Notas do Autor:
Geeeente, sei que sumi, mas foi por tal motivo:
Provas.
Minha semana de provas acabouu e eu posso ficar mais tempo na internet agora!!
P.S: ASSISTI INSURGENTE NA PRÉ-ESTREIA, GANHEI POSTER, COMPREI O COMBO E VEIO UM COLAR E VOU ASSISTIR DE NOVO PQ É MUITO FODA, MENOS O FINAL PQ EU PREFERI O FINAL DO LIVRO, MAS DE RESTO O FILME É MUITO BOM!
Capítulo 16
Estamos em uma cozinha. Acendi as luzes em um interruptor perto da porta que entramos. Os zumbis ficam batendo contra a porta e as paredes. Eu e Justin colocamos um balcão extremamente pesado na frente da porta. Harry saiu para ver se esse lugar que estamos é seguro. Ele não demora muito para voltar.
— Tenho duas notícias — anuncia ele. — Uma boa. E uma ruim.
Ele olha para mim. Eu não consigo evitar de sorrir para ele. Mas então, meu sorriso se vai quando Justin e Adam também olham para mim, provavelmente para saber o que Harry está olhando. Sinto-me um pouco pressionada e minhas bochechas aquecem.
Odeio quando coro na frente das pessoas. Isso me faz sentir uma raiva muito forte. Chega quase a ser incontrolável.
Balanço a cabeça para afastar o pensamento. Tem algo de errado comigo. E essa merda de raiva que me consome e tenta me tomar por inteira tem algo a ver com isso. Sinto que estou lutando por dentro. Mas lutando contra o quê?
— Qual é a boa? — pergunto, para parar com esses pensamentos logo.
— Estamos seguros aqui — responde ele.
— E a ruim? — pergunta Ariana.
— Estamos presos aqui.
Ele abre passagem para nós passarmos e eu saio na frente de todos. Está pouco iluminado aqui. Vejo um balcão e algumas cadeiras. Estamos em uma lanchonete. Do outro lado, uma porta de vidro com uma cortina na frente. Vou até a porta e abro um pouco a cortina. Vejo vários zumbis andando pela rua. Fecho a cortina rapidamente e me afasto.
Olho para os outros.
— Estamos cercados — digo. — Vamos ter que esperar ou arranjar outro jeito de sair daqui.
Todos reclamam, um pouco frustados.
Ariana se senta em um banco na frente do balcão e Justin se senta ao seu lado. Harry se senta em uma cadeira e aponta para outra cadeira do outro lado da mesa. Eu vou até ela. Sento-me na cadeira e apoio meus braços na mesa que está entre nós.
Adam pega uma cadeira e se senta com nós.
— Posso me sentar aqui? — pergunta ele.
— Claro — digo. — Na verdade, você já está sentado, mas tudo bem.
Ele ri.
Adam olha para suas mãos. Percebo que ele parece ser uma pessoa tímida. Não é de falar muito.
— Será que tem outra maneira de sair daqui? — pergunta Harry.
— Não parece ter outra saída — digo, olhando em volta.
Esperar aqueles zumbis saírem da rua não vai dar muito certo. Eles podem demorar dias para sair daqui. Não podemos acender as luzes daqui ou eles nos verão. Nem fazer muito barulho.
Analiso o local, procurando algo que possa nos ajudar a sair daqui.
— Tem um duto de ar — diz Adam.
— Não sabemos para onde o duto vai nos levar — diz Harry. — Ele pode nos levar para a rua infestada de zumbis ou para o beco infestado de zumbis.
Olho em volta mais uma vez.
— Nós podemos usar um carro para escapar — diz Adam.
Está bem escuro, mas consigo ver algo na parede. Forço meus olhos e vejo um enorme rasgo em marca de garras no papel de parede. Tiras dele estão no chão empoeirado. O que tenha sido que fez isso... Tenho certeza que não foi um humano. Nem um zumbi.
— Os carros lá fora não andam há dois anos, acha que algum ainda funciona? — diz Harry.
Enquanto eles discutem, eu forço um pouco mais os olhos. De repente, acontece algo com a minha visão. Algumas imagens estranhas passam por milésimos. Um clarão, um corpo no chão, algo com garras enormes. Meus olhos ardem e eu pisco para disfarçar a dor. Tudo passou tão rápido...
O que aconteceu?
Balanço um pouco a cabeça. Então, tento fazer isso de novo. Meus olhos começam a arder, mas ignoro. Então, consigo ver. Minha visão fica como uma câmera de raio-X. Um pouco do lado da marca de garras, consigo ver um corredor. Mas ele está escondido pelo papel de parede. No corredor, tem um corpo. Um corpo sem vida.
Uma sombra passa correndo por trás do corpo. Então, minha visão volta ao normal.
Aonde estava o corredor, agora está o papel de parede rasgado. Atrás dele está o corredor...
Ali está a nossa saída. Mas tem algo ali. Um monstro. O que será aquilo?
Levanto-me. Ignorando as perguntas que me fazem, vou até a marca de garras. Passo o dedo pelas marcas. Então, vou passando o dedo pelo papel de parede até encontrar uma parte mole demais. Como se não tivesse parede atrás.
— O que você está fazendo? — pergunta Harry, que do nada aparece do meu lado.
— Você tem uma faca? — pergunto, me virando para ele.
Ele se agacha e começa a apalpar algo em seu sapato. Então, ele levanta com uma faca na mão. Eu a pego.
Enfio a faca contra o papel de parede. Então, empurro a faca para baixo, até o chão. Depois para o lado direito, até a faca bater contra algo de madeira. Para cima, até a altura que comecei o corte. E para o lado esquerdo, até o corte inicial. Uma grande faixa de papel de parede cai, revelando um corredor bem iluminado com um corpo sem vida no chão e manchas de sangue na parede.
Eu estava certa. Eu realmente vi um corredor através do papel de parede. Mas como?
O cheiro de carne podre invade as minhas narinas.
— O que é isso? — pergunta Justin.
Ele, Ari e Adam se juntam comigo e com Harry para observar o corredor.
— A nossa saída — digo.
Harry começa a avançar, mas eu o paro.
— Não — digo. — Tem alguma coisa aí...
— Como sabia que tinha um corredor aí? — pergunta Justin.
Mordo o lábio. É por que eu tenho super poderes e um deles é uma super visão de raio-X.
— Eu vi uma marca de garras na parede e vim ver. Quando coloquei o dedo, eu senti que essa parte não tinha parede atrás. — Minto. — Aquelas garras com certeza não foram um zumbi fez.
De repente, um rugido vem do final do corredor.
Sinto um pouco de medo. Mas engulo o seco.
Então, digo:
— Vamos.
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Sinistra
AksiyonEm um futuro distante, um vírus consegue exterminar a América do Sul, transformando os infectados em mortos-vivos. Dois anos se passaram e agora os mortos-vivos tomam conta da cidade. Um enorme grupo de sobreviventes conseguiu criar uma sociedade e...
