Capitulo 2 Aqueles olho âmbar

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Haviam se passado mais de uma semana que Marcela estava internada, e ela já estava fora de perigo mas ainda não tinha acordado.

-Bom dia Jú! - seus colegas de trabalho a cumprimentavam.

-Bom dia katia, bom dia julia, bom dia José! - Ela parecia animada. - o que temos pra hoje?

-Menina este lugar está morto, nem um paciente, só sua mulher lá do leito 51,mais ainda nada dela acordar. - José respondeu rindo. - e nada de informações dela?

-Nada, porque a placa foi danificada e não dá pra identificar proprietário.

-A família dela deve estar desesperada.- Agora foi a Júlia que falou entregando os prontuários nas mãos de Juliana.

-Verdade, porque se fosse minha filha acho que estava enlouquecendo. -Katia tinha uma filha adolecente de 19 anos. - e ela pare até ter a idade da minha filha.

-E a polícia não achou nada dela?

-Então amores, eu falei para eles procurarem, mas vocês conhecem a polícia daqui né? Eles não vão fazer nada. A moto dela está na minha casa, eles conseguiram arrumar, mas a placa infelizmente não. Vamos esperar pra ver se ela acorda, aí vamos saber quem ela é. Estou indo lá pra vê-la, alguém quer ir comigo?

-Eu não, vou comer alguma coisa estou morta de fome! - Katia respondeu já arrastando o José e a julia com ela.

-Ok, vou sozinha!

Ao chegar no quarto ela notou que Marcela estava muito melhor, o rosto havia desinchado, e ela parecia bem mais corada.

Ela se aproximou e arrumou o cabelo de Marcela, colocando atrás da orelha.

-Você é muito bonita, porque arriscou sua vida assim? Queria que você acordasse logo para desvendar esse mistério.

Se sentindo um pouco constrangida, ela levantou a roupa de Marcela e examinou os machucados, as enfermeiras já haviam trocado as faixas e limpado o corpo dela.

Não tinha como não admirar aquele corpo.

-Uau, seu corpo é lindo! Você deve ter uns 20 anos, pela aparência deve nunca ter tido filhos...

Nem ela notou que estava admirando o corpo de uma mulher, só então ela se assustou e bateu na sua cabeça.

"Estou louca só pode"

"Admirando o corpo de uma mulher? "

"Aff, que besteira. "

Ela estava falando sozinha quando os aparelhos dispararam, e ela olhou que a respiração de Marcela estava ofegante, e seus batimentos estavam acelerados.

-Senhorita não precisa se agitar, está tudo bem, está tudo bem! Eu estou cuidando de você.

Aos poucos Marcela começou a abrir os olhos, mas a claridade doía , e ela fecha de novo.

Quando seus olhos se acostumaram, ela então os abriu.

Nem Juliana imaginaria que aqueles olhos eram tão perfeitos assim. Eles eram cinzas claro e brilhavam intensamente.

-Onde estou? - sua voz saiu rouca. - quem é você?

-Eu sou Juliana, sou a enfermeira chefe, eu a encontrei machucada quando voltava para casa.

-Não consigo respirar direito, dói muito.

-Normal, você ficou durante alguns dias entubada. Tiramos o tudo ontem no final da tarde. Mas afinal qual seu nome? Você está aqui há mais de uma semana, com certeza sua família deve estar preocupada.

-Meu nome? - ela piscou os olhos e juntou as sobrancelhas forçando a lembrar de algo. - eu não sei... eu não sei meu nome...

-Quê? Você não sabe seu nome? E o nome de sua mãe, de seu pai, de alguém que possa vir aqui...

-Eu não lembro de nada, tudo que lembro agora é um par de olhos âmbar me olhando, você é minha primeira memória.

Juliana ficou em choque, e agora o que elas iriam fazer, a conta do hospital estava alta, e pra piorar ela registrou como responsável pela paciente.

LEMBRANÇAS 🔞 ( ROMANCE LGBT) Histórias para pegar e não largar. Descubra agora