De repente as luzes brancas que iluminavam o local deram lugar a uma luz vermelha, como os cassinos devem ser. Tudo se iluminou de um vermelho quente, instantaneamente a vontade de apostar surgiu, eu adoro essa sensação. Um segurança veio avisar que as pessoas já iriam começar a subir, fui para o andar de cima que era exclusivo para os meus convidados de honra, sentei na cadeira vermelha ao lado da mesa que ficava no centro do corredor e dava a vista perfeita de tudo lá embaixo, havia um balde de gelo na mesa, peguei a garrafa de champanhe e as duas taças no balde, abri e Christine comemorou quando o mesmo fez barulho e sua tampa saiu voando, tomara que não bata na cabeça de ninguém, enchi nossas taças e fizemos um brinde.
- Ao Le casino d'or! - falamos juntas e batemos a taça uma na outra, coloquei a minha na mesa e Christine bebeu o líquido espumante da dela em um só gole, já que eu não bebo ela faz isso pelas duas.
Vi a portas se abrirem e os funcionários, que estavam de camisa social preta e colete vermelho, entrarem no ambiente, os crupiês foram para seus lugares e os homens e mulheres que trabalhariam servindo os clientes ficaram perto do bar com bandejas douradas na mão, que o show comece. Um dos seguranças olhou pra mim que acenei com a cabeça confirmando, eles abriram as portas e várias pessoas entraram, a música animada começou a tocar, a mesa do Dj ficava abaixo de onde estávamos então não conseguia vê-lo, o jogo de luzes vermelhas deixaram o lugar com o clima adorável de Las Vegas, vi homens de ternos que pareciam caríssimos indo para a mesa de pôquer, algumas mulheres eram exibidas como troféus, é o tipo de coisa que você aprende a ignorar depois que entra nesse mundo, não adianta discutir. As mesas de jogos e as do bar já estavam lotadas, sorri.
- Parabéns.- Christine disse ao meu lado.
- Vamos descer?- Perguntei a ela que levantou os braços comemorando.
- VAMOS! - Dei uma risada, ela adorava esses eventos. O andar de cima tinha escada dos dois lados e dois seguranças em cada uma, decidi ir pelo lado direito, fui na direção do segurança e ele puxou o cordão vermelho que delimitava a área privada.
-Espera! - Christine falou antes mesmo que eu descesse o primeiro degrau, a olhei com a sobrancelha arqueada, o que essa maluca tem? Ela cochichou algo no ouvido do segurança brutamonte e ele concordou tirando o rádio comunicador do bolso que ficava no paletó.
A música que tocava parou de repente, entendi o que ela tinha feito quando a batida conhecida de "i gotta feeling" na versão speed up começou a preencher o lugar, olhei pra ela que fez um coração com as mãos e me mandou descer a escada. Virei de frente pra todas aquelas pessoas aplaudindo eufóricas e respirei fundo, nota mental: não cair. A letra da música começou e desci as escadas devagar, minha pele queimava com tantos olhares, cheguei ao final da escada na parte do refrão, olhei pra trás e vi Christine descer os degraus sorrindo, esperei ela chegar ao meu lado, um microfone foi entregue por um dos seguranças quando o Dj falou:
- Com a palavra, nossa anfitriã.
- Boa noite apostadores.- Ouvi minha voz ecoar pelas caixas de som, em uníssono todos responderam um "boa noite" acompanhado de assobios e salva de palmas.- Sejam todos bem-vindos ao Le casino d'or, hoje é uma noite importante pra mim, esse cassino foi criado pra superar todos os que vocês já frequentaram.- mais gritos, assobios e palmas.- Então, como sempre digo... Cartas na mesa, que comecem os jogos!- O Dj começou a tocar "On the floor" e as pessoas se espalharam começando suas apostas, alguns outros saíram do cômodo pra explorar os outros andares, olhei pra Christine que apertou meu braço.
- Vou pegar algo pra beber.- Concordei e ela foi em direção ao bar, era hora da minha diversão, fui até minha mesa favorita, roleta européia. Já estava lotada, me aproximei e as pessoas abriram caminho, sorri pra algumas e encarei a mesa, o crupiê estava limpando para a próxima rodada, olhei a placa ao lado dele que dizia os valores máximos e mínimos de cada aposta, aquele tanto de zeros pode parecer muita coisa, mas para a classe social dos presentes aqui não era nada. Fiquei com as fichas vermelhas, pelo canto do olho vi algumas pessoas se afastarem desistindo de apostar contra mim, sorri internamente, outros estavam decididos a continuar ali. O crupiê esperou as apostas, coloquei minhas fichas na aposta direta, número 7, algumas pessoas da mesa me olharam como se eu fosse uma louca, quem não sabe jogar não se arrisca na direta.
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Dama de Espadas
FanfictionNicole Montreal tem 25 anos e um império para comandar, ela é de longe a brasileira mais intensa que você vai conhecer em Nova York. Qual palavra definiria a Nic? Tempestade, com certeza. Porém como a vida não dá ponto sem nó, tem um CEO gostosão qu...
