Este capítulo tem uma conexão bem interessante com "Os Monstros que me Amavam".
Vamos ver se vocês descobrem o que é...
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Dimitri Voronin acordou em algum lugar e não sabia onde estava. Percebeu os pulsos atados e o corpo amarrado a uma cadeira.
Os dedos se recuperavam lentamente daquela estranha queimação, os mesmos dedos que tentaram atacar e arrancar o coração de Lombardo, mas que foram impedidos com a força do alho.
Ele tentava entender onde estava e como chegou lá. Pior: parecia que aquelas cordas que o mantinham preso à cadeira eram feitas com algum material que o impedia de arrancá-las com a sua força. Os olhos tentaram se acostumar ao entorno, e Dimitri queria reconhecer alguma coisa. Seria um galpão? Não tinha luz nem janelas, e tentou de alguma forma entrar em contato com Sasha ou Eva.
Fechou os olhos, tentou se concentrar, mas sentiu que estava muito distante dos dois.
- Eles estão bem distantes de você, Voronin. Jamais te encontrarão.
Vittorio Lombardo apareceu no meio do grande galpão, o olhar altivo, revestido de glória por seus planos finalmente terem dado resultado. A vitória estava próxima, e ele finalmente teria o que tanto ansiou.
Caminhou até Dimitri usando um longo roupão de veludo vermelho sangue, e Dimitri percebeu que por dentro da roupa, havia algo estranho, que mais parecia...
- Alho?
Lombardo riu, mostrando os caninos expostos por completo. Estava sedento por sangue – o dele, Dimitri.
- Sim, caro. Alho.
- Mas... Como se livrou do perigo-
- Você realmente é um grão-mestre? Tão arrogante, cheio de si, que mal gastou tempo em estudar poções, o que nos afeta ou o que não nos afeta. Sabia que nós, vampiros, não podemos tocar em alho, com nossas mãos, ou mesmo água benta. Mas... Os escravos de sangue... Eles sofrem com o sol, mas... Podem resistir ao alho. Sofrem bastante com dor, sofrimento, mas os malditos são resistentes.
"Eu estudei, Voronin. Meus escravos de sangue quase perderam as mãos, mas ajudaram a produzir essas pequenas belezas para mim. Um colete de alho e as cordas lavadas com água benta." Riu alto. "No entanto, para evitar me machucar com tamanho alho em meu corpo, produzi uma poção de proteção com sangue e lavei o fundo do colete, que fica próximo a minha pele. Dá um pouco de trabalho, porque não posso aproximar meus braços do meu peito, mas funciona! Ler é uma dádiva, ser vampiro não é apenas ser um grão-mestre e sair por aí mordendo pessoas."
A informação surpreendeu Dimitri, e Vittorio Lombardo não disfarçou a expressão vencedora ao perceber que naquele instante ele estava muitos passos à frente do chamado "grão-mestre original". Ele achava um absurdo que ele, Lombardo, tinha que beijar os pés e atender a todas as expectativas da Convenção de Vampiros porque sua origem como grão-mestre não era milenar como a de Dimitri; mas enquanto Voronin deitava na cama e mal se atualizava, ele tentava ser cada dia mais forte. Ele deveria ser respeitado! Ele se esforçou para chegar ao topo!
- Os humanos falam em meritocracia... Concordo com eles! Se eu cheguei até aqui, foi porque eu me esforcei, eu estudei absolutamente tudo o que era necessário para poder me tornar o melhor dos vampiros. E eu descobri uma coisa nos meus estudos, além claro deste pequeno ardil para ter acesso ao alho e não me ferir.
"Em breve, serei o vampiro mais forte de todos, porque ousei fazer aquilo que nenhum vampiro tentou: morder e sugar o sangue de um grão-mestre 'original'... Quando um vampiro faz isso... Ele se torna invencível. Nem mesmo outros grão-mestres ou mesmo aquele monstro chato dos Cabot serão capazes de me derrotar."
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Pecado Oculto
RomanceCAPÍTULOS TODOS OS SÁBADOS A presença de vampiros em Salvador faz algum sentido para você? Para Eva, faz todo o sentido: de dia, ela trabalha como secretária de um ricaço recluso e fotofóbico; e à noite, é a improvável parceira do vampiro Dimitri V...
