porra. Não contei que a Carla e eu terminamos.
—Diego, você me ouviu? - ele me pergunta arqueando as sobrancelhas.
—Ouvi sim, e na verdade preciso só te falar uma coisa...
Ele me interrompe —Já até imagino... você e a menina terminaram. -Ele diz revirando os olhos.- imaginei, você não conseguiria se relacionar com alguém por mais de um mês.
Como sempre, pensando o pior de mim.
—Na verdade, dessa vez você está errado. Eu ia te dizer que... hã... ela vai me matar por marcar algo de última hora. -Digo dando um sorriso meio forçado.
—Ah. -Diz ele com uma cara de surpresa - fico feliz por você então, e sobre isso, você consegue convence-la. - ele pisca para mim.
—Claro. -dou de ombros sorrindo.
Em que merda eu to me metendo???.
Eu não voltaria com a Carla, nem se me pagassem. Definitivamente, dinheiro não me importaria nessa situação, não sou tão mercenário assim.
Espera. Porra, quem que eu conheço, que faz de tudo por dinheiro?? Acho que vou ter que realmente, conhecer o tudo dela, dona Mercenária.
***
POV: Nina
Finalmente é sexta-feira, fiquei até tarde fazendo o trabalho de história do Diego, e terminando algumas atividades que eu tinha para fazer. A Gabi está doente, o que é horrível, pois tenho que ficar naquela merda de escola sozinha. Logo que chego no colégio e passo pela portaria, vejo que o Diego já estava sentado em um dos bancos do jardim olhando para o portão principal, e logo que ele me vê, já vem em minha direção.
—Precisa de tanta pressa por causa de um trabalho?- digo enquanto ele se aproxima.
—Sou um bom aluno e preciso saber se você fez o trabalho direito.- diz ele se colocando de frente para mim e com um leve sorriso no rosto.
Puxo minha mochila para a frente do meu corpo, abro, pego o trabalho dele e fico segurando.
—Não vai me dar meu trabalho?- Ele me olha com uma cara interrogativa.
—Não vai me dar meu dinheiro?- pergunto com ironia.
—Você sempre foi mercenária assim?- Diz ele pegando o dinheiro no bolso de trás da calça jeans.
—Te importa?-Pego o dinheiro, entrego o trabalho e dou um passo a frente, e ele faz o mesmo movimento.
—Na verdade, sim. Queria falar com você sobre uma coisa. -Ele diz olhando para os lados, aparentando nervosismo.
—Pode falar, mas vai ter que me acompanhar, preciso entregar alguns livros na biblioteca antes da aula.- falo e já começo a andar.
—É meio particular, podemos falar em um lugar privado? - diz ele me acompanhando na caminhada.
—Pode ser a biblioteca? - pergunto empurrando a porta de vidro que dá em direção ao corredor da biblioteca.
—Lá é um ótimo lugar. -Ele só diz isso e me segue em silêncio.
Entro na recepção da biblioteca, entrego os livros que tinha pegado na última vez, assino um papel e entro, sigo dezenas de prateleiras a dentro e o Diego ainda está atrás de mim, e que por um milagre, não tinha dito uma palavra até agora, mas logo quebra o silêncio: —Eu nunca tinha entrado aqui, tem vários cantinhos bons. -ele diz olhando para os lados, não com nervosismos, mas analisando o lugar.
Olho para ele com incredulidade, que merda ele quer fazer comigo? Acho que ele percebe o que pensei e diz: —Não com você, não é isso. Merda deixa eu falar logo para isso...- aponta o dedos para nós dois - não ficar mais constrangedor ainda.
Eu rio e tenho a impressão de que isso faz ele ficar menos constrangido com a situação. Me encosto nas prateleiras e ele faz o mesmo ficando de frente para mim, e me olhando fixamente, como se esperasse algo.
Ele tava nervoso? ansioso? Não sei, não consegui decifra-lo.
—Pode falar. -digo quebrando o silêncio entre nós, e incentivando-o.
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Namorada de mentirinha
Teen FictionCatarina, uma jovem ainda do colégio, muitas vezes, faz deveres para seus colegas, por dinheiro. Mas até aonde, ela iria, para conseguir ajudar um difícil situação familiar? Ainda mais com uma proposta indecente, mas muito valiosa, em mãos. Seria el...
