Capítulo 12

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Pousamos às 7h, me despedi de Christine ainda no aeroporto e segui pro apartamento com meu carro, preciso ir pra empresa e ligar pra minha mãe.

-Oi filha, trouxe presentes.- Falei pra pandora que me esperava na porta do apartamento, comprei alguns brinquedos pra ela que com certeza vai perder a graça depois de um dia, coloquei minha mala perto da porta e fui na direção da cozinha.

-Mila?- Chamei.

-ESCRITÓRIO!- Ouvi ela responder do andar de cima, peguei pandora no braço e subi as escadas.

-Ah sim, você chegou.- Ela estava limpando a mesa de mogno escuro com um espanador de penas colorido.

-Novidades?- Coloquei pandora no chão e fui até a parede de vidro pra olhar a cidade.

-Só o de sempre, sua mãe ligou querendo falar com você, chegaram algumas caixas no seu nome, um pedido de autorização pra trazer um carro de Vegas até aqui e essa bola de pelo aí rasgou o forro do sofá mais uma vez.

-Certo, pode colocar as caixas aqui no escritório ou chamo alguém?

-Nam, eu faço isso.- Ela deu de ombros.

- Deixe o pedido de autorização na minha mesa, vou pedir pro Louis falar com alguém pra arrumar o sofá e você tá de castigo.- Apontei pra pandora que soltou um miado bem debochado, ela sabe que não tá de castigo.

-Sua mãe?- Respirei fundo.

-Vou ligar pra ela no caminho.- ela confirmou com a cabeça mas depois me olhou sem entender.

-Caminho pra onde?

-Empresa, tenho uma reunião importante amanhã e preciso me organizar.

- Tá doida? Você acabou de descer do avião e tá querendo trabalhar? Nada disso, você vai dormir.- Ela falou com uma mão na cintura e apontou o espanador pra mim.

-Eu dormi no avião.

-E vai dormir mais agora.

-Não vou não.- É terça, eu deveria ter voltado ontem mas tive que resolver algumas coisas no cassino.

-Ah mas você vai dormir sim.- Ela veio na minha direção e eu passei correndo direto pro meu quarto fechando a porta em seguida.- ABRA A PORTA, MOCINHA!

-TCHAUZINHO MILA!- Ouvi a risada dela. Fui até o closet escolher o que vestir, pensei um pouco e decidi por uma calça jeans preta e uma blusa creme de botões, peguei um Louboutin na mesma cor da blusa e coloquei tudo na minha cama.

[...]

Saí do estacionamento do condomínio e me preparei mentalmente pra o que ia fazer. No terceiro toque a voz acolhedora da minha mãe ecoou pelo carro.

-Lembrou que tem mãe?- dramática sempre.

-Lembro sempre que o extrato bancário chega.

- Sustentei você por 18 anos, é sua obrigação agora. Cadê pandora?

-No apartamento com a Mila e um sofá rasgado.- minha mãe riu

-Pera aí, você não tá em casa?

-Tô indo pra empresa.

-Chegou de viagem hoje e já vai trabalhar.

-É, preciso ir, ligo outra hora, foi só pra avisar que tô viva.

-Espera, a gente precisa conversar.

-Mãe, de verdade, eu tô no trânsito, não quero discutir isso agora.

-Não falei em discutir.

-Nem precisa, esse assunto sempre acaba em discussão.

-"Esse assunto" é o fato de você não falar com seu pai.

Dama de EspadasOnde histórias criam vida. Descubra agora