Eva e Sasha correram de um lado a outro, forçando os soldados de Lombardo a correrem atrás deles; já Raul aguardou os vampiros se aproximarem dele para atingi-los com um chute na barriga de um, murro no rosto de outro; e um terceiro teve o pescoço puxado e apertado até Raul, com a outra mão, arrancar a cabeça do vampiro, jorrando sangue como se a criatura da noite fosse um chafariz de jardim.
Sasha, por sua vez, atirou direto no coração de um vampiro enquanto puxava outro para junto de si e o atingia com uma cabeçada. Um terceiro até tentou atacá-lo, mas Sasha já estava abaixado: pegou a estaca que se encontrava no peito do vampiro recém-morto e rolou no chão, erguendo-se para ficar atrás do inimigo e atacando com a mesma estaca.
As estacas voavam por todo canto, lançadas pelas hábeis mãos de Eva, com destino certo: os corações dos escravos de sangue. A cada vampiro amolecido, transformado em pele e osso, a jovem retirava a estaca para atingir os outros.
Correu até a porta, ficando costas a costas de Raul Martinez, os dois rondando o grupo de vampiros que parecia surgir a cada parceiro morto.
- Pragas. – resmungou em voz baixa, antes de ajustar a mão fechada em formato de punhos.
Os dois atacaram novamente o grupo de vampiros, que se juntaram em um círculo e revidaram ao mesmo tempo. Eva golpeou alguns com a estaca, enfiando no coração e tirando rapidamente; Raul chutou alguns para longe e quem se aproximava ele puxou pelo pescoço e arrancou a cabeça com um aperto firme.
Quem ficava longe do círculo era eliminado por Sasha e Robichaux, que não deixavam os vampiros inimigos escaparem.
Os soldados de Lombardo foram sumindo aos poucos, até sobrar um número suficiente para apenas Raul e Sasha dominarem. Assim, Eva correu até a entrada do galpão, seguindo o plano do grupo. Porém, ainda na porta, retirou de dentro do coturno um pequeno frasco com um líquido escuro, concentrado. A jovem sorriu: para jogar contra Lombardo, era necessário pensar da mesma forma que ele.
Assim que consumiu todo o líquido, fechou os olhos e tomou uma longa respiração, sabendo que o efeito era rápido e durava pouco, porque havia um perigoso efeito colateral. As palavras de Leonel, o mais versado em poções e conjurações, prometiam algo catastrófico caso ela não conseguisse solucionar o problema que se avizinhava: "seja rápida faça o necessário, senão você será a próxima a morrer. Se não der certo e não conseguir salvar Voronin, estamos todos perdidos."
Eva correu, respirando fundo, enquanto ouvia os passos rápidos do grupo de vampiros que se aproximavam pelos corredores na sua direção. Segurava as duas estacas que a acompanhavam desde o começo da invasão, e rapidamente desviou-se dos adversários. Ela tinha uma rápida estratégia: com os vampiros que se moviam à sua esquerda, ela só se desviava, porque sabia que Sasha e Raul logo apareceriam para eliminá-los; já os que se aproximavam à sua direita, Eva os eliminava – usando a parede como impulso, ela subia, dava um salto e os atingia com a estaca, retirando-a do peito dos vampiros com agilidade. Não olhava para trás, aguardando que esse desintegrassem.
A jovem prosseguiu a sua corrida até chegar ao centro do grande galpão, que não possuía luz elétrica, tampouco janelas. A iluminação era diferente, meio vintage, gerada através de candelabros, que traziam a impressão de antiguidade em meio a um cenário moderno do século XXI. Eva olhou por todos os lados, procurando alguma ameaça, mas os olhos não precisavam enxergar o que ela conseguia sentir - a energia forte de uma pessoa ali, Vittorio Lombardo, que parecia cada vez mais poderoso.
À sua frente, lá estava o grão-mestre de roupão, o corpo grande e forte de costas para ela, parecendo observar algo ou alguém, cuja identidade era impossível de verificar por parte da jovem vampira.
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Pecado Oculto
DragosteCAPÍTULOS TODOS OS SÁBADOS A presença de vampiros em Salvador faz algum sentido para você? Para Eva, faz todo o sentido: de dia, ela trabalha como secretária de um ricaço recluso e fotofóbico; e à noite, é a improvável parceira do vampiro Dimitri V...
