- Logo essa rebeldia tua vai acabar, garota... Vai aprender na marra a deixar de ser introna e respondona!
- A senhora não manda em mim, a senhora não é minha mãe!
- Se eu fosse você não ia ser assim! Se achando, nariz em pé! É culpa de teu sangue ruim, o sangue ruim da vagabunda da sua mãe que se misturou com o de meu irmão, um homem sério-
Um tapa no rosto de Vicentina fez a mulher perder de vez o controle.
- Sua vagabundinha! - ela correu com uma sandália atrás de Eva, que pulou a janela do quarto e saiu pelos fundos da casa, atravessando a rua até a casa de uma amiga da escola.
Odiava aquela mulher, que todo dia chamava sua mãe dos piores nomes, dizia que "ela nunca daria pra nada" e que sua mãe foi responsável pela morte de seu pai. "Aquela ali tinha um fogo no rabo, queria sair, queria ter vida de solteira sendo casada e Yuri dominado. Escravo daquela maldita!"
- Velha maldita, morra, sua desgraçada! - Eva fez aquilo que havia sido sugerido de forma não deliberada a ela durante a ação na boate Libido. Ela usou a sua raiva, o seu ódio contra a tia que a criara após a morte dos avós, para aumentar a sua força e resistência.
Foi o que Dimitri lhe dissera: a jovem precisava usar suas memórias afetivas e direcioná-las para autoproteção.
Sasha a ajudava nos treinos, aperfeiçoando seus golpes e no uso da estacas, indicando sempre como ela deveria agir, sempre com o intuito de proteger a si mesma; e em uma situação específica, os dois vampiros.
- Você odeia mesmo sua tia. - observou Sasha, sem disfarçar o humor, enquanto ela chutava um saco de pancadas, seguro pelo vampiro.
- Se eu pudesse, ela tava morta, mortinha. Velha sórdida dos infernos, hipócrita! Não sei como meu pai era irmão dela, meu pai era um cara normal, sem neura, sem porra nenhuma.
- Nunca me contou exatamente a extensão do comportamento de sua tia contigo...
- Melhor não comentar. Tomara que ela esteja sendo consumida por dentro, sozinha, porque ninguém nunca a quis.
Dimitri não os acompanhava no treino: ele foi até a casa de Natália Lamarão a fim de que ficassem juntos. Ela andava exigente, dizendo que o advogado a procurava pouco, e "já basta o fato de você não poder andar comigo na rua sob o sol por causa dessa doença", ela sempre reclamava. Dimitri avaliava algumas vezes o motivo pelo qual ele ainda mantinha uma relação com a modelo, e a única resposta que ele tinha era por causa da conveniência.
Para um vampiro, o amor eterno era algo difícil de ser encontrado; então, ele se conformava com o que tinha.
Como Natália faria uma viagem para o Rio de Janeiro, a fim de participar de uma campanha, ele decidiu aproveitar o momento para matar a saudade.
- Estava com saudades de você, meu amor... - Natália o abraçou enquanto Dimitri beijava seu pescoço e os ombros desnudos, já que ela não estava mais com roupas. Na verdade, a nudez de Natália não era um problema: ele a beijava e arranhava seu corpo levemente, sentindo a mulher tremer em seus braços.
Voltou a beijar o pescoço e subir as carícias até o lóbulo da orelha, e sussurrou, a voz metálica que excitava a modelo:
- Abra as pernas para mim...
Ela assentiu, completamente inebriada por aquela voz, uma voz que seria capaz de fazê-la tomar as piores decisões. Entorpecida e nervosa, ela deixou Dimitri conduzir os movimentos, colando o corpo dele, erguendo-a para ficar em seu colo, deslizando suavemente, de uma vez só, por dentro da intimidade da mulher.
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Pecado Oculto
Любовные романыCAPÍTULOS TODOS OS SÁBADOS A presença de vampiros em Salvador faz algum sentido para você? Para Eva, faz todo o sentido: de dia, ela trabalha como secretária de um ricaço recluso e fotofóbico; e à noite, é a improvável parceira do vampiro Dimitri V...
