POV: Nina
Hoje acho que posso considerar como um remember de quando tudo começou. Me pego arrumando as malas sorrindo, e lembrando de tudo o que passamos.
Após passar um ótimo Natal com a minha mãe, fui convidada para passar o Ano Novo com o Diego, e a família, na casa de praia de sua avó. A verdade é que senti muita saudade de Dona Luci, ela rapidamente conquistou um lugar super especial em meu coração, e suspeito que tive o mesmo efeito no dela.
Ansiosa com a viagem, e pronta para me distrair, voltei nas minhas antigas conversas com o Diego, na noite antes da viagem, e me lembrei de como soou estranho ele me chamar de namorada naquele momento, mas agora, não consigo me ver sem ser. Mas é assim que a vida é, uma eterna ironia.
Após um tempo, dormi. E a noite passou como uma grande escuridão, sem sonhos.
***
Quando o carro estaciona na garagem da enorme casa de praia, me pego nervosa, como da última vez, mas logo quando a velhinha sai pela porta da frente, com seus cabelos grisalhos esvoaçantes por conta do vento, salto do carro e vou em sua direção para abraçá-la. Lembro que quando me despedi dela, só consegui me sentir mal, por achar que nunca mais a veria.
— Ai, minha querida, que bom que está aqui. Estava louca para saber se você iria vir mesmo.
— Como assim vó? Tá achando que eu ia deixar ela escapar? - seu neto fala rindo, depositando um beijo em sua cabeça.
— Achei, achei mesmo. Ainda bem, que não aconteceu, ficaria arrasada. - ela diz colocando sua destra, em seu peito esquerdo.
— Ela me trocou, totalmente, por você. - Diego diz olhando para mim rindo, e passa por nós, levando nossas malas.
— Então, podemos entrar? - Dona Luci, pede, já passando seu braço pelo meu, e me arrastando.
— Claro. - digo, e a sigo.
— O quarto de vocês é o mesmo, mas tem algo diferente.
— Como assim?
— Oh vó! O que é isso em meu quarto?
— Nosso! - grito rindo, enquanto acompanho a Dona Luci, pelas escadas.
Quando chegamos o topo, Diego reclama — Ela colocou plantas no quarto, e um porta retrato, com a foto que tiramos da familia, no aniversário dela. E se a gente não tivesse mais juntos, vó?
— Ai você se virava para conviver com isso. Não vou aceitar outra menina além da Nina.
— É bom mesmo, Dona Luci. - digo sorrindo.
— Então, acho que devem estar bem cansados, vou deixar os pombinhos descansarem. E você - ela aponta para mim - me chame de vó, é um prazer te ter na família.
Sorrio como resposta, e aceno positivamente. Logo, ela sai do quarto.
Após um bom tempo descansando, sinto minha barriga roncar de fome. O Diego, ainda está cochilando, então decido descer para a cozinha e ver se consigo algo. Ao sair pela porta do nosso quarto, sinto um forte impacto, até perceber que esbarrei em alguém. — Merda. Me desculpa, Nina. - Diz uma voz, e logo reconheço como sendo a do Matheus.
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Namorada de mentirinha
Novela JuvenilCatarina, uma jovem ainda do colégio, muitas vezes, faz deveres para seus colegas, por dinheiro. Mas até aonde, ela iria, para conseguir ajudar um difícil situação familiar? Ainda mais com uma proposta indecente, mas muito valiosa, em mãos. Seria el...
